Porto Velho (RO) quinta-feira, 23 de janeiro de 2020
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Cultura

Festcineamazônia 11 anos - de 5 a 9 de novembro


Os 38 filmes de curta-metragem que integram a Mostra Competitiva, foram escolhidos de um universo de 284 inscritos. Destes, 10 são do Rio de Janeiro, 05 do Rio Grande do Sul, 04 de Goiás, 03 de Pernambuco, 03 de São Paulo, 02 da Bahia, 02 de Minas Gerais, 02 do Distrito Federal, Maranhão, Espírito Santo, Ceara, Acre, Paraíba, Mato Grosso, Paraná e Rondônia em co-produção do Brasil e França,  tiveram selecionados 01 filme cada estado, e também 01 produção da Bolívia , uma do Peru e uma co-produção Brasil/França.

Todos os trabalhos concorrem ao Trofeu Mapinguari, nas seguintes categorias: Documentário, animação, ficção, experimental, a premiação será disputada da seguinte forma:

Prêmio para Melhor Filme ou Vídeo - 1 câmera de vídeo Digital
Prêmio DannaMerril: Melhor Documentário
Prêmio Major Reis: Melhor Animação
Prêmio Vitor Hugo: Melhor Ficção
Prêmio Manoel Rodrigues Ferreira: Melhor Experimental
Prêmio Chico Mendes: Melhor Roteiro
Prêmio Marina Silva: Melhor Montagem
Prêmio Povos Indígenas de Rondônia: Melhor Trilha Sonora
Prêmio Silvino Santos: Melhor Fotografia
Prêmio Capô (Maurice Capovilla): Linguagem
Prêmio Melhor Direção
Prêmio Melhor Ator
Prêmio Melhor Atriz
Júri Popular : Prêmio Thiago de Mello – Troféu Esperança

 

Competição de Vídeos Rondonienses:
Prêmio Lídio Sohn - Melhor Produção Rondoniense

Os filmes serão exibidos durante o Festcineamazônia no Teatro Banzeiros em Porto Velho- Rondônia, além do público, 5 jurados com reconhecimento e com atuação no audiovisual irão avaliar as produções, e escolherem os vencedores. Toda a programação do festival é gratuita.

JURADOS:

BETE BULLARA / Brasil

Formada em Cinema pela Universidade Federal Fluminense. Jornalista e fotógrafa. Faz parte da equipe do CINEDUC desde 1975, onde participou de cursos para crianças e adolescentes, treinamento de professores, mesas redondas e palestras, tanto no Brasil como no exterior. Preparou materiais didáticos, tanto teóricos como de exercícios. Atualmente é Secretária Executiva da entidade.

GAVIN ANDREWS / Canadá:

Canadense, residente no Brasil desde 2000 Gavin é documentarista e fotografo. Formado pela Concordia Universidade, Montreal- Canadá tem especialização em comunicação. Fundador da Castanha Filmes e Comunicação, em Amapá-AP. Como documentarista do primeiro Ponto de Cultura Itinerante-Fluvial, foi responsável pelo registro audiovisual das expedições, produção de conteúdo para Website e a condução de oficinas de produção de vídeo e fotografia com jovens de comunidades ribeirinhas.

Sandro Yuri Saraiva / Brasil:

Desde muito cedo na estrada, Sandro é um viajante sem fronteiras, como ele mesmo gosta de dizer, um viajante independente, com uma mochila , uma guitarra e um 4trck home Studio nas costas sempre compunha e gravava as músicas por onde passava. Apaixonado por fotografia fez diversas imagens. Nos Andes começou a registrar imagens em movimento, simplismente para poder colocar em cores as paisagens que conhecia e registrar como músicas. Já participou do festival com dois curtas, nesta edição será um dos jurados.

