Porto Velho (RO) sexta-feira, 3 de abril de 2020
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Economia - Nacional

O endividamento de Porto Velho cai com maior cautela dos consumidores



ACOMODAÇÃO - Os indicadores demonstram que, com taxas mais altas de juros, o consumidor muda seu comportamento.

Se, em termos nacionais, conforme pesquisa divulgada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), o total de consumidores com endividados pulou de 54,0% em junho para 57,7% em julho, em Porto Velho, graças ao bom momento econômico do Estado, ocorreu um movimento oposto com o total de endividados caindo de 54% para 49%, ou seja, uma queda de 9,3%.  O mesmo aconteceu com o percentual de consumidores que não terão condições de honrar seus pagamentos, que subiu de 7,8%,em junho, para 8,9%,em julho, no Brasil, enquanto, em Porto Velho caiu de 5% para 3%, uma queda de 40%, voltando ao mesmo patamar de maio. Por outro lado, em relação às dívidas em atrasos, no País, caiu de 23,5% em junho para 22,8%, em julho, enquanto em Porto Velho se manteve estável em 21%. O tempo médio com pagamento em atraso que é 61,4 dias na média brasileira em Porto Velho é de apenas 48,4 dias. Também o tempo médio de comprometimento com dívidas, que, em Porto Velho, é de 6,2 meses, é menor que a média nacional de 6,9 meses.

                             Síntese dos Resultados-Junho/Julho 2010

 

 Junho

 

 

 Julho

  Variação

     %    

Total de Endividados

54%

  49%

 -9,3 %

Dívidas ou Contas em Atrasos

21%

  21%

   0,0%

Não Terão Condições de Pagar

 5%

   3%

 -40,0%

                                                    Fonte: Pesquisa Direta CNC/Fecomércio/RO

 
Em julho o percentual de famílias que se consideram muito endividadas subiu levemente de 7%, em junho, para 7,3%. Os que se consideram mais ou menos endividadas, porém, apresentaram queda dos 17%, em junho, para 11,9% em julho. As famílias que se dizem pouco endividadas tiveram uma pequena queda de 30,0%, no mês anterior, para 29,8% em julho.  E os que não tinha dívidas continuaram aumentando dos  45,4% de junho para os atuais 50% de julho.  Entre as famílias em atraso predominam as com contas atrasadas entre 30 e 90 dias, que são 40,6% em julho e eram 26% em junho. As famílias com atraso de até 30 dias são 37,6%, um aumento em relação aos 33,7% de junho. Porém, os 18,8% d as famílias com atraso maior que 90 dias é bem menor que os 34,6% de junho. Não sabe ou não responderam apenas 3% das famílias. A parcela da renda comprometida com dívidas continuou caindo dos 30,9% de junho para 29,8% de julho. O nível de renda das famílias com comprometimento de mais de 50% da renda caiu muito de 30,9%, em junho, para os atuais 15,7%. 

Nível de endividamento- Porto Velho- Julho de 2010

 

(Cheque pré-datado, cartões de crédito, carnês de lojas, empréstimos pessoal, prestações de carro e seguros)

 
 

Categoria

Total

Renda Familiar Mensal

 

Até 10 SM

 + de 10 SM

 

Muito Endividado

         7,3%

        7,5%

        4,0%

 

Mais ou Menos Endividado

      11,9%

        11,4%

        20,0%

 

Pouco Endividado

      29,8%

        29,9%

        28,0%

 

Não Tem Dívidas Desse Tipo

      50,0%

        50,1%

        48,0%

 

Não sabe

        0,6%

          0,7%

        0,0%

 

Não Respondeu

        0,4%

          0,4%

        0,0%

 

Fonte: Pesquisa Direta CNC/Fecomércio/RO

 
  
Entre os principais tipos de dívidas a predominância é dos cartões de crédito com 53,3% seguido imediatamente pelos carnês que representam 43,8% das dívidas. Em seguida aparecem como principais tipo de dívidas, no mesmo patamar de 14,5%, o financiamento de carro e o crédito pessoal. Depois ainda aparece, com significação, o cheque especial com 8,1% das famílias

A queda percentual das famílias endividadas e do percentual de família com dívidas ou contas em atraso no mês de julho, com níveis inferiores à média registrada no primeiro semestre do ano, indicam que as famílias estão mais cautelosas quanto ao nível de endividamento. Em especial parece que começam a sentir os efeitos da política monetária de aumento das taxas de juros e se tornaram menos otimistas em relação à própria situação econômica a ponto de arrefecer a intenção de consumo e diminuir também a propensão a comprar bens duráveis no horizonte mais próximo ainda que o nível de consumo atual continue alto e as perspectivas profissionais e o nível de emprego continue alto. De qualquer forma houve uma freada na escalada de consumo.

 Fonte: Sílvio Persivo
 

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