Porto Velho (RO) sexta-feira, 3 de abril de 2020
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Economia - Nacional

Análise: DI futuro prevê corte maior na Selic


Agência O Globo SÃO PAULO - A 18 dias úteis da próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), marcada para 6 de junho, o mercado futuro de juros da BM & F já consolidou a projeção de que a velocidade de queda da taxa Selic será ampliada de 0,25 para 0,50 ponto percentual. O juro básico cairia, nessa hipótese consensual, para 12%. Esta expectativa se impôs a partir dos dados sobre o comportamento das taxas de inflação no Brasil e nos EUA divulgadas na sexta-feira. O IPCA de abril acusou alta de 0,25%, dentro das previsões, acumulando nos últimos 12 meses avanço de 3%, para um centro da meta de inflação de 4,5%. Nos EUA, o Índice de Preços ao Produtor (PPI) mostrou em abril núcleo com variação zero, quando os analistas previam alta de 0,2%. Internamente, o aquecimento de demanda, abastecida por importados, não consegue produzir impacto negativo nos preços sujeitos à interferência da política monetária. Nos EUA, o dado que pode sacramentar a expectativa de que o pouso da economia será suave e com inflação branda sairá amanhã. Trata-se do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) também referente a abril, para o qual se prevê um núcleo em alta de 0,2%. Wall Street trabalha com zero de possibilidade de alta dos juros americanos este ano. Se a taxa, hoje em 5,25%, mover-se será para baixo, lá para o final do ano. Sinal verde para o prosseguimento da farra da liquidez internacional. E para o aprofundamento do ciclo de baixa da Selic. Como o juro básico dificilmente cairá no dia 6 mais do que o 0,50 ponto previsto consensualmente pelo mercado, os investidores estrangeiros reduziram suas posições vendidas em taxa no pregão de DI futuro da BM & F. São os contratos cujo ganho será ampliado quanto mais o Copom cortar o juro. As posições vendidas caíram 25,92% este mês. Fecharam abril em R$ 125,44 bilhões e estavam em R$ 94,19 bilhões na quinta-feira passada. No dia da última reunião do Copom, 18 de abril, as vendas líquidas atingiam R$ 83,03 bilhões. E, no dia 26, a leitura positiva da ata da reunião pelo capital externo fez as posições vendidas subirem para R$ 118,9 bilhões. O BC mudou, na semana passada, o foco de suas intervenções cambiais. Deu prioridade às compras de dólares no mercado à vista, e menor ênfase na venda dos contratos de swaps reversos. Ele adquiriu à vista nada menos que US$ 5,3 bilhões, um pouco mais do que US$ 1 bilhão por dia. E, no futuro, fez uma única operação de venda de swap reverso, na terça-feira, equivalente a US$ 800 milhões. Apesar das pesadas compras oficiais, o dólar acumulou na semana baixa de 0,64%. Fechou na sexta-feira a R$ 2,0190, recuo no dia de 0,24%. (Luiz Sérgio Guimarães | Valor Econômico)

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