LUIS ROMERO / Panamá:Formado em Comunicação Social, no Rio de Janeiro, Brasil, com especialidade em produção de notícias para Tv de La Universidad Internacional de la Florida  e pós-graduação em  Direção de Cinema e Televisão de Munique, Alemanha. É diretor, produtor e roteirista de vídeos educativos e documentários, com trabalhos selecionados em festivais internacionais Cuba, Alemanha, Espanha, Estados Unidos, Eslováquia, Guatemala, Argentina, Brasil, Suíça, República Dominicana. Atualmente é diretor da Bolero Films e coordenador geral na República Dominica da campanhacoexistir com tudo é viver com tolerância, desenvolvida pelas Nações Unidas e União Européia. 

PEDRO FUENTES / Espanha:Pedro Piñeiro Fonte-Educador Gestor Social e Cultural, presidente da Associação Cultural Ecozine, Diretor do Festival Internacional de Cinema Zaragoza-Ecozine Environmental Film Festival, Membro fazer Rede Film Verde. Como Peter ja participou do júri de vários Festivais como:-Reunião "Against Silence Todas as Vozes", Cidade do México (México), Critério Film Festival (Costa Rica),-NOVMA Film Festival Santander (Colômbia), 22 x Don Luis Festival em homenagem a Luis Buñuel, Calanda (Espanha), produtor executivo do documentário "A Mulher sem Sombra", Produtor o documentário "Sucumbios terra sem mal" Arthur Hortas, Shasta Produtor Films Associados
Atualmente está sendo organizado pelos aragoneses coletivas "Les Sardines" a exposição "A árvore é uma árvore" em torno da figura do cineasta King Vidor, que estréia em janeiro de 2014, no Instituto de Arte Contemporânea de Aragon Zaragoza (IAACC Pablo Serrano ).

HOMENAGADA: CRISTIANE TORLONI

Do sensual ‘Ariella’, passando pelo introspectivo ‘Ismael e Adalgisa’ e enveredando no político ‘Tancredo, a travessia’, Christiane Torloni tem gravado o nome na história do cinema brasileiro.  Nos anos 80, no cinema da abertura política, até sucessos estrondosos de bilheteria como ‘Chico Xavier’, a atriz esteve presente.

Por si só isso bastaria para justificar a homenagem do Festcineamazônia 2013- Festival Latino Americano de Cinema Ambiental a Christiane Torloni. Mas a lembrança tem outros motivos também.  O nome da atriz foi escolhido como figura pública, do mundo das artes, com imagem em prol de causas ambientais.

Torloni esteve à frente do projeto "Amazônia para Sempre", que visa cobrar providências para acabar com a devastação na região O ativismo pelo meio ambiente já lhe rendeu diversas premiações.

O envolvimento em causas sociais talvez se deva ao fato de a atriz ter começado a carreira em uma década de politização intensa no meio cultural brasileiro. Christiane Torloni começou a carreira impulsionada pelos pais, os também atores Monah Delacy e Geraldo Matheus.

Na década de 70, mudou junto com a família de São Paulo para o Rio, onde fez testes para novelas. Ao mesmo tempo que aos poucos foi solidificando a carreira na teledramaturgia manteve em São Paulo os projetos de teatro. Com o diretor José Possi Netto, produziu vários espetáculos. E o cinema também foi chegando aos poucos. Foram mais de 12 na carreira. Para Torloni, sempre é tempo de cultura, bebê.

MESTRE DE CERIMONIA: CRISTINA LAGO.

Na décima edição do Festcineamazônia, a atriz Cristina Lago emocionou ao público presente na noite de encerramento e entrega de prêmios ao ver o filme protagonizado por ela, ‘O casamento de Maria e Fio’ ser recheado de estatuetas do Mapinguari. Cristina arrebatou também o prêmio de melhor atriz. Essa emoção à flor da pele que ela faz questão de não esconder, estará presente durante as noites da edição 2013 do Festcineamazônia. Cristina será a mestre de cerimônias do festival.

É sempre uma atração a parte do Festcineamazônia a presença dos mestres de cerimônia. Nos últimos três anos, a atriz Ingra Liberato e o ator Gero Camilo assumiram essa função, cada um trazendo o próprio estilo no momento de apresentação de cada noite.

