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Opinião: Presentes de Natal e o planejamento financeiro na família


 

Opinião: Presentes de Natal e o planejamento financeiro na família  - Gente de Opinião

Por Silvia Alambert, educadora financeira e detentora da metodologia The MoneyCamp
 

Este ano está voando. Por incrível que pareça o Natal já está bem próximo. Essa data é o momento mais aguardado do ano para a troca de presentes entre amigos e familiares, já que presentear é um gesto para demonstrar como somos gratos às pessoas que tocam a nossa vida de alguma forma. Para as crianças, é a data mais aguardada depois do aniversário, já que entendem que é quando vêm os presentes que esperam praticamente um ano inteiro para receber.

Mesmo com o orçamento apertado, os pais acabam cedendo à tentação de comprar “aquele” presente aos filhos, já que a promessa acaba ficando sempre para o Natal: “Se você passar de ano, no Natal lhe dou o presente que você quer”. Aí, não tem jeito. Mesmo com o orçamento apertado, promessa é dívida (ou mais uma dívida) e crianças serão sempre crianças. O correto mesmo é realizar um planejamento já no início do ano prevendo gastos maiores com presentes em determinadas datas. Assim, não será preciso atrelar desempenho escolar com presente de Natal e nem ficar digladiando com parcelas do cartão de crédito até 4 ou 6 meses depois que o Papai Noel já se foi e deixou você com a conta para pagar.

Como nem tudo que é o ideal está perto do real, o melhor mesmo é antecipar-se e conversar abertamente com a criança sobre seus planos para os preparativos do Natal. Se o dinheiro da família estiver curto, é justo que ela seja informada da maneira mais razoável possível para que possa entender o que está acontecendo e se prepare emocionalmente e não se depare com nenhuma grande surpresa.

Ilustro o caso com um diálogo extraído de um filme onde dois adultos conversavam e um dos personagens comenta: “Não sei porque, mas todos os anos alguns meses antes do Natal minha mãe me dava um catálogo para escolher um brinquedo que eu desejaria ganhar. Todos os anos ela sempre me dava um presente que estava no item da promoção e que era bem diferente daquilo que eu escolhia no catálogo. Uma vez escolhi um ventríloquo e ela me deu uma marionete horrorosa.”

Natal é momento de confraternização e não de ter que dar explicações sem fim sobre o presente “genérico”. Isto não faz o menor sentido na cabeça de uma criança.

As crianças que já sabem listar quais os presentes desejam ganhar são as crianças que já podem compreender porque o Papai Noel este ano não bateu a meta da linha de produção.

Envolver as crianças com as atividades natalinas é uma boa alternativa para que elas possam ter contato com os gastos que envolvem o preparativo do evento. Levar a criança ao supermercado para realizar uma pesquisa de preços dos itens que serão consumidos é de grande surpresa e satisfação para elas, já que normalmente não são envolvidas em nenhum tema relacionado ao mundo das finanças da família. É surpreendente e curioso o modo como trabalham alternativas quando são envolvidas neste tipo de atividade. Basta que a oportunidade seja dada e os pais estejam abertos a ouvi-los. Muita coisa nova pode acontecer.

Depois desta atividade, sentar com a criança e mostrar a soma das despesas que terão, poderá ajudar os pais a abrirem um canal para conversarem com seu filho sobre pontos que poderiam ser revisados, inclusive os presentes.

É preciso ser coerente e mostrar que a família está disposta a gastar X com a festa natalina, entre presentes e alimentação. É preciso dar um norte para que a criança possa se basear para pensar em alternativas, inclusive para os presentes que ela própria deseja ganhar.Os pais poderão oferecer algumas alternativas, também. Lembre-se: crianças serão sempre crianças, mas abrindo espaço para que possam ajudar nas escolhas, elas passam a se sentir responsáveis pelo sucesso financeiro da família.

Se quisermos que nossos filhos sejam realizadores e realizados, deverá haver um momento na vida deles em que teremos que contar que "Papai Noel não existe! " Ser muito permissivo, criar ilusões em demasia e suprir os filhos com todos os desejos que eles tem - desde os mais simples até os mais complexos e caros - os inibem de sonhar e, principalmente, de crescer.Já escreveu sua cartinha ao Bom Velhinho?

Silvia Alambert, é educadora financeira e fundadora da The Money Camp™ Brasil, metodologia de educação financeira para crianças, jovens e adultos. Email: [email protected] e site www.themoneycamp.com.br

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