Porto Velho (RO) quinta-feira, 2 de abril de 2020
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Aquicultores do AM aguardam boas vendas na Páscoa



Brasília - Páscoa é tempo de chocolate e, também, de peixe nas refeições. Em respeito à tradição cristã, grande parte da população brasileira reduz ou restringe o consumo de carnes vermelhas e introduz o pescado na dieta ao longo da quaresma, que culmina no domingo de Páscoa. Esse hábito é motivo de alegria e bons negócios para aquicultores e pescadores artesanais, especialmente do Amazonas, estado considerado um dos maiores produtores de peixe de água doce do país.

“Essa é a época em que ocorre o maior volume de comercialização e consumo de pescado no Brasil”, afirma Eduardo Ono, biólogo, mestre em aqüicultura, consultor do Sebrae e vice-presidente da Comissão Nacional de Aquicultura da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

O consumo de peixe per capita em Manaus é considerado o mais alto do país, beirando 180 kg/ano. A taxa média de consumo do brasileiro é de 25 kg /ano, segundo Geraldo Bernardino, secretário da Pesca e Aquicultura do Estado do Amazonas. “Esse índice vem caindo nos últimos anos, devido à chegada de pessoas de fora na cidade e à substituição do peixe por outras carnes, como o frango”, comenta.

O jaraqui é o peixe mais vendido em Manaus, que costuma pesar entre 20 kg e 25 kg e custa cerca de R$ 25/peça. Já o tambaqui, pescado artesanalmente, pode chegar a custar R$ 800 o exemplar. Quando cultivado em viveiros, chega aos supermercados com preço entre R$ 1,50 e R$ 8/kg.

Alto Solimões

Em Benjamin Constant, na região do Alto Solimões, na fronteira com o Peru e Colômbia, grande produtora de pescado, dezenas de piscicultores e pescadores artesanais aguardam as boas vendas da Páscoa. A expectativa é de que as vendas este ano serão superiores em 40%, segundo Carlos Flávio Ataíde de Oliveira, presidente da Associação dos Aquicultores de Benjamin Constant (AABC). No ano passado, foram comercializadas seis toneladas de peixe - tambaqui, curimatã e matrixã são as principais espécies cultivadas em viveiros nessa região.

Em toda a região do Alto Solimões, incluindo as cidades de Tabatinga e Atalaia, há aproximadamente 400 piscicultores. Somente a associação de Benjamin Constant, são 136. Flávio acredita que 60% da produção de peixe da região vêm da pesca artesanal, e os 40% restantes, da aqüicultura.

Além de participar da feira local, que conta com apoio da prefeitura municipal e do Sebrae no Amazonas, os piscicultores vão vender o produto na feira internacional de pescados em Letícia, cidade colombiana. “Esperamos vender cerca de nove toneladas em Benjamin Constant, e na feira de Letícia, em torno de 10 toneladas”, estima Flávio.

O presidente da AABC lamenta o fechamento de uma fábrica de ração em Benjamin Constant, recentemente. “Estamos a 1,8 mil quilômetros de Manaus de barco. São sete noites e seis dias para se chegar lá. É muito longe e essa viagem encarece demais os custos da ração e de nosso produto”, justifica Flávio.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias
 

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