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Economia - Nacional

O endividamento de junho é o maior da série histórica



Divulgado pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), em termos de   Brasil, o nível de endividamento das famílias ficou em 64,1%, de acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC-Nacional). O resultado ficou praticamente estável em relação aos 64,2% registrados em maio. Em Porto Velho, porém, o resultado demonstra que o movimento foi diferente com as famílias de Porto Velho com a inadimplência crescendo, em junho, de 71% para 77% das famílias com o endividamento local ficando 20% acima do nacional. O quadro, segundo o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-FECOMÉRCIO/RO, Raniery Araujo Coelho, só não é mais preocupante por causa da queda em 38% das dívidas ou contas em atraso e da auspiciosa notícia da queda de 40% nas famílias que não terão como pagar suas contas. Porém, os atrasos nas contas voltou a ficar perto de 20% abaixo da média nacional e as famílias que não terão condições de pagar suas contas estão 28% abaixo do nacional. Para Raniery, “O maior endividamento das famílias de Porto Velho se deve as condições favoráveis de renda, emprego e crédito, além das boas perspectivas em relação ao futuro, que tornam Porto Velho a capital brasileira com maior intenção de consumo”.  O tempo médio com pagamento em atraso em Porto Velho que foi, em maio, de 60,3 tendo subido para 61,9. Já o tempo médio de comprometimento com dívidas, que, em Porto Velho, era de 7 meses em maio caiu para 6,8 meses
 

Síntese dos resultados Abril/Maio/Junho 2011 (Em %)

 

Abril

Maio

Junho

Variação %

Maio/Junho  

Total de Endividados

    66

   71

     77

       8

Dívidas ou Contas em Atrasos

    32

   31

     19

    -38

Não Terão Condições de Pagar

     13

   10

       6

   -40

Fonte: Pesquisa Direta CNC/Fecomércio/RO

 
Em junho de 2011 o percentual de famílias que se consideram muito endividadas permaneceu no patamar de 9,8%.  Os que se consideram mais ou menos endividadas foram 23,4%, em maio, e subiram para 28,5%, enquanto 39,25 se consideram pouco endividados e os que não tem dívidas caíram de 28,8% para 22,5%. As contas em atraso acima de 90 dias representam 43,3% das famílias enquanto 24,7% possuem contas atrasadas com menos de 30 dias e 32% com contas entre 30 e 90 dias.  A parcela da renda comprometida com dívidas, porém, teve um aumento dos 25,2%,  em maio, para 26,2%. O nível de renda das famílias com comprometimento de 11% a 50% da renda subiu de 43,8% para 45,2% seguido de 36,5% dos que tem menos de 10% da renda comprometida. Acima de 50% da renda comprometida estão 16,7% e o restante não sabe e/ou não respondeu.


Carnês superam cartões de crédito como fonte de dívidas

Entre os principais tipos de dívidas a predominância, em junho, passou a ser dos carnês que representam são apontados como fonte de dívidas por 49,6% das famílias sendo acompanhado de muito perto (48,1%) pelos cartões de crédito. Em seguida aparece como principal tipo de dívida o financiamento de carro com 16,5% e o crédito pessoal com 11,3%, seguido do crédito consignado com 5,4%. O crescimento das famílias endividadas de Porto Velho e do percentual de família com dívidas ou contas em atraso no mês de junho até mesmo com o crescimento das dívidas de carnês parece refletir o custo e a facilidade do crédito e, exceto pelas dificuldades advindas do endividamento maior, todos os sinais indicam que há uma maior intenção de consumo futuro, principalmente, levando em conta as perspectivas otimistas do mercado.

Fonte: Fecomércio

 

  

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