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Economia - Nacional

CNI elogia iniciativa do governo, mas cobra modernização das relações trabalhistas no país


Carolina Sarres
Agência Brasil

Brasília - O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, elogiou hoje (5) a redução das tarifas de energia elétrica para 2013 anunciada ontem (4), apesar de a diminuição ter ficado aquém dos 20,2% que era o objetivo do governo. Na abertura do 7º Encontro Nacional da Indústria (Enai), ele lembrou que a energia é o insumo mais disseminado na indústria – setor responsável por 43% do consumo energético total.

Robson Andrade enfatizou a necessidade de melhorias nas áreas de educação, inovação, relações de trabalho e tributação. "Esses são setores que condicionam a competitividade do setor produtivo e que poderão estimular o crescimento brasileiro. Com a superação desses entraves, podemos crescer em ritmo vigoroso, deixando para trás a memória de 2012, ano que em que infelizmente a indústria ficou estagnada. É necessário o reforço de medidas que diminuam os custos de produção e assegurem investimentos", disse o presidente da CNI.

No encontro, a confederação lançou o documento 101 Propostas para a Modernização Trabalhista, em que são apontados problemas em determinados aspectos da relação trabalhista, as consequências de tais problemas e possíveis soluções. As principais áreas em que a CNI entende haver necessidade de modernização são as relações de trabalho, a Previdência Social, as leis trabalhistas, a insegurança jurídica, os custos do trabalhador e a produtividade. O documento foi uma resposta à pesquisa feita pela confederação em 2012, que apontou a área como um dos entraves primordiais ao desenvolvimento produtivo.

Na abertura do evento, estão presentes a presidenta Dilma Rousseff; os ministros da Educação, Aloísio Mercadante; da Previdência, Garibaldi Alves; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel; do Trabalho e Emprego, Brizola Neto; da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp; da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário; o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz; representantes de entidades patronais e trabalhistas; entre outras autoridades.
 

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