Porto Velho (RO) quarta-feira, 12 de agosto de 2020
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Economia - Nacional

&P: baixo crescimento e alto endividamento externo impedem melhora de nota brasileira


Patricia Eloy - Agência O Globo RIO - O alto endividamento externo e baixa perspectiva de crescimento em relação a outras economias emergentes ainda são importantes barreiras para a elevação da nota de crédito do Brasil. Essa é a avaliação da analista Lisa Schineller, da agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P), que elevou hoje a perspectiva para a nota de crédito de longo prazo do Brasil, que subiu de estável para positiva. Isso significa que a nota brasileira pode ser elevada a curto prazo. Em relatório em inglês publicado ainda há pouco, ela destaca que o endividamento líquido do país chega hoje a 49% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas do país), que está em lenta queda e muito acima da média dos emergentes. "Um compromisso cada vez maior com a melhora das fragilidades fiscais é crucial para acelerar o ritmo de queda do nível de endividamento do país, consolidar os benefícios de uma taxa de juros nominal e real mais baixa, que ainda estão em níveis extremamente elevados, e alongar o vencimento e o prazo médio (de 45 e 16 meses, respectivamente) dos títulos da dívida em moeda local", escreve Schineller. A analista destaca, no entanto, que a vulnerabilidade externa do país, embora ainda em níveis elevados, caiu significativamente nos últimos anos. Ela explica que, para a S&P, existem ainda vários entraves econômicos e institucionais no Brasil, que limitam investimentos e perspectivas de crescimento. Entre eles está o complexo e distorcido regime tributário", um mercado de capitais ainda restrito, a rigidez no mercado de trabalho formal, as necessidades de investimento em infra-estrutura e o chamado "custo Brasil", que é caracterizado por "custos burocráticos elevados associados ao ambiente de negócios".

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