Quarta-feira, 2 de setembro de 2009 - 16h08
O secretário de Estado da Saúde, Milton Moreira, reuniu-se nesta quarta-feira, 2, com os representantes das faculdades de Medicina de Porto Velho e dirigentes das unidades de saúde estaduais para retomar a discussão sobre a organização dos campos de estágios aos acadêmicos da Capital, tanto das faculdades de Medicina quanto dos demais cursos afetos à área de Saúde.
Presentes na ocasião, o reitor da Universidade Federal de Rondônia (Unir), Januário Amaral, a diretora do Núcleo de Saúde da Unir, Ana Escobar; o coordenador do Curso de Medicina, médico José Ferrari; professor Dorisvalder Dias Nunes; o coordenador adjunto do Curso de Medicina da Fimca, Rui Rafael Durlacher; a vice-diretora da Faculdade São Lucas, Eloá Gazola; a coordenadora de Estágio do Hospital de Base, Cláudia Carvalho; a diretora do Hospital Infantil Cosme e Damião, Marilene Penati, o diretor geral do Cemetron, Rony Peterson; a assessora técnica da Sesau, Eliane Pasini e o procurador geral do Estado, Ronaldo Furtado.
Milton Moreira fez um histórico aos presentes resgatando os termos da última reunião, quando a direção da Sesau discutiu com os representantes das faculdades e representação de alunos sobre a melhor maneira do Governo de Rondônia garantir o cumprimento do convênio que prevê a manutenção dos estágios para os acadêmicos. O secretário insistiu na disposição e interesse do Governo de Rondônia em continuar colaborando para a formação acadêmica na área de Saúde, como forma de melhorar a prestação dos serviços de Saúde à população.
“Nossa intenção é a de não prejudicar ninguém, porém não podemos oferecer o estágio à revelia e da forma como vem sendo conduzido, por isso estamos chamando a todos para essa discussão. Há, inclusive, uma predisposição pessoal do governador em garantir o atendimento, porém não se pode priorizar A ou B em prejuízo dos outros. É preciso haver uma harmonia entre todas as partes para a reestruturação do estágio, de modo que possamos corrigir as falhas para avançar e partir para uma definição comum, sem prejuízo da assistência ao público e em benefício de todos”, disse Milton Moreira.
Por sua vez, o reitor da Unir, Januário Amaral, ponderou ser importante o posicionamento da Sesau em resolver o problema buscando o consenso. Ele acredita que o planejamento em conjunto pode trazer uma posição satisfatória para todas as partes, sem que se tenha que se chegar a um embate judicial que poderia ser prejudicial a todos.
A diretora do Núcleo de Saúde da Unir, enfermeira Ana Escobar, questionou, inclusive, o número de vagas que as faculdades particulares colocam à disposição do público anualmente. Ela disse que esse número, muitas vezes, dobra a quantidade das vagas da rede pública e acha que isso deveria ser levado em conta, apesar de achar salutar a convivência interinstitucional para a formação dos acadêmicos. Também acha que se não houver uma definição, vai chegar o momento em que o Estado deverá regulamentar um número fixo de vagas. Acha que a formação profissional não pode ser regulada pelo mercado e sim por decisão governamental.
A representante da Faculdade São Lucas, Eloá Gazola, também disse que a faculdade está buscando coerência no planejamento que possa atender a todos. Quer compartilhar as discussões.
Os diretores das Unidades João Paulo II, Rodrigo Bastos e Marilene Penati, do Hospital Infantil Cosme e Damião também posicionaram-se favoráveis ao entendimento, após terem colocado os prós e contras que enfrentam no dia-a-dia para o atendimento à população e aos estagiários, seguido pelo diretor geral do HB, Amado Rahhal, que também corroborou com os colegas.
Afirmando que Rondônia possui um número de vagas para Medicina maior que o eixo Rio-São Paulo, o coordenador de Medicina da Unir, médico José Ferrari, disse que é necessário partilhar a discussão para se caminhar para uma solução plausível.
Finalizando, o secretário Milton Moreira, disse que caberá ao governo, através da Sesau, cumprir as regras e os critérios a serem estabelecidos pelas escolas sobre os campos de estágio, sem ter que cumprir medidas extremas ou tenha que haver o desmanche do estágio, para o quê foi acompanhado pela opinião do procurador geral do Estado, Ronaldo Furtado, que alertou a possibilidade de em caso de não haver consenso, o Estado ter que definir um número fixo de estagiários a bem da prestação dos serviços. Os levantamentos e discussões serão feitos e foi definida a data de oito de setembro para uma nova rodada de discussões.
Fonte: Decom
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