Porto Velho (RO) segunda-feira, 30 de março de 2020
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Economia - Nacional

Conilon: O café de Rondônia


 

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O diagnóstico revela que falta alinhamento entre os setores fundamentais de uma lavoura competitiva, com a qualidade de um produto que perdeu espaço para o associativismo, planejamento e modernidade. Nos últimos anos, o Estado deixou escapar a oportunidade de desenvolver preciosas experiências, ao não se posicionar na linha de frente de um mercado altamente competitivo, adotando novas tecnologias para as lavouras cafeeiras.

A meta do governador Confúcio Moura, de revitalizar os cafezais de Rondônia, é oportuna e vem no momento importante, em que o mercado externo exige um produto de boa qualidade, que as lavouras cultivadas no Estadopodem oferecer. O desafio reside em convencer os agricultores de que, para aumentar a produtividade em níveis razoáveis, é necessário à adoção de novas técnicas e orientações oferecida pela Emater, que na verdade já se encontra a disposição da maioria deles.

Vale destacar que os cafezais de Rondônia, mesmo com solo de boa qualidade, mas por ausência de carinho e cuidado adequado nas lavouras, acabaram envelhecendo e caducando. Estão deixando de ser raros os produtores que adotam tecnologias, como análise de solo, adubação correta, calagem e clones, que são a alma da cafeicultura. Mas ainda falta convencer uma boa parte.

Não vamos longe, existem exemplos de produtores rurais, modernos e bem sucedidosque, visando conquistar mercados, aplicam em suas lavouras às técnicas recomendadas e, estão se dando bem. Outra certeza, é que o café Conilon se adaptou melhor para as terras de Rondônia.

Entre tantos outros, em Cacoal, Sérgio Kalki, consegue colher em média 70 sacas por hectare de um bom produto, diante de seus vizinhos que não passam das 12,1 sacas por hectare de um café de qualidade inferior. Em Theobrama, Airton José da Silva, nesta safra colheu 110 sacas por hectare de café com grãos de excelente padrão. O consumidor exige boa qualidade, e quem produz melhor tem a garantia de bons preços. Essa é a lei de mercado.
 
No bojo deste processo virtuoso, no campo para revitalizar os cafezais de Rondônia, encontra-se o secretário de Agricultura, Pecuária e Regularização Fundiária (Seagri), Evandro Padovani. A proposta dele é desenvolver de maneira correta a cafeicultura de modo que a produção tradicional ceda espaço para as novas tecnologias e que o produtor possa obter melhores resultados cultivando, inclusive áreas menores.

Não é novidade que os agricultores em Rondônia, cerca de 26 mil cultivam café, contam com a vantagem, das terras planas, condições climáticas favoráveis, o que é essencial para esse tipo de lavouras. Assim, aos poucos parece que uma nova cafeicultura começa a ser configurada neste Estado que já foi um dos maiores produtores desta bebida saborosa que não pode faltar na mesa dos brasileiros.
   
Fonte:  Decom/Foto/José Luiz Alves - Seagri

 

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