Porto Velho (RO) quarta-feira, 29 de junho de 2022
×
Gente de Opinião

Economia - Nacional

Emprego com carteira assinada cresceu 8,6% em um ano, diz IBGE


 
Vitor Abdala
Agência Brasil

Rio de Janeiro - O mercado de trabalho brasileiro gerou 816 mil vagas de emprego com carteira assinada a mais em setembro deste ano, quando comparado ao mesmo mês do ano passado. O aumento é de 8,6%, segundo informações da Pesquisa Mensal de Emprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O crescimento dos empregos com carteira assinada foi superior ao crescimento do total de postos de trabalho, que foi de 3,5%, totalizando 762 mil novas vagas em setembro deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. Com isso, a população ocupada chegou a 53,7% do total da população em idade ativa no país.

A taxa de desemprego foi de 6,2% em setembro, o menor patamar desde março de 2002, quando se iniciou a série histórica do IBGE. Na média de janeiro a setembro, a taxa de desemprego é de 7,1%, ou seja, 1 ponto percentual menor do que os nove primeiros meses de 2008, justamente o período anterior à crise econômica mundial.

Segundo o gerente da pesquisa, Cimar Azeredo, o crescimento do mercado de trabalho é reflexo do cenário econômico brasileiro. “Há um cenário econômico que favorece o mercado de trabalho a contratar, ou seja, a abrir postos de trabalho, com investimentos maiores. E não é só a geração de postos de trabalho, há um aumento do emprego de qualidade, ou seja, mais pessoas têm sido contratadas com carteira de trabalho assinada. O poder de compra da população, no que diz respeito a rendimento de trabalho, também tem aumentado”, afirmou.

Entre as seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE, a menor taxa de desemprego foi registrada em Porto Alegre (4,1%), seguida por Belo Horizonte (4,9%) e Rio de Janeiro (5,3%), todas abaixo da média nacional de 6,2%. Já as demais capitais tiveram taxas acima da média: São Paulo (6,3%), Recife (8,8%) e Salvador (10,3%).

Entre os grupos de atividades, os destaques na geração de empregos ficaram com outros serviços (que inclui o setor de hotelaria e restaurantes), com geração de 301 mil empregos entre setembro de 2009 e setembro deste ano; educação, saúde e administração pública, com mais 206 mil empregos; e serviços prestados a empresas, com 145 mil novas vagas.

Já a indústria contratou 125 mil pessoas a mais em setembro deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Mas entre agosto e setembro deste ano, a indústria perdeu 22 mil vagas. Segundo Cimar Azeredo, a explicação está na perda de empregos na indústria paulista, que perdeu 59 mil postos de trabalho nos últimos dois meses.

“Esses resultados na queda da indústria em São Paulo devem ser vistos com atenção, porque isso pode ser prejudicial no conjunto do mercado de trabalho brasileiro, se isso perdurar até dezembro”, disse Azeredo.

Mais Sobre Economia - Nacional

Programa Social: Novo Bolsa Família cumprirá teto de gastos, diz ministro da Cidadania

Programa Social: Novo Bolsa Família cumprirá teto de gastos, diz ministro da Cidadania

O programa social que pretende substituir o Bolsa Família terá o maior valor possível para o benefício dentro do teto de gastos, disse hoje (9) o mi

Banco do Brasil lança dois programas de desligamento incentivado

Banco do Brasil lança dois programas de desligamento incentivado

O Banco do Brasil (BB) anunciou nesta segunda-feira (11) dois programas de desligamento incentivado. A expectativa é que a adesão chegue a 5 mil fun

Entre vinhos e lagostas Lewandowski instaura o caos + Não há empregos sem empresas

Entre vinhos e lagostas Lewandowski instaura o caos + Não há empregos sem empresas

Não há empregos sem empresasEm 1985, a inflação no Brasil atingiu o valor de 242,23%. Em 1986, com receio da aceleração descontrolada da inflação, o g

MEI: Quem terá direito ao vale de R$600 e como pedir? + COVID19 no Brasil: cuidados

MEI: Quem terá direito ao vale de R$600 e como pedir? + COVID19 no Brasil: cuidados

COVID19 no Brasil: cuidadosNa tentativa de conter a disseminação do novo Coronavírus (COVID19), diversos países do mundo reforçaram suas medidas de is