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Economia - Nacional

Análise: BC amplia a venda de swaps reversos


Agência O Globo SÃO PAULO - Com o vento externo a seu favor, o Banco Central (BC) conseguiu ontem impor uma alta de 0,34% ao dólar, cotado a R$ 2,0280 no fechamento. A trégua na euforia externa indicava um dia mais sossegado no mercado de câmbio, mas o BC não quis se arriscar. E, logo às 12h30, reforçou a dose do seu leilão de swaps reversos. Aumentou a oferta de contratos para o equivalente a US$ 600 milhões, ante US$ 400 milhões do leilão precedente. Mesmo com a moeda em alta depois da intervenção no mercado futuro, atuou pesado à vista, comprando outros US$ 600 milhões em operação realizada às 15h30. Claramente, o BC quer o dólar flutuando para cima. Para o economista-chefe da Grau Gestão de Ativos, Pedro Paulo B. da Silveira, o BC só deixou o dólar cair nos últimos meses porque a apreciação cambial era interessante do ponto de vista do combate à inflação. Como não há qualquer tipo de limitação às compras de dólares pela autoridade monetária, o dólar só se desvaloriza se ela desejar. " A China, a Coréia do Sul e o Japão têm fluxos cambiais muito maiores que o brasileiro. E possuem constrangimentos fiscais muito maiores que os nossos. Mesmo assim não deixam suas moedas se valorizarem " , argumenta Silveira. Parece que o BC vem adotando, em parte, esta visão. Tanto que abril baterá todos os recordes de compra de dólares pelo BC. O total do mês irá superar facilmente os US$ 10 bilhões. As reservas cambiais estavam em US$ 119,33 bilhões no dia 25. O empenho do BC em tirar, com intervenções cambiais pesadas, o dólar das proximidades dos R$ 2,00 sinaliza ao mercado que não pretende usar a taxa de juros como instrumento de reversão da apreciação cambial. Não pretende intensificar a aceleração da queda da Selic para desestimular o ingresso de dólares financeiros, os que entram no país atrás da rentabilidade real recordista mundial. Para o diretor da NGO Câmbio, Sidnei Nehme, trata-se de um equívoco o descarte do uso do juro para evitar a desvalorização do dólar. " Se o Copom cortasse de uma vez a taxa em 0,75% ou 1,0%, pela sinalização contida na atitude e estreitamento de margem, liquidaria com o jogo. Não só isto, passaria a economizar uma enormidade de recursos que estão sendo gastos inutilmente com estas operações de leilões com que visa interferir no câmbio. Esta sim seria uma atuação imprevisível e de grande impacto corretivo do quadro atual. A especulação recua quando há risco perceptível " , diz o economista. O mercado futuro de juros da BM e F não desistiu de " precificar " uma diminuição da Selic de 0,50 ponto na próxima reunião do Copom, em junho. Mas os " vendidos em taxa " viram frustradas suas expectativas de uma ata otimista com o quadro inflacionário e mais confiante em um crescimento sem gerar pressões de preços. Como o documento não se compromete com os passos seguintes ao que será dado em junho, os contratos mais longos subiram com maior intensidade. O CDI previsto para a virada de 2008 subiu 0,07 ponto, para 10,98%. (Luiz Sérgio Guimarães | Valor Econômico)

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