Porto Velho (RO) domingo, 19 de agosto de 2018
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Economia - Nacional

Mercados: DIs longos têm leve alta com piora no exterior


Agência O GloboSÃO PAULO - O clima pessimista no cenário internacional respinga no pregão de juros da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM e F) nesta quarta-feira, sustentando ligeira alta nos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) mais longos. As palavras do presidente do Federal Reserve (Fed), Ben Bernanke, no final da manhã, fecharam a bateria de notícias negativas desta sessão no exterior, que prevaleceu sobre as divulgações locais mais favoráveis relativas ao PIB nacional e à inflação brasileira.Às 13h30, o contrato de DI para abril indicava estabilidade, a 12,65% ao ano. A taxa para julho marcava 12,40% anuais, com decréscimo de 0,01 ponto percentual. O vencimento de janeiro de 2008 sinalizava 12,04% ao ano, estável. O contrato para janeiro de 2009 registrava 11,70% anuais, com acréscimo de 0,02 pontos, mas chegou a tocar os 11,74% ao ano, na máxima. Janeiro de 2010 projetava 11,66% ao ano, com avanço de 0,02 ponto.De acordo com o responsável pela área de BM e F da corretora Ativa S.A., Marcelo Porto, o mercado continua bastante sensível. "Os investidores continuam indecisos sobre que direção tomar", disse. Muitos indicadores, principalmente sobre a economia norte-americana, têm mostrado direções divergentes, deixando os agentes financeiros confusos. "Assim como os agentes pressionam a alta da taxa, depois avaliam que não existe motivo para o aumento nos juros e daí devolvem os ganhos", exemplificou o profissional.Nesta quarta-feira, o mau humor começou cedo, com a disparada do petróleo em meio a rumores de que o governo britânico enviaria uma equipe para resgatar os militares ingleses detidos pelo Irã desde a última sexta-feira. A informação foi negada por autoridades do Reino Unido e a commodity reduziu o avanço. A manutenção da alta pelo sexto dia seguido, porém, mantinha os investidores desgostosos.O viés negativo ganhou nos dados sobre encomendas de bens duráveis dos EUA mais um suporte. Os pedidos desses itens subiram 2,5% em fevereiro. Apesar de inverter a direção tomada em janeiro, de queda de 9,3% (número revisto), o incremento ficou abaixo das expectativas de muitos economistas, que previam elevação de 3,5% a 3,8%. O baixo astral ainda encontrou amparo em notícias desfavoráveis sobre o setor imobiliário dos EUA, que derrubaram as ações das construtoras em Wall Street.Para completar a manhã, o presidente do Fed disse que economia dos EUA deve crescer a um ritmo moderado este ano, com a inflação abrandando gradualmente. Bernanke falou ao Congresso, em Washington. Apesar disso, o titular da autoridade monetária norte-americana observou que as incertezas aumentaram nas últimas semanas e que a inflação "permanece desconfortavelmente alta". Foi o suficiente para manter o pessimismo nos pregões.Há pouco, o indicador acionário Dow Jones cedia 0,46%.No cenário doméstico, as revisões para cima do PIB brasileiro de 2007 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) e para baixo da projeção de inflação para 2007 do relatório de inflação do Banco Central (BC) foram quase ignoradas, diante do mal-estar do exterior.O IBGE informou que PIB nacional cresceu 3,7% em 2006 depois das mudanças feitas pelo na metodologia de cálculo das riquezas nacionais. Na série antiga, a expansão no ano passado foi de 2,9%. O novo resultado também é superior às projeções de muitos economistas, que esperavam um incremento em torno de 3,5% e o resultado também superou as expectativas do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que estimava uma variação entre 3,3% e 3,5%.Ainda na parte da manhã, o BC divulgou o seu Relatório Trimestral de Inflação relativo a março. No documento, a instituição avaliou que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve terminar o ano de 2007 com alta 3,8% - previsão levemente inferior à do relatório de dezembro (3,9%). O cenário de referência nessas previsões inclui manutenção da taxa Selic em 12,75% ao ano e taxa de câmbio constante em cerca de R$ 2,10.O BC também elevou para 4,1% a projeção de crescimento real do PIB em 2007. No documento anterior, de dezembro, a expectativa era de expansão de 3,8% da economia brasileira.Na avaliação de Porto, tais números não alteraram as perspectivas do mercado em relação à taxa de juros da economia brasileira, que deve seguir a trajetória de baixa, com cortes de 0,25 ponto, no curto prazo.(Paula Laier | Valor Online)

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