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INFORMÁTICA: Asus, de Taiwan, inicia produção no Brasil


  
 
A fabricante de computadores e componentes Asus, de Taiwan, inicia neste mês a produção de equipamentos no Brasil. A iniciativa, adiantada pelo Valor em junho do ano passado, tem como alvo principal a produção do EeePC, portátil que deu impulso à popularização do chamado "netbook", um laptop de tamanho reduzido, com tela inferior a dez polegadas. 

A fabricação ficará a cargo da Visum, empresa de Curitiba especializada na montagem de placas e eletrônicos. "É o nosso primeiro parceiro no país, mas estamos pesquisando outras empresas para ampliar a produção local", disse ao Valor John Chen, gerente geral da Asus Brasil. 

A linha de produtos nacionais vai incluir duas placas-mãe, um laptop convencional e dois modelos do EeePC, que terão preços sugeridos entre R$ 1,5 mil e 1,7 mil. Em junho do ano passado, quando montou seu escritório no Brasil, a Asus projetava a venda de 60 mil EeePCs no país. Na época, a previsão para 2009 era de triplicar esse volume. John Chen não detalha números, mas afirma que os resultados superaram as expectativas. 

Com produção local, a Asus passa a brigar com fabricantes como Positivo Informática, Dell, LG e Hewlett-Packard (HP), que já têm netbooks nas prateleiras. 

O mercado dos netbooks explodiu no ano passado, quando foram comprados 11 milhões aparelhos em todo o mundo, contra os 182 mil de 2007. Os fabricantes americanos de produtos eletrônicos prevêm que as vendas vão crescer 80% em 2009, para 18 milhões de unidades. "No Brasil, é uma tendência embrionária, mas por isso terá um ritmo forte de crescimento", comenta Luciano Crippa, analista sênior da consultoria IDC. Em 2008, o consumidor brasileiro comprou 3,2 milhões de laptops, dos quais, estima-se, apenas 3% eram netbooks. A expectativa é de que, neste ano, a participação salte para 7%, o equivalente a 300 mil máquinas. 

O potencial inspirador dos ultraportáteis, no entanto, também traz uma carga de preocupação para a indústria de PCs. A margem de lucro desses equipamentos costuma ser muito inferior à dos modelos convencionais. Além disso, há um temor de que os produtos canibalizem os equipamentos tradicionais. O IDC estima que o preço do laptop vai cair 12% em 2009, em parte por causa dos netbooks. 

Fabricantes de componentes e de sistemas também olham para os netbooks com cautela. É o caso da Microsoft. Uma versão do sistema operacional Windows para netbooks custa entre US$ 15 a US$ 25, menos da metade do custo do Windows XP mais barato para laptops. O mesmo ocorre com processadores. A consultoria iSuppli estima que o chip Atom, da Intel - usado em boa parte dos netbooks - custa entre US$ 35 e US$ 40 por equipamento, enquanto o preço do chip para o laptop convencional fica em torno de US$ 150. Ou seja, a Intel precisaria que ao menos três netbooks fossem vendidos para obter um lucro próximo ao de um portátil tradicional. 

Por enquanto, a Asus, que pertence ao grupo Asustek, não tem do que reclamar. Com o apoio do EeePC, a empresa obteve uma receita de US$ 8,1 bilhões em 2008 e vendeu 10,1 milhões de máquinas, mais que o dobro do ano anterior, que fechou com 4,6 milhões de unidades. John Chen, que se mudou de Taiwan para tocar os negócios da Asus no Brasil, não revela o investimento feito no país, mas indica que as ações estão só no começo. "O Brasil é uma prioridade internacional, temos um longo caminho pela frente." 

Fonte: Jornal Valor Econômico / André Borges, de São Paulo 

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