Não deve ser diferente com Cristina Lago. Atriz e bailarina brasileira, ficou conhecida pelos trabalhos realizados para o cinema brasileiro, principalmente em filmes como ‘Maré, Nossa História de Amor’, ‘Olhos Azuis’ e ‘Bruna Surfistinha’.

Nascida em Foz do Iguaçu, no estado de Paraná, e criada na cidade de Ouro Preto do Oeste, em Rondônia, desde criança começou a participar de peças de teatro, além de praticar aulas de canto e piano. Em 2000 entrou para a faculdade de Direito, porém em 2001, aos 19 anos, abandonou o curso e mudou-se para o Rio de Janeiro para estudar na Faculdade de Dança Angel Vianna, onde fez tablado e estudou dança.

Em 2011 gravou o filme Bruna Surfistinha, lançado em 2011, onde co-protagonizou na pele da prostituta Gabi, amiga da personagem principal. 

Em 2007 realizou os testes para o filme Maré, Nossa História de Amor, onde uma das exigências dos produtores era a destreza no canto e dança. O filme, lançado em 2008, é uma adaptação de do clássico Romeu e Julieta tendo como cenário uma favela carioca.

Em 2013 é destaque na série "Descalço sobre a terra vermelha",co produção Brasil e Espanha com 

direção de Oriol Ferrer, selecionada para o "PRIX EUROPA 2013, como melhor ficção europeia.

Na série Cristina interpreta Rosa, uma jovem do interior do Mato Grosso que se apaixona por Daniel.

SHOWS:

Simone Guimarães: Terça-Feira dia 05 de novembro no Teatro Banzeiros as 20:00 horas:

 Voz suave e doce. No universo do cancioneiro do Brasil, as vozes femininas reinam. Algumas estão sob todas as merecidas luzes. Outras se mantêm ali, no cantinho, oferecendo-se feito fruta madura a quem quiser colhe-las e experimentá-las.

Simone Guimarães tem a música no sangue. Neta de maestro, sempre teve a música como grande elemento comum em sua infância e adolescência.

Ganhou aos sete anos um cavaquinho e desde então começou a se apresentar em pequenos eventos escolares e no Teatro de Arena de Santa Rosa do Viterbo. A música foi sendo tão importante que chegou a cursar três cursos universitários, sem concluir nenhum. Era a música o que lhe atraía. Milton Nascimento percebeu isso de pronto. Simone foi convidada por Milton a cursar a Escola Livre de Música, em Belo Horizonte, criada por ele.

O primeiro disco só veio em 1996. No ano seguinte, viu a crítica cair a seus pés, com o CD ‘Cirandeiro’. A música homônima foi parar na trilha sonora da novela A Indomada. Com oito discos na carreira, Simone Guimarães é considerada pela crítica musical um dos grandes nomes da música brasileira na atualidade. Milton, Maria Rita, Ivan Lins, Leila Pinheiro, por exemplo, sabem disso. Com eles Simone já dividiu vozes e palcos.

São mais de 20 anos de carreira, nove álbuns, indicação ao Grammy e parcerias com nomes de peso da música popular brasileira. É com toda essa bagagem que a cantora, compositora, instrumentista e arranjadora Simone Guimarães chega em Porto Velho para um show inesquecível na noite de abertura de Festcineamazônia 2013.

JORGE MAUTNER: SÁBADO DIA 09 DE NOVEMBRO AS 21:00 HORAS NO TEATRO UM DO SESC.

Uma amálgama cultural e uma profunda ligação com a história do Brasil, ou o aguardo de uma Nova Era. Talvez assim possa ser definido o show de encerramento do FesticineAmazônia, que traz à Porto Velho o “Maldito da MPB”, o “Filho do Holocausto”, o multimídia Jorge Mautner.

         Cantor, compositor, poeta, escritor, diretor de cinema e vídeo e um dos mais representativos artistas da cultura brasileira, da mistura e da miscigenação das manifestações artísticas que formam nossa musicalidade e nossa arte tupiniquim.

