Porto Velho (RO) quinta-feira, 2 de abril de 2020
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Economia - Nacional

FGV: Tomate aumenta cerca de 220% e inflaciona a salada


Flávia Villela
Agência Brasil

Rio de Janeiro – O aumento de cerca de 220% no preço do tomate nos últimos dias transformou a salada do brasileiro em artigo de luxo. De acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV), o preço do tomate saltou de R$ 1,50 para cerca de R$ 5 o quilo, nesse inverno, fato considerado raro, já que o estudo mostrou que o período de alta mais aguda do preço do tomate vai de janeiro a abril.

“Apesar de atípico, se o inverno for mais rigoroso próximo às áreas de cultivo, isso pode atrasar o amadurecimento do fruto e provocar escassez temporária no mercado”, alertou o coordenador da pesquisa, André Braz. Ele explicou que, de acordo com os agricultores, esse é o motivo pelo aumento elevado e abrupto dos preços.

Alguns consumidores, entretanto, optam por pagar o preço pedido pelo mercado. A dona de casa Lea de Semenovitch alegou que, apesar do alto preço e da baixa qualidade, tomate não pode faltar na mesa de sua casa.

“Fui ao supermercado na sexta-feira passada e o quilo estava R$ 6. Um absurdo total. E nem era do bom. A maioria estava verde e alguns estavam vermelhos por fora e verdes por dentro. Comprei porque meu neto adora tomate cortadinho na salada e sempre uso para fazer tempero para carne e peixe”, justificou Lea.

Segundo o economista, no entanto, com a passagem dos efeitos mais agudos do clima, é pouco provável que o tomate sustente o atual nível de preços. Para a FGV, enquanto o preço não baixa, a opção é substituir o tomate na salada por outras frutas, de preferência por aquelas típicas da estação, como uva, tangerina e morango.

André Braz também aconselhou o consumidor a reduzir o volume de compras, fazendo valer a “verdadeira arma” do consumidor. “Quando compramos menos de um determinado produto, principalmente os perecíveis, reduzimos a probabilidade de os preços continuarem subindo, pois o comércio não vê como um bom negócio deixar o produto estragar nas prateleiras”.
 

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