Porto Velho (RO) quarta-feira, 17 de outubro de 2018
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Prefeitura apóia produção de documentário


“Quilombolagem: Negros do Guaporé”. Este é o título do documentário que conta o drama das comunidades do Vale do Guaporé, - no antigo quilombo de Santo Antônio, como a falta de transportes, acesso precário à saúde e educação. Mais do que isso, no vídeo é mostrado a dificuldade enfrentada por quem desafiou habitar essa região inóspita da Amazônia brasileira, que devido a conflitos fundiários instalado pelo Ibama – (que criou uma reserva biológica no território do povo quilombola), foram expulsos, sendo obrigados a se estabelecer em cidades próximas do local onde viviam.

Com data marcada para ser exibido no dia 9 de setembro deste ano, na Biblioteca Municipal “Francisco Meirelles”, na Capital, o documentário já impressionou aos rondonienses, ao ser apresentado na última sexta-feira, à noite, na Casa de Cultura “Ivan Marrocos”, que ficou literalmente lotada. O seleto público teve a oportunidade de assistir algumas cenas do vídeo.
De autoria do cineasta Jurandir Costa, o documentário é orçado em 100 mil reais, sendo 80% custeado pelo Governo Federal, com a contrapartida de 20% da Prefeitura de Porto Velho. Para o presidente da Fundação Iaripuna, Júlio Yriarte, “o documentário possibilita aos brasileiros e, em particular, os rondonienses, conhecerem em detalhes fatos importantes de nossa cultura local e a prefeitura não tem medido esforços em apoiar ações que valorizam a nossa cultura”.

O vídeo faz parte da Grade Série DOCTV III, da TV Cultura, que, além de ser exibido por esse Canal, já tem uma extensa programação na biblioteca “Francisco Meirelles”, iniciada no último dia 18, com o filme “Os Negativos”, que retrata uma história baiana. Para o próximo dia 25, está previsto o vídeo “Uma Encruzilhada Aprazível”.

Entusiasmado com o sucesso do vídeo, o cineasta Jurandir Costa quer que seu trabalho sirva de estímulo para que outras pessoas também se interessem por produzir documentários que contem a história de Rondônia. Orientado por uma das maiores autoridades cinematográficas do País, Rui Guerra, o produtor porto-velhense foi estimulado a dar um tom inovador na produção do vídeo “Quilombolagem: Negros do Guaporé”.

“Foi um prazer ter feito esse documentário. Isto porque, através desse vídeo, estou podendo denunciar as dificuldades enfrentadas pelas pessoas, como, por exemplo, o acesso às comunidades que é feito pelo rio Guaporé, ligação do Brasil com a Bolívia, numa região esquecida pelo tempo”, explicou Jurandir Costa.

O DOCUMENTÁRIO – Além das dificuldades por que passam as comunidades, o documentário Quilombagem aborda o processo de formação e resistência da comunidade negra dos quilombos de Santo Antônio do Guaporé e Pedras Negras a partir da ocupação do Vale do Guaporé no século XVIII pelos Reinos de Portugal e Espanha.

Em 13 de janeiro de 1750, os Reinos de Espanha e Portugal assinaram o Tratado de Madri ficando assim delimitado a posse portuguesa e espanhola sobre o Vale do Guaporé. Interesses geopolíticos com a expansão do processo de colonização e especialmente, o interesse econômico, com a exploração aurífera na Região e a utilização de mão-de-obra escrava dos negros trazidos de vários pontos da África foram fatores determinantes ao processo de formação das comunidades quilombolas na região.

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