         Sobre o show, o próprio Jorge Mautner o define: “A nota dominante é a do humor e do otimismo”. Tem uma canção, "Morre-se assim", em que ele interpreta cenas relativas à morte e que é uma canção sobre crimes, terror e explicitamente contra as drogas.

O repertório musical reúne algumas das músicas mais conhecidas do artista, como “Vampiro”, “Olhar Bestial”, “Sapo Cururu”, até os mais recentes sucessos dos dois últimos CDs, como “Eu não peço desculpas”, em parceria com Caetano Veloso e “Homem Bomba” e “Manjar dos Deuses”, está gravada também pelo cantor baiano e que ainda será lançada internacionalmente.

         “Maracatu Atômico” não podia faltar. Com os versos que ficaram conhecidos na voz de Gilberto Gil e 21 anos depois no trabalho de Chico Science & Nação Zumbi “..o bico do beija-flor, beija a flor, beija a flor...”. Do hiper tropicalismo às conexões do mangue beat, Mautner considera este tempo entre uma versão e outra .da música não uma pausa, mas sim uma continuidade longa que resultou em algo próprio, um processo advindo do movimento, com a sua própria personalidade.

         Outras músicas que o público rondoniense terá a oportunidade de ouvir, são as canções do CD “Revirão”, como “Os Pais”, em parceria com Gilberto Gil e “Assim já é demais”.

Como ninguém é de ferro, uma pausa no meio do show. Mas não para descansar, mas sim para falar de poesia, filosofia e principalmente da importância do Brasil para o mundo no século XXI, sobre a sobrevivência da espécie – a humana. E lança suas profecias alertando que “ou o mundo se Brasilifica ou virará nazista”, recordando a fuga de seu pai judeu do holocausto e “Jesus de Nazaré com os tambores do candomblé”, lembrando a babá que o levava aos terreiros de santo e que, ao trocar de roupa surgia como uma rainha e dizia ao menino que “seus pais vieram de um lugar ruim, mas aqui você vai achar seus amigos”. Achou, amigos e fãs.

         O show se encerra em clima de carnaval com “...quinhentas mil morenas...”, na letra de Lamartine Babo em “Hino do Carnaval Brasileiro, dentre várias marchinhas cantadas por Mautner e acompanhado pelo músico Glad Azevedo.

         Profecia ou não, o melhor é assistir ao show.

DJ MAM: DIA 09 DE NOVEMBRO SÁBADO AS 22:00 HORAS- NO TEATRO UM DO  SESC

Do batuque dos terreiros aos ritmos das pistas com um som bastante dançante, esse será o show que DJ MAM fará em Porto Velho durante o Festcineamazonia.

Nascida na Penha, a música de MAM cresceu no Méier (para onde sua família se mudou quando ele tinha 7 anos) e fez escala na Região dos Lagos, Estados Unidos e Barra da Tijuca, antes de chegar à Zona Sul carioca - onde o DJ se estabeleceu com projetos como o Brazilian Lounge (com Rodrigo Sha e David Villefort) e a festa "Estudando o som" (com Marcelo Yuka). No bairro da Zona Norte, ele se aproximou do carnaval de rua e aprendeu a tocar tamborim. Mais tarde, passou a andar de skate e acompanhar o irmão surfista nas idas à praia - novas turmas, novas referências musicais.

Como pano de fundo de sua infância e adolescência, a TV, "ligada 24 horas", também entrou na sua formação.

MAM mergulhou na tradição da música brasileira, que passou a ser o mote de sua banda Brazilian Lounge. Trabalhou em remixes com artistas como Rita Ribeiro e Alceu Valença.Com Daniel Gonzaga, releu "O que é o que é?", de seu pai, Gonzaguinha - a gravação cita ainda o baião do avô Luiz Gonzaga.

No repertório do show em Porto Velho,  MAM irá tocar ´´Poção do amor`` e  também um remix de vários sucessos brasileiro, que vão dos tambores do candomblé aos do samba.

CINEMA OS BAIRROS: DIA 06 DE NOVEMBRO QUARTA-FEIRA.

