Porto Velho (RO) sábado, 4 de abril de 2020
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Economia - Nacional

Presidente descarta pacote e diz que se reunirá com equipe econômica


  
Vinicius Konchinski
Agência Brasil


São Paulo - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que amanhã (20) volta a se reunir com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, para discutir a crise econômica global. Em discurso realizado durante um comício eleitoral em São Bernardo do Campo (Grande São Paulo), ele falou que novas medidas podem ser tomadas para garantir o crédito no país, porém voltou a descartar a edição de um "pacote" para proteger a economia.

"Não vamos anunciar um pacote porque toda vez que se anunciou um pacote neste país o povo é quem ficou com o prejuízo", afirmou Lula. "Vamos anunciar medidas pontuais. Dor de barriga? É remédio para dor de barriga. Calo no pé? É remédio para calo no pé."

Lula afirmou que nenhuma mudança brusca nos rumos da economia nacional é necessária, pois o Brasil fez sua "lição de casa" e está preparado para enfrentar uma possível recessão mundial. "Até agora o nosso país não quebrou e não vai quebrar", disse. "Quando todo mundo queria que gastássemos, nós guardamos dinheiro. É por isso que temos U$ 207 bilhões em reservas; é por isso que temos dinheiro para garantir o crédito."

Segundo Lula, mesmo com todas as incertezas do mercado internacional, a economia do Brasil continuará registrando números positivos. Ele disse que espera que, só em 2008, por exemplo, sejam criados 2,2 milhões de empregos formais no país.

O presidente ressaltou, entretanto, que para alcançar esses resultados é preciso que o mercado interno continue aquecido. Por isso, o presidente fez um apelo à população: "Continuem comprando as coisas que precisam", pediu ele.

"Este negócio de crise é assim: fala-se uma vez, duas, três e vão criando um certo medo na sociedade; depois um pânico; e depois as pessoas param de comprar. Mas eu duvido que alguém tenha sentido essa crise na empresa que trabalha."

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