Porto Velho (RO) quarta-feira, 8 de abril de 2020
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Economia - Nacional

Mantega descarta redução de alíquota de importação para segurar dólar


Martha Beck - Agência O Globo BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, descartou nesta quinta-feira a redução de alíquotas de importação como forma de conter a excessiva valorização do real em relação ao dólar. Apesar de o governo vir sendo pressionado pelo setor produtivo para adotar medidas que minimizem as perdas provocadas pelo câmbio, Mantega afirmou que o crescimento da economia, a compra de reservas e a redução dos juros permitirão que o país chegue a uma taxa de equilíbrio. - A economia brasileira já está bastante aberta, pois as importações estão crescendo de forma expressiva. Isso compensa qualquer alíquota. Se você tem uma alíquota (de importação) de 12% e o câmbio se desvalorizou entre 20% e 30% nos últimos dois anos, acabou (o efeito de redução da) a alíquota - afirmou o ministro ao chegar à Fazenda para um encontro com o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge. Mantega admitiu que o saldo comercial elevado é um dos responsáveis pela valorização do real, pois provoca uma enxurrada de dólares no país, mas lembrou que também há influência de outros fatores: - Por causa da solidez crescente da economia, o Brasil é um país seguro, com uma taxa de risco baixa, e os investidores querem vir para cá e querem aproveitar. É claro que a taxa de juros também influencia porque você oferece rendimentos maiores na aplicação aqui. Ao ser perguntado se trataria com Miguel Jorge da troca de comando no BNDES, hoje presidido por seu amigo Demian Fiocca, o ministro da Fazenda desconversou. Nos bastidores Mantega trabalha para encontrar um lugar para Fiocca em sua equipe e como o secretário do Tesouro, Tarcísio Godoy, continua ocupando o cargo interinamente, as especulações sobre novas mudanças na equipe ficaram mais fortes. - Eu não gosto de especulações, quem gosta de especulações é uma parte do mercado. Eu acho que o Fiocca está bem no BNDES e Tarcísio está bem no Tesouro. Mas ao ser perguntado sobre o motivo pelo qual Godoy continua interino, o ministro disse: - Estamos avaliando.

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