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Economia - Nacional

Estudo da CNI também confirma redução na oferta de emprego


Jorge Wamburg
Agência Brasil


Brasília - A moderação da atividade econômica no Brasil este ano se refletiu na perda de dinamismo do mercado de trabalho. Por isso, as expressivas taxas de crescimento do emprego de 2010 não se mantêm em 2011. Essa é uma das conclusões do Informe Conjuntural divulgado hoje (11) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), com a análise do comportamento da economia no terceiro trimestre e as previsões até o final do ano.

Segundo o estudo, a desaceleração da criação do emprego ocorre desde junho de 2010, quando houve alta de 3,5% comparativamente ao mesmo mês do ano anterior nas seis maiores regiões metropolitanas brasileiras. Em agosto de 2011, o emprego metropolitano cresceu 2,2%, frente ao mesmo mês do ano anterior.

A expansão do emprego formal, no entanto, continua se firmando no mercado de trabalho. Considerando o emprego com carteira assinada do setor privado, o crescimento foi de 7,5% em agosto, na mesma base de comparação, o que representa uma variação muito acima da média de todas as demais ocupações. As garantias oferecidas pelo emprego formal dão segurança às pessoas para manter seu padrão de consumo.

Um aspecto interessante em relação à desaceleração da atividade econômica é que são as ocupações informais que estão perdendo espaço no mercado de trabalho. A categoria de emprego sem carteira assinada do setor privado caiu 8,3% entre agosto de 2010 e de 2011. As ocupações por ponta própria também mostraram queda em agosto na mesma base de comparação.

Portanto, o grau de formalidade do mercado metropolitano – medido pela soma dos empregos com carteira, militares e estatutários pelo total da ocupação – manteve-se em alta. Em agosto, esse indicador atingiu 60,7%, o que é a maior participação de trabalhadores formais no total da ocupação metropolitana desde o início da série, em março de 2002.

Considerando os dados do Cadastro Geral de Empregos (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego de agosto de 2011 – que cobre todo o território nacional –, a criação de empregos formais foi de 1,6 milhão no acumulado dos últimos 12 meses.

De acordo com o estudo da CNI, o fluxo de empregos tem diminuído desde março deste ano. O setor que mais criou vagas formais foi o de serviços, com 46,3% do total de empregos criados nos últimos 12 meses findos em agosto.

Esse fato se justifica pela maior atividade do setor serviços, que depende diretamente da renda das famílias e do crescimento do crédito. Por isso, esse componente do Produto Interno Bruto (PIB) deverá crescer acima da taxa de expansão do PIB em 2011, diz o Informe Conjuntural.

A indústria, “setor mais afetado pela atual conjuntura nacional e internacional”, segundo o informe, criou 29,1% do total dos empregos formais em todo o Brasil. O comércio, mesmo tendo um crescimento das vendas mais intenso do que as vendas da indústria, foi responsável foi responsável por 19,4% do total das novas vagas.

 

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