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Economia - Nacional

Greve dos bancários deve ser mais longa que em 2012


A greve nacional dos bancários, que completou oito dias nesta quinta-feira, 26/9, já fechou 10.024 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados nos 26 estados e no Distrito Federal, segundo dados repassados pelos sindicatos à Contraf-CUT até o início da noite ontem, quarta-feira.

Em Rondônia o número de agências fechadas chegou hoje a 105, de pouco mais de 120 unidades espalhadas pelo Estado.

Os bancários, indignados com a proposta imoral da Fenaban, de reajuste de apenas 6,1%, continuam ampliando e intensificando a paralisação da categoria em todo o país. Até mesmo trabalhadores de setores estratégicos também aderiram à greve, com destaque para a paralisação de call centers.

A greve nacional foi deflagrada na quinta-feira (19) e, como nos anos anteriores, vem crescendo a cada dia. No primeiro dia foram fechadas 6.145 unidades, subindo para 7.282 no segundo dia, 9015 no quinto dia e 9.665 unidades no sexto dia. Trata-se de um crescimento de 63,12% em relação ao primeiro dia de greve.

A greve deste ano deve ser mais longa que a do ano passado, que durou apenas nove dias. O motivo do movimento se estender por tempo indeterminado se deve ao silêncio dos bancos, que até agora não se manifestaram para sequer propor uma nova rodada de negociação com o Comando Nacional dos Bancários.

“E exatamente neste momento, que começam a sair os salários dos servidores públicos municipais e estaduais é que a população vai sentir mais os efeitos negativos dessa greve que é, sobretudo, culpa dos banqueiros. É inadmissível que os bancos, que lucraram mais de R$ 40 bilhões no primeiro semestre deste ano – o maior lucro financeiro a nível mundial – continuem com esse silêncio, ignorando não apenas as reivindicações dos bancários, mas também os problemas causados à toda sociedade com os bancos fechados”, comentou José Pinheiro, presidente do Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (SEEB-RO).

Os bancários exigem, além do reajuste de 11,93%, valorização do piso, mais contratações e fim da rotatividade, melhores condições de trabalho, mais segurança e igualdade de oportunidades, pontos que servirão, acima de tudo, para melhorar o atendimento ao público.

FONTE: RONDINELI GONZALEZ

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