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Economia - Nacional

2008 melhor ano para a construção civil nas duas últimas décadas, diz sindicato



Alana Gandra
Agência Brasil

Rio de Janeiro - Responsável pela geração e manutenção de cerca de dois milhões de empregos formais no país, o setor da construção civil deve encerrar o ano de 2008 com crescimento próximo de 9%, afirmou à Agência Brasil o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio de Janeiro (Sinduscon-Rio), Roberto Kauffmann. Ele é também representante da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) no Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (CCFGTS).

Segundo Kauffmann, 2008 foi o melhor ano da construção civil brasileira nas últimas duas décadas. "A construção civil teve uma performance notável em 2008", disse. Os financiamentos com recursos da poupança vão atingir este ano R$ 30 bilhões, e com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço cerca de R$ 15 bilhões. Houve também recursos de empresas que se capitalizaram na Bolsa de Valores. Kauffmann estima, então, que os investimentos em financiamentos na construção civil se aproximam de R$ 60 bilhões em 2008. O estado do Rio de Janeiro responde por 15% da indústria nacional.

O orçamento do FGTS no próximo ano já foi aprovado pelo Conselho Curador e deverá somar cerca de R$ 20 bilhões, dos quais R$ 14 bilhões serão destinados à habitação. "E a poupança deve repetir entre R$ 25 bilhões e R$ 30 bilhões. Então, nós não achamos que teremos nenhum retrocesso".

Roberto Kauffmann lembrou ainda o anúncio do governo federal de apoiar a habitação popular, principalmente em áreas onde existem transporte coletivo. O projeto foi apresentado pela entidade à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Ele acredita que a efetivação dessa proposta deverá levar a indústria da construção civil a repetir o crescimento de 2008 no ano que vem "ou até superar este ano, focando muito mais na habitação econômica e na habitação popular".

Kauffmann ressaltou que a crise mundial não afeta o setor da construção civil. Sobre o risco de desemprego, ele disse que o perigo é evidente no setor exportador de commodities (produtos minerais e agrícolas vendidos no mercado internacional). O sindicalista garantiu que não houve redução de emprego na área da construção no país. "Pelo contrário. Falta mão-de-obra na construção civil. Existem muitas obras em andamento e outras vão começar."


 

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