Quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Economia - Nacional

Mesmo com oferta de crédito, consumidor prefere adiar compra de casa própria



Mariana Jungmann
Repórter da Agência Brasil 
 

Brasília - Esperar os rumos da crise financeira internacional para decidir sobre a compra da casa própria parece ser a opção dos consumidores brasileiros. Nem a facilidade de empréstimo têm seduzido facilmente.

Esse é o caso de Hélio Ricardo Barroso, que visitou uma feira de imóveis em Brasília para procurar o apartamento para a família de cinco pessoas. No Centro de Convenções Ulysses Guimarães, no centro da capital, estavam reunidas mais de 100 empresas entre construtoras, incorporadoras e imobiliárias.

"Minha mulher é professora da rede pública de ensino e tem acesso a uma taxa de juros diferenciada. Mas com essa crise estamos esperando para ver se a oferta de crédito diminui e, com isso, também caia o preço dos apartamentos, que estão muito caros", afirma. Segundo ele, a taxa ofertada pela Caixa Econômica Federal (CEF) foi de 8% ao ano e o imóvel poderá ser 100% financiado.

A cautela dos consumidores como Barroso fez o volume de vendas de um grande empreendimento imobiliário em Águas Claras – cidade distante 20 quilômetros de Brasília e com maior oferta de apartamentos e lojas no Distrito Federal – cair 15% aproximadamente.

O gerente comercial da construtora Emarki Engenharia Jaran Fleury disse que não foi difícil conseguir financiar o empreendimento – que terá 706 apartamentos, além de um shopping – e que seus compradores também não têm dificuldades em obter crédito.

A explicação para a queda nas vendas, na opinião dele, pode estar no receio do consumidor. "Eu acho que é mais medo por causa das notícias sobre a crise do que falta de crédito", alega.

"A restrição ao crédito afetou os aventureiros, aqueles que estavam especulando. Mas as firmas sólidas, com muitos anos no mercado, têm conseguido empréstimos normalmente. Até porque, os bancos são obrigados a pegar 65% dos depósitos da poupança e disponibilizar para crédito imobiliário", explica, se referindo aos empréstimos adquiridos pelas próprias construtoras.

Gente de OpiniãoQuarta-feira, 21 de fevereiro de 2024 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Programa Social: Novo Bolsa Família cumprirá teto de gastos, diz ministro da Cidadania

Programa Social: Novo Bolsa Família cumprirá teto de gastos, diz ministro da Cidadania

O programa social que pretende substituir o Bolsa Família terá o maior valor possível para o benefício dentro do teto de gastos, disse hoje (9) o mi

Banco do Brasil lança dois programas de desligamento incentivado

Banco do Brasil lança dois programas de desligamento incentivado

O Banco do Brasil (BB) anunciou nesta segunda-feira (11) dois programas de desligamento incentivado. A expectativa é que a adesão chegue a 5 mil fun

Entre vinhos e lagostas Lewandowski instaura o caos + Não há empregos sem empresas

Entre vinhos e lagostas Lewandowski instaura o caos + Não há empregos sem empresas

Não há empregos sem empresasEm 1985, a inflação no Brasil atingiu o valor de 242,23%. Em 1986, com receio da aceleração descontrolada da inflação, o g

MEI: Quem terá direito ao vale de R$600 e como pedir? + COVID19 no Brasil: cuidados

MEI: Quem terá direito ao vale de R$600 e como pedir? + COVID19 no Brasil: cuidados

COVID19 no Brasil: cuidadosNa tentativa de conter a disseminação do novo Coronavírus (COVID19), diversos países do mundo reforçaram suas medidas de is

Gente de Opinião Quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024 | Porto Velho (RO)