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Economia - Nacional

Ex-diretor do BC diz que medida cambial é prudencial



Alana Gandra
Agência Brasil

Rio de Janeiro - A criação do compulsório sobre a carteira de câmbio dos bancos, anunciada hoje (6) pelo Banco Central (BC), já era esperada e não levará a uma alta acentuada do dólar no médio prazo. “Só no curto prazo”, disse o economista Carlos Thadeu de Freitas, ex-diretor do BC e atual chefe da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio (CNC).

"É uma medida prudencial, não monetária”, afirmou Freitas. Segundo ele, o objetivo é segurar temporariamente a queda do dólar. A medida prevê que as instituições financeiras repassem ao Banco Central 60% sobre o valor da posição de cambio vendida que exceder US$ 3 bilhões ou o montante equivalente ao patrimônio de referência do banco.

“São medidas pontuais, que não vão ter, necessariamente, repercussão na tendência do dólar, mas encarecem a aposta de que o dólar vai cair muito mais ainda. Como o Banco Central deu um prazo de três meses para os bancos se ajustarem, é uma medida que vai fazer com que o dólar não continue caindo tão rapidamente como estava”, ressaltou Carlos Thadeu.

O economista disse à Agência Brasil que a entrada de dólares no país vai continuar, tanto para investimento quanto para empréstimos e mercados futuros que, hoje, movimentam mais dólares do que os mercados presentes. “Esses mercados estão livres e vão continuar livres.”

Freitas reiterou que se trata de uma medida pontual, que visa a evitar que os bancos "fiquem muito vendidos em dólar, inclusive para não deixá-los em situação difícil, se o dólar voltar a subir”.


 

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