Terça-feira, 25 de outubro de 2016 - 17h58
O projeto Animando Amazônia iniciou na última semana, em Porto Velho, oficinas de audiovisual para estudantes e palestras de sensibilização para professores, com o objetivo de levar o cinema para as salas de aula como ferramenta de aprendizado. O trabalho, voltado para proteção do meio ambiente, é desenvolvido gratuitamente em escolas públicas. Foi iniciado no distrito de Jaci-Paraná,
a 100 quilômetros da região Central do município, e na vila de Rio Pardo, localizada no interior da Floresta Nacional do Bom Futuro. Também estão incluídas no projeto, escolas do Lago do Cuniã e Cujubim, no Baixo Madeira, e da cidade de Porto Velho. Em todas as localidades, haverá a projeção de animações, incluindo os trabalhos realizados pelos alunos que participam das oficinas.
A secretária executiva do CINEDUC, instituição que há 40 anos desenvolve projetos de integração do cinema com as escolas, Bete Bullara, participa do projeto, com palestras de sensibilização para os professores, sobre a importância do audiovisual como instrumento de aprendizado.
O Animando Amazônia é inspirado no Anima Mundi, considerado como o maior festival de cinema de animação das Américas, e foi criado por conta do êxito de oficinas de audiovisual realizadas pelo FestCineamazonia em 2015, com a participação de dezenas de alunos de escolas estaduais de Porto Velho. O projeto conta com apoio da prefeitura, através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMA).
“A gente tem percebido esta conexão fantástica da animação com a educação, sem falar que esta nova geração tem acesso aos mecanismos de produção de audiovisual e, portanto, está habilitada, com as devidas orientações, a produzir filmes. O nosso desejo é encurtar este caminho, colocando a animação dentro das escolas, como instrumento pedagógico e aliado do professor”, explica o criador e coordenador do Animando Amazônia, Jurandir Costa.
A temática ambiental das oficinas é uma preocupação recorrente em Porto Velho. O município convive com as consequências da construção de duas hidrelétricas de grande porte, ainda em fase de conclusão, e da enchente do rio Madeira ocorrida em 2014, quando o rio invadiu as ruas da Capital e expulsou populações tradicionais na área ribeirinha. Atualmente, o município é protagonista de um novo ciclo econômico, liderado pelo agronegócio, com a substituição da floresta pelo pasto e lavouras de milho e soja.
Fonte: Ana Aranda
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