Porto Velho (RO) sexta-feira, 27 de maio de 2022
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SBPC em Rondônia


Essa é a expectativa do presidente nacional da entidade, Enio Candotti (FOTO), que esteve em Porto Velho tratando do assunto com cientistas da Unir

Marcus Fiori 

A criação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Rondônia foi um dos assuntos que trouxeram a Porto Velho, na segunda-feira (04), o professor-doutor Enio Candotti, físico, professor da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Com o reitor Ene Glória da Silveira e professores da Unir – Universidade Federal de Rondônia –, além de pesquisadores ligados a várias instituições de pesquisa do Estado, Candotti discutiu também a criação da representação regional da SBPC, a ser sediada na capital rondoniense.

 Candotti disse que esteve várias vezes em Porto Velho para tratar da criação da Fundação de Amparo à Pesquisa local. "As conversações começaram com o então governador Osvaldo Piana, em 1990, visto que a participação do Estado na criação e manutenção da entidade é fundamental. Na época, o governador garantiu apoio, mas o problema residia no fato de a Unir contar com apenas cinco doutores no seu quadro. Agora é diferente, pois a universidade tem 156 doutores e o Estado tem muitos cientistas ligados a várias instituições de pesquisa".

 Para o reitor da Unir, Ene Glória, "a criação da Fundação de Amparo à Pesquisa é vital para o desenvolvimento da ciência e tecnologia em Rondônia. Ela vai viabilizar projetos em nível estadual para alavancar o crescimento sócio-econômico e ambiental do Estado, a exemplo do que acontece em São Paulo com a Fapesp e no Rio de Janeiro com a Faperj. Além disso, a Fundação vai dotar o Estado de condições para compor projetos de ciência e tecnologia e apresenta-los aos fundos setorias para captação de recursos. Sem a Fundação é impossível avançar e concorrer com projetos para captar recursos. A comunidade científica da Unir, do Estado e da área da educação apóia incondicionalmente essa iniciativa. Sem uma política de incentivo à ciência, vamos continuar formando doutores mas, dificilmente, vamos fixa-los no Estado".

 REGIONAL SBPC – Enio Candotti explicou que a criação, em Rondônia, da regional da SBPC teria como uma das premissas apoiar a criação da Fundação de Amparo à Pesquisa local. "A SBPC e a Unir vão organizar um encontro em Porto Velho, no próximo mês de novembro, para elaborar a agenda de ciência e tecnologia da Amazônia Ocidental para apresenta-la no encontro nacional da entidade, que vai acontecer em julho de 2007, em Belém (PA)", comentou.
 
Nesse encontro, de acordo com o presidente da SBPC, serão discutidos com cientistas locais temas como energia, reforma agrária, movimentos sociais, saúde e doenças tropicais, transporte, telecomunicações, biodiversidade, antropologia, etnolingüística, indianismo e, principalmente, cooperação científica com países vizinhos. "Temos de levar a visão dos cientistas dessa parte da Amazônia para a nossa reunião nacional", disse Candotti.
 
A criação da regional da SBPC em Rondônia se dará com a adesão de cinqüenta cientistas com nível de doutorado ao projeto. "As vantagens? A SBPC colocaria a ciência e tecnologia da região no mapa da discussão da política científica nacional. Além disso, abriria importantes canais de cooperação científica para os pesquisadores locais e lideraria a união de forças da ciência e tecnologia em Rondônia para pressionar o Estado e a Assembléia Legislativa a fim de viabilizar a criação da Fundação de Amparo à Pesquisa regional".
 
Entretanto, o cientista da SBPC disse que o diálogo com o governo local é muito difícil. "Vejo com algum pessimismo a possibilidade de atenção do Estado a essa questão. Ele tem de ser sensível à causa porque pode significar aporte de recursos externos ao Estado. O governo tem de sentir que a Fundação pode trazer recursos para vários setores. Mais recursos, inclusive, do que a sua própria contra-partida, que em muitos casos podem ser minoritárias", concluiu.

Legenda: Enio Candotti (E) e Ene Glória (D): Fundação de Amparo à Pesquisa é indispensável para o desenvolvimento tecnológico de Rondônia

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