Porto Velho (RO) quinta-feira, 16 de agosto de 2018
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Economia - Nacional

Estados foram o destaque do superávit de outubro


Henrique Gomes Batista e Patrícia Duarte - Agência O GloboBRASÍLIA - Os governos regionais, sobretudo os estaduais, foram o destaque do resultado do superávit primário de outubro, que ficou em R$ 10,466 bilhões, o melhor desempenho para esses meses da série histórica do Banco central, iniciada em 1991. Essa economia equivale a 4,34% do PIB no acumulado dos últimos 12 meses, acima dos 4,28% de setembro e da meta do governo para o ano, de 4,25%. No ano, o superávit está em R$ 90,992 bilhões.No mês passado, os governos regionais tiveram superávit de R$ 3,101 bilhões, o melhor outubro da história. Especificamente sobre os governos estaduais, o superávit ficou em R$ 2,535 bilhões, recorde histórico, enquanto que os municipais registraram R$ 566 milhões. De acordo com o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, em outubro houve melhor arrecadação de ICMS e repasse de recursos federais aos estados.O governo central (governo federal, BC e INSS) apresentou superávit de R$ 7,767 bilhões no mês passado. As empresas estatais, no entanto, registraram déficit primário em outubro, de R$ 401 milhões, fortemente impactado pelas estatais federais, que tiveram déficit de R$ 715 milhões. No ano, essas estatais apresentam superávit de R$ 8,974 bilhões e, na avaliação de Lopes, isso demostra que o resultado está distante da meta no ano, de ganhos de R$ 17,7 bilhões. Isso mesmo levando em consideração os R$ 2,4 bilhões que teriam de ser somados à conta do BC sobre estatais federais, por conta de recebíveis da empresa energética Itaipu e que ficam de fora por conta da metodologia de cálculo utilizada pela autoridade moentária.O BC informou ainda que a dívida líquida do setor público chegou a R$ 1,043 trilhão em outubro, o que representa 49,5% do PIB. Este é o melhor resultado desde fevereiro de 2001, quando ficou em 49,29%. Para o ano, a estimativa é de que ela fique em 50,3%, por conta do déficit primário esperado em dezembro, quando as despesas públicas crescem muito, como pagamento de 13º salário dos servidores públicos.

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