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Economia - Nacional

BC coloca mais notas e moedas no mercado para facilitar troco



Daniel Lima
Agência Brasil 
 
O Banco Central (BC) lançou ontem (9) campanha para trocar e colocar no mercado novas cédulas de R$ 2 e R$ 5 e para aumentar a distribuição de moedas de R$ 1. Esta é a maior troca de cédulas já realizada pela instituição após a criação do real.

Serão disponibilizados kits com notas de R$ 2 e de R$ 5, totalizando cada um R$ 100. A medida tem o objetivo de facilitar o troco para os pequenos comerciantes.

Segundo o BC, a campanha deve durar três meses até ser reavaliada. Nesse período, será permitida a troca direta das cédulas no Banco Central em Brasília e no Rio de Janeiro. As demais capitais terão esse serviço em agências do Banco do Brasil (a lista pode ser conferida na página do BC).

Normalmente, o custo é de 0,16% sobre o valor total da transação. A troca de cédulas velhas por novas, além de ser mais higiênico, facilitará o manuseio por deficientes visuais que, com a depreciação das notas, têm dificuldade de identificá-las.

“Vai ser um choque de saneamento. De melhoria e distribuição de cédulas de baixa denominação e moedas, no sentido de aumentar a disponibilidade dessas moedas e cédulas e melhorar o dinheiro em circulação”, disse o diretor de Administração do Banco Central, Anthero Meirelles.

Segundo ele, o BC percebeu, depois de fazer pesquisas periódicas, que há um espaço para o aprimoramento da qualidade de cédula de baixo valor e para o aumento de troco. Ao todo, serão disponibilizadas para a troca 350 milhões de cédulas de R$ 5, no valor de R$ 2,110 milhões, e 1,4 bilhão de moedas de todos os valores, sendo a maior oferta de moedas de R$ 1 e de R$ 0,50.

Atualmente, as cédulas de menor valor são as de R$ 2 e as de R$ 5, e a opção por elas, na campanha de troca e melhoria do Banco Central, é porque são as mais procuradas e as que sofrem o maior desgaste. O BC deixou de fabricar as cédulas de R$ 1 em 2005 e manteve apenas as moedas do mesmo valor. Desde então, essas cédulas vem sendo retiradas do mercado.

Segundo o BC, desde 1994, quando o real entrou em vigor, foram colocadas em circulação 14 bilhões de moedas, volume que será ampliado agora com o aumento de circulação de mais 1,4 bilhão de moedas.

O BC também fechou um acordo com os bancos para que saquem pelo menos 10% de suas retiradas em notas de menor valor para distribuir aos clientes. O Banco do Brasil vai ajudar nas operações. Segundo Anthero Meirelles, estão sendo investidos R$ 320 milhões para melhorar a qualidade e a oferta dessas cédulas no país.

“A gente está facilitando o acesso do comerciante a cédulas e moedas tanto na rede bancária quanto por ações do Banco Central e do Banco do Brasil, de tal maneira que as balinhas [doces] sejam opcionais. Queremos que o dinheiro e o troco estejam disponíveis em todo o território nacional”, disse o diretor.

Ele disse, ainda, que o aumento será significativo e perceptível para o cidadão comum, pois haverá um aumento de 50% em cédulas de R$ 2, de 30% em cédulas de R$ 5 e de 10% em moedas.

Meirelles afirmou que a economia tem sentido a necessidade de mais dinheiro em circulação devido à estabilidade econômica, pois a moeda brasileira é uma reserva de valor e as pessoas passam a usá-la com mais confiança. Também contribuem para a demanda o crescimento da massa salarial e a maior distribuição de renda.

“O dinheiro físico continua sendo muito usado. Não só no Brasil, mas no mundo inteiro. O dinheiro eletrônico predomina para as grandes transações, mas não para as pequenas, do cotidiano. O dinheiro de papel ainda é o principal meio de pagamento”.

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