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Economia - Nacional

Consumo da famílias puxou crescimento do PIB



Thais Leitão
 Agência Brasil

Rio de Janeiro - A expansão de 7,5% da economia brasileira em 2010, a maior em 24 anos, foi impulsionada principalmente pelo crescimento da demanda interna, que teve alta de 10,3% no ano. De acordo com o coordenador de Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Roberto Olinto, o consumo das famílias – que aumentou 7,0% em relação a 2009, registrando o sétimo ano consecutivo de elevação – respondeu por 60% do Produto Interno Bruto (PIB). “Quem explicou mais [o crescimento do PIB] em 2010 foi a demanda interna”, disse.

Segundo ele, a expansão do emprego e da massa salarial vem estimulando o aumento contínuo do consumo das famílias nos últimos sete anos. “Tivemos no ano passado o incentivo de redução do IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados] em alguns produtos", lembrou. O coordenador do IBGE também ressaltou que, na passagem do terceiro para o quarto trimestre do ano passado, o consumo das famílias cresceu 2,5% e 7,5% na comparação com o mesmo período de 2009.

Olinto destacou que os investimentos, com alta de 21,8%, também tiveram papel importante no crescimento da economia no ano passado, principalmente com expansão do setor de máquinas e equipamentos, que teve elevação de 30,5%.

“Quem efetivamente foi um fator notável na formação de capital foi [o setor de] máquinas e equipamentos, com crescimento forte, e se subentende que há possibilidade de aumento de capacidade produtiva e uma visão de atendimento de demanda futura”, explicou.

O resultado do PIB em 2010 também foi influenciado pela baixa base de comparação em 2009, quando a economia registrou queda de 0,6%, ainda em função da crise financeira internacional. De acordo com o IBGE, o crescimento médio anual entre 2001 e 2010 ficou em 3,6%, superando a expansão na década anterior (de 1991 a 2000), quando a média foi de 2,6%.

Já o setor externo, que inclui as exportações e importações de bens e serviços, contribuiu negativamente, com -2,8%, para o PIB do ano. Em 2009, o panorama foi diferente, já que a demanda interna havia exercido efeito negativo sobre o PIB, contribuindo com –0,8%, enquanto o setor externo havia respondido por 0,2% do resultado.

O coordenador de Contas Nacionais enfatizou, ainda, que a economia brasileira começou 2010 com crescimento mais forte e foi desacelerando aos poucos, em parte como consequência da retirada dos estímulos do governo ao consumo no cenário pós-crise.

“Vimos um início de ano mais acelerado, com desaceleração no final, convergindo para esse 7,5% agora no final do ano”, afirmou Olinto.

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