Porto Velho (RO) segunda-feira, 3 de agosto de 2020
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Economia - Nacional

Avião em desenvolvimento pela China não preocupa Embraer


Agência O Globo SÃO PAULO - A Embraer não está preocupada com o desenvolvimento pela China de um avião comercial de cem lugares. Considerada um mercado estratégico pela fabricante brasileira, a China não teria, no momento condições de competir de igual para igual no setor aéreo, diz a Embraer. Ainda assim, a empresa concorda que os chineses - assim como a Rússia - poderão se transformar em fortes competidores no longo prazo. "Os chineses estão investindo num avião de cem lugares, mas esse projeto ainda está em processo de desenvolvimento e só deve entrar em serviços em três anos", disse o presidente da Embraer, Maurício Botelho. Enquanto isso, a empresa já tem produtos em comercialização e experiência no setor. Uma das principais iniciativas no país foi o início da operação de uma fábrica na cidade de Harbin. E, apesar de o investimento na China estar se desenvolvendo em ritmo inferior ao esperado pela empresa, ele ainda assim apresenta lucro, afirma Botelho. Botelho ainda destacou a importância do negócio com a companhia aérea chinesa HNA, que comprou cem jatos da Embraer. Isso vai dar, para a brasileira, uma grande vantagem nesse mercado, afirmou. "Nosso avião vai chegar lá antes do produto nacional deles", disse. "É um ganho estratégico enorme, porque certamente teremos uma qualidade de produto (no estágio em que lançarem seu próprio modelo) melhor que o deles, com uma rede de serviços preparada, que eles não têm. Isso vai proporcionar uma comparação positiva em relação ao nosso produto", afirmou o presidente, que deixa o cargo em abril para ocupar a presidência do conselho da empresa. Frederico Curado, vice-presidente de aviação comercial, que vai substituir Botelho, diz que tanto China como Rússia só devem se tornar importantes no mercado no longo prazo, em 15 a 20 anos. "Eles vão ficar mais no mercado local agora no começo, e, com possíveis exceções, não vão vender seus aviões para outros países, já que lhes falta experiência", disse Curado. Sobre a possível concorrência no mercado interno chinês, a Embraer se mostra confiante também. Para os executivos da empresa, o fortalecimento da companhia no país será importante para garantir sua fatia do mercado local. "Claro que eles (aviões chineses) vão ter mercado (na China). Talvez a maior parte do mercado", disse Botelho. "Mas nossa posição vai ser forte", completou. (José Sergio Osse | Valor Online)

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