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Economia - Nacional

Lula critica centrais sindicais que exigem aumento do SM


 

Eduardo Castro
Correspondente da EBC na África

Dacar (Senegal) – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a exigência das centrais sindicais de aumento real do salário mínimo este ano, quando a regra prevê a reposição da inflação do ano anterior e aumento real com base na variação do Produto Interno Bruto de dois anos antes.

“Não é uma boa política mudar o acordo a cada ano. Se é verdade que PIB vai dar zero este ano, ano que vem vai dar oito, tem compensação”, afirmou o ex-presidente, pouco antes de participar de uma das discussões do Fórum Social Mundial, em Dacar, capital do Senegal.

“O que não pode é nossos companheiros sindicalistas quererem mudar a regra do jogo a cada momento. Ou você aprova a regra na Câmara e todo mundo fica tranquilo, ou você tem oportunismo”, afirmou Lula, lembrando que a “proposta não é do governo, é um acordo”.

As centrais sindicais querem que o governo conceda aumento real para o mínimo, ignorando a regra que prevê aumentos com base no crescimento econômico que, em 2009, não houve, por causa da crise financeira mundial iniciada em 2008. “É natural que as centrais queiram um aumento maior que a inflação”, disse João Felício, secretário de Relações Internacionais da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e ex-presidente da entidade, que também está em Dacar. “A nossa pretensão é [elevar o salário mínimo para] R$ 580. Caso não consigamos convencer o governo, vamos levar essa luta para o Congresso Nacional e para a sociedade.”

Segundo Felício, a CUT não está propondo mudança na regra de correção do mínimo. "Estamos propondo ter o aumento real já este ano. No ano que vem a gente volta a discutir a regra antiga”. Para ele, empresas, governos estaduais e prefeituras beneficiaram-se da melhora da economia e estão em condições de pagar um mínimo maior, “o que também aumenta a arrecadação da Previdência, sempre usada para justificar a decisão de não aumentar mais”, afirmou o sindicalista.

Lula declarou que pode até conversar com os antigos companheiros, mas não irá interferir na questão. “Não é mais minha tarefa conversar. O governo e o Congresso devem fazer isso”.

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