Porto Velho (RO) segunda-feira, 18 de junho de 2018
×
Gente de Opinião

Economia - Nacional

Com queda de preços, computador deve ser a grande estrela de vendas do Natal


Agência O Globo RIO - Depois da febre de celulares e DVDs nos últimos anos, os computadores deverão ser as grandes estrelas de vendas neste Natal, ao lado de aparelhos MP3, como os iPods, e máquinas fotográficas digitais, que já se destacaram em 2005.A isenção de impostos para o setor de informática, o recuo do dólar em relação ao real, o aumento da renda e a maior concorrência, com a entrada de novos fabricantes no mercado - como Positivo e CCE - fizeram os preços dos computadores caírem cerca de 20% em 12 meses. Com isso, grandes redes varejistas estão vendendo computadores básicos de mesa com preços em torno de R$ 1.000.Os notebooks já estão com vendas muito expressivas este ano. Só no primeiro semestre, houve aumento de 113% no segmento em relação ao mesmo período de 2005. Foram vendidas 216 mil unidades entre janeiro e junho, contra 275 mil em todo o ano passado, quando as vendas já haviam crescido 47%.Para o Natal, a popular rede de supermercados Extra, por exemplo, está prevendo um aumento de 70% nas vendas de itens de informática, puxadas especialmente pelos notebooks, cujo acréscimo previsto é de nada menos que 400%.A expansão dos financiamentos, com parcelamento em até 15 vezes, também ajuda a ampliar as vendas.A rede Insinuante ampliou em 30% as encomendas de computadores neste fim de ano em relação a 2005. No Nordeste, a Lojas Maia ampliou em 60% os pedidos de computadores para o fim do ano. No Sul, nas Lojas Berlanda, de Santa Catarina, os volumes encomendados de computadores de mesa cresceram 200%. Varejo OnlineCom o crescimento das vendas de computadores, mais gente está fazendo compras online. Com a proximidade do último mês do ano, as lojas virtuais já começam a se preparar para o Natal, responsável por cerca de 18% do faturamento do ano inteiro. Segundo a consultoria em comércio eletrônico e-bit, a expectativa de vendas para o período, compreendido entre 15 de novembro e 23 de dezembro, é de R$ 755 milhões, um aumento de 64% em relação ao ano anterior, quando o Natal movimentou R$ 458 milhões. O comércio eletrônico deverá atingir em 2006 um faturamento na casa dos R$ 4,3 bilhões, o que resulta em um crescimento nominal de mais de 70% em relação a 2005, quando o setor faturou R$ 2,5 bilhões. A princípio, esperava-se um faturamento de R$ 3,9 bilhões para o final do ano, porém, com o aumento da venda de computadores e o crescimento do número de e-consumidores, a previsão foi ampliada.Para Pedro Guasti, diretor geral da e-bit, a nova previsão está baseada principalmente nas vantagens que o e-consumidor tem ao fazer compras pela internet, especialmente com o crescimento das conexões em banda larga .- Além da popularização dos computadores e da inserção da classe C no mundo digital, as vendas devem aumentar devido à praticidade e velocidade de comparar preços em um curto período de tempo e de evitar os congestionamentos característicos em datas comemorativas como o Natal - explica.No ranking dos produtos mais vendidos, a expectativa é que CDs, DVDs e vídeos percam a liderança na tabela, ocupando o 3° lugar e abrindo espaço para que produtos eletrônicos, como televisores, MP3 players, aparelhos de som e DVDs, além de câmeras digitais, assumam a primeira posição.

Mais Sobre Economia - Nacional

Saques do PIS/Pasep colocarão R$ 34,3 bilhões na economia

A partir de hoje (18), os brasileiros com mais de 57 anos, que são titulares de contas inativas dos fundos dos programas de Integração Social (PIS) e

Brasil deixou de arrecadar R$ 354,7 bi com renúncias fiscais em 2017

Brasil deixou de arrecadar R$ 354,7 bi com renúncias fiscais em 2017

Com meta de déficit primário de R$ 159 bilhões neste ano e com um teto de gastos por 20 anos, o governo teria melhores condições de sanear as contas p

Preço do diesel diminui, mas ainda não chega às bombas R$ 0,46 menor

 Pela segunda semana consecutiva, o preço do diesel nos postos do Brasil recuou, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e B

OCDE: Pobres do país levam 9 gerações para alcançar renda média

OCDE: Pobres do país levam 9 gerações para alcançar renda média

Índice de mobilidade social do Brasil é o segundo pior entre 30 países