Porto Velho (RO) sábado, 28 de março de 2020
×
Gente de Opinião

Economia - Nacional

Cenário de incertezas impede previsão para desembolsos do BNDES, diz Coutinho


 
Isabela Vieira
Agência Brasil

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse hoje (24) que a instituição pública atua no mercado para "compensar" lacunas deixadas por bancos privados, em um cenário econômico de "incertezas". A entidade é responsável por fazer empréstimos de juros baixos a empresas para estimular o crescimento do país.

Segundo explicou, o cenário econômico de "incertezas" costuma aumentar o receio das empresas em investir. Coutinho disse, no entanto, que é cedo para afirmar se o desembolso do BNDES este ano será maior ou menor que o de 2013, quando o banco concedeu R$ 190,4 bilhões em empréstimos, valor 22% maior que o liberado em 2012.

"A expectativa é que o sistema bancário privado pudesse cumprir um papel mais expressivo esse ano, mas o que estamos assistindo é um período de maior cautela do sistema bancário privado e isso talvez resulte em maior demanda sobre nós", reconheceu.

De outro lado, segundo explica, as companhias preferem não pegar empréstimos para evitar dívidas que podem não dar conta de pagar. Nessa situação, o BNDES atua para estimular as empresas em condições mais favoráveis que o mercado de bancos privados. Em maio, o Tesouro Nacional autorizou um aporte de R$ 30 bilhões ao banco publico, para garantir a capacidade de desembolsos.

"Temos feito o esforço de sustentar o desenvolvimento no momento que as condições estão incertas", disse Coutinho. Segundo ele, o dinheiro suplementar chega para que o banco continue mantendo "o fluxo de investimento necessário para a economia ter sua vitalidade mínima", completou.

De acordo com dados oficiais sobre o Produto Interno Bruto (PIB), indicador que expressa a soma das riquezas produzidas no país, o investimento caiu 2,1% nos primeiros três meses de 2014, em comparação com os três meses finais de 2013. Foi a maior queda desde 2012.

O presidente do banco disse que o problema, no curto prazo, os investimentos são afetados por percepções conjunturais, como a maior volatilidade, redução da confiança na economia e, consequentemente, da demanda. No médio e longo prazos, revelou que os planos de investimentos preveem crescimento. As declarações foram dadas a jornalistas, no Rio Conference, na zona portuária da capital fluminense.

Mais Sobre Economia - Nacional

Ajuda ao MEi será de R$600,  diz presidente Bolsonaro

Ajuda ao MEi será de R$600, diz presidente Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro afirmou hoje (26) que o auxílio emergencial para os trabalhadores informais durante a pandemia do novo coronavírus será de

Coronavírus: Caixa anuncia novas medidas de estímulo à economia brasileira

Coronavírus: Caixa anuncia novas medidas de estímulo à economia brasileira

A CAIXA anuncia nesta quinta-feira (26) uma série de medidas para ajudar a combater o efeito do novo coronavírus na economia e reforçar a liquidez.

MEIs puxam recorde histórico de novas empresas em 2019 e Região Norte tem crescimento de 30,7%, o maior do país, revela Serasa Experian

MEIs puxam recorde histórico de novas empresas em 2019 e Região Norte tem crescimento de 30,7%, o maior do país, revela Serasa Experian

O Indicador de Nascimento de Empresas da Serasa Experian registrou 3,1 milhões de novos empreendimentos em 2019, o maior número desde o início da séri

Gasolina: Petrobras espera que queda de preço chegue aos postos

Gasolina: Petrobras espera que queda de preço chegue aos postos

A Petrobras informou que, com uma nova redução de 15% a partir desta quarta-feira (25), o preço médio da gasolina nas refinarias passa a ser R$ 1,14