Porto Velho (RO) quarta-feira, 8 de abril de 2020
×
Gente de Opinião

Economia - Nacional

Analistas estão cautelosos quanto ao ritmo de recuperação da economia mundial



Stênio Ribeiro
Agência Brasil

Brasília - Apesar das altas generalizadas das bolsas de valores em todo o mundo, registradas hoje (13) em resposta a medidas de apoio à liquidez bancária, adotadas simultaneamente por países ricos ou em desenvolvimento, alguns analistas do mercado financeiro, no Brasil, ainda não acreditam que a reação das economias se dará de forma crescente e constante.

É o caso do consultor Décio Pecequilo, da TOV Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários. Ele acredita que "as altas de hoje refletem apenas a expectativa do recente anúncio da força-tarefa de diversos países, porém isso não quer dizer que a crise deixou de existir ou mesmo que os investidores já recuperaram a confiança".

Segundo Pecequilo, até o momento, "estamos indo na onda do que foi anunciado". Ele alerta que existe grande distância entre o discurso e a implementação do pacote. Ou seja: como será injetado o dinheiro na economia e por quanto serão comprados os chamados ativos podres, principalmente pelos Estados Unidos e pelos países europeus mais diretamente afetados pela crise das hipotecas imobiliárias.

Por sua vez, o chefe do Departamento Econômico do Banco Schahin, Sílvio Campos Neto, acha que qualquer previsão é arriscada diante das perspectivas de volatilidade ainda elevada nos preços dos ativos, com oscilações fortes nos mercados de ações e no câmbio.

Ele diz que "no momento, a cautela é fundamental para evitar perdas indesejáveis", uma vez que as flutuações ocorrem diante de rumores e decisões muitas vezes distantes do conhecimento da maioria da população. Ele destacou que, nos últimos 30 dias encerrados no dia 10, o Índice Bovespa registrou perda de 28% e que, só hoje, recuperou metade das perdas.

Campos Neto ressalta, ainda, que a turbulência externa tem influenciado fortemente a taxa de câmbio, com o real sendo a moeda mais desvalorizada em relação ao dólar norte-americano, desde o início de setembro quando se acentuou o "estresse do mercado financeiro".

Ele entende, contudo, que  o patamar de cotação do dólar é exagerado, mesmo considerando-se a queda de hoje, de mais de 7,5%, com a moeda americana cotada a R$ 2,145. Segundo ele, "com reservas [internacionais] altas e um diferencial de juros positivo, é provável que a taxa de câmbio recue nas próximas semanas".  


 

Mais Sobre Economia - Nacional

Entre vinhos e lagostas Lewandowski instaura o caos + Não há empregos sem empresas

Entre vinhos e lagostas Lewandowski instaura o caos + Não há empregos sem empresas

Não há empregos sem empresasEm 1985, a inflação no Brasil atingiu o valor de 242,23%. Em 1986, com receio da aceleração descontrolada da inflação, o g

MEI: Quem terá direito ao vale de R$600 e como pedir? + COVID19 no Brasil: cuidados

MEI: Quem terá direito ao vale de R$600 e como pedir? + COVID19 no Brasil: cuidados

COVID19 no Brasil: cuidadosNa tentativa de conter a disseminação do novo Coronavírus (COVID19), diversos países do mundo reforçaram suas medidas de is

Corte de recursos do Sistema S pode causar fechamento de unidades e demissão de dez mil

Corte de recursos do Sistema S pode causar fechamento de unidades e demissão de dez mil

Um documento enviado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) aos governadores brasileiros revela que o corte de 50%

Empresas não prestaram informações sobre admissões e demissões referentes a janeiro e fevereiro

Empresas não prestaram informações sobre admissões e demissões referentes a janeiro e fevereiro

A Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia informa que identificou a falta de prestação das informações sobre admissões