Porto Velho (RO) domingo, 31 de maio de 2020
×
Gente de Opinião

Economia - Nacional

Mantega: FMI pode perder representatividade


Agência O Globo CINGAPURA - O ministro da Fazenda Guido Mantega criticou neste sábado, em Cingapura, a direção do Fundo Monetário Internacional (FMI), que decidiu dar continuidade à votação do projeto de reforma do programa de cotas. Segundo fontes governamentais envolvidas nas negociações, o Fundo conta com pouco mais de 85% dos votos dos 184 membros do conselho necessários para aprovar a proposta de reforma no sistema de cotas, ou poder de voto. Neste sábado, em comunicado, Brasil, Índia, Egito e Argentina manifestaram desaprovação do plano e pediram a suspensão da votação, alegando que a maioria dos países da América Latina seriam contrários à proposta. Em coletiva de imprensa após o encontro, o ministro brasileiro criticou a decisão de prosseguir com a votação mesmo com a oposição das nações que o programa, em teoria, deveria ajudar. - A aprovação da resolução mesmo com a oposição de países supõe uma redução da representatividade do Fundo - afirmou Mantega. A proposta prevê um aumento pequeno e imediato do voto do México, da Coréia do Sul, China e Turquia - países mais representados nos órgãos decisórios do FMI - em relação ao peso de suas economias no mundo. O plano também prevê uma revisão posterior na forma usada para distribuir o poder entre os integrantes do Fundo, que não sofre mudanças desde 1944 - quando Estados Unidos e Europa dominavam o panorama econômico mundial. De acordo com os países contrários à nova equação, as nações mais beneficiadas seriam o Japão, seus vizinhos asiáticos e os Estados Unidos, apesar de Washington ter dito que renunciará a qualquer aumento de sua atual participação de 17,08%, o que lhe dá poder de veto em certas decisões. Segundo Rodrigo Rato, diretor-geral do FMI, tal projeto daria mais voz aos países em desenvolvimento. Em comunicado, o G-24 (grupo de países em desenvolvimento do qual fazem parte Argentina e Brasil) alegou que a fórmula que deveria ser usada pelo FMI poderia estar baseada no PIB como parâmetro de poder de compra, o que eliminaria as distorções entre as diferenças de preços e beneficiaria as nações em desenvolvimento frente as industrializadas. Em apoio a Guido Mantega, a ministra de Economia da Argentina, Felisa Miceli, afirmou que a maioria dos países latinos é contrária às mudanças, mas não especificou qual nação seria a favor ou contra.

Mais Sobre Economia - Nacional

Entre vinhos e lagostas Lewandowski instaura o caos + Não há empregos sem empresas

Entre vinhos e lagostas Lewandowski instaura o caos + Não há empregos sem empresas

Não há empregos sem empresasEm 1985, a inflação no Brasil atingiu o valor de 242,23%. Em 1986, com receio da aceleração descontrolada da inflação, o g

MEI: Quem terá direito ao vale de R$600 e como pedir? + COVID19 no Brasil: cuidados

MEI: Quem terá direito ao vale de R$600 e como pedir? + COVID19 no Brasil: cuidados

COVID19 no Brasil: cuidadosNa tentativa de conter a disseminação do novo Coronavírus (COVID19), diversos países do mundo reforçaram suas medidas de is

Corte de recursos do Sistema S pode causar fechamento de unidades e demissão de dez mil

Corte de recursos do Sistema S pode causar fechamento de unidades e demissão de dez mil

Um documento enviado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) aos governadores brasileiros revela que o corte de 50%

Empresas não prestaram informações sobre admissões e demissões referentes a janeiro e fevereiro

Empresas não prestaram informações sobre admissões e demissões referentes a janeiro e fevereiro

A Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia informa que identificou a falta de prestação das informações sobre admissões