Levar cinema a bairros afastados do centro da cidade é uma das formas de democratizar o acesso a produções audiovisuais. Essa é uma das premissas do Festcineamazônia. Nesta edição a programação será no dia 06 de novembro - quarta-Feira- em frente a Igreja Nossa Senhora de Guadalupe, rua Andre, no Bairro Aponiã- as 19:00 horas.

CINEMA NO CIRCO: DIA 07 DE NOVEMBRO QUINTA-FEIRA

Público respeitável ou respeitável público. Não importa a ordem dos fatores, o que importa é que no dia 07 de novembro - quinta-feira- no campo 1º de maio, espaço Arraial Flor de Cactus, Bairro Caladinho o circo e o cinema mais uma vez irão se encontrar no Festcineamazônia. Será às 19:00 horas.

Na seqüência o grupo de teatro Mapi de Porto Velho Rondônia apresenta o espetáculo  ´´ Dindo e Tonton dois palhaços fujões``.

CINEMA E SAMBA: DIA 07 DE NOVEMBRO QUINTA-FEIRA

Tivesse nascido nos Estados Unidos, por exemplo, Noel Rosa certamente seria um ícone do blues. A alma romântica atormentada e o corpo vergastado pela tuberculose, matando-o antes que chegasse às primeiras três décadas de vida, seria um manancial perfeito para os mais dolorosos blues negros. Mas do lado de cá do Equador, Noel Rosa cantou as próprias dores em sambas eternos. Em pouco tempo de vida – e de carreira, se assim se pode dizer- Noel revolucionou a então nascente música popular brasileira. É um pouco dessa história que o filme ‘Noel, o poeta da vila’ conta. O filme será exibido no dia 07 de novembro (quinta-Feira), na Taba do Cacique, em parceria com o Grêmio Recreativo Escola de Samba Asfaltão, dentro do projeto  Cinema e Samba, às 20:30 horas. Logo após a apresentação do filme a festa fica por conta do grupo Só Bambas, O grupo irá tocar diversas obras de Noel Rosa com um repertorio musical com a essência do samba de raiz.

CINEMA NO TERREIRO:DIA 08 DE NOVEMBRO SEXTA-FEIRA

Diversidade religiosa é um dos sinais de amadurecimento de uma sociedade democrática. A cada edição o Festicineamazônia abre espaço para religiões de matriz africana, com o Cinema no Terreiro. Este ano a programação contará com o filme ‘Pastinha, Uma Vida Pela Capoeira’, documentário  dirigido por Toninho Muricy, do Rio de Janeiro.

O filme conta a história do lendário Mestre Pastinha, poeta e guardião da Capoeira Angola. Foi filmado no Rio de Janeiro, Salvador e Nova Iorque. Tem a participação dos Mestres Pastinha, João Grande, João Pequeno, Curió, Gildo Alfinete, Neco Pelourinho, Ângelo Decâneo, e ainda de Jorge Amado, Carybé, Pierre Verger, Ildásio Tavares, Reynivaldo Brito, Muniz Sodré, e da viúva de Mestre Pastinha, D. Romélia.

Rodado em 16mm e Hi-8mm, o vídeo representa uma rara oportunidade de se conhecer os fundamentos da Capoeira Angola e a vida de seu maior mestre. A exibição será no dia 08 de novembro, na Associação Espiritualista Ilê Axé Xire Oya, localizada na Avenida Amazonas, 9119 Bairro Socialista (final da avenida). Horário: 20H30.

OFICINAS:

"CINEMA NA COMUNIDADE" de 2 a 4 de novembro nos bairros de Porto Velho.

PISTOLINO: Nesta 11º edição do Festcineamazônia-Festival Latino Americano de Cinema Ambiental, a oficina de cinema será ministrada pelo conhecido cineasta Portovelhense  Jair Rangel, conhecido como Pistolino.

Pistolino já produziu diversos curtas entre eles ´´Na maior pindaíba, de 2004 – premiado no Festcineamazõnia, O Mala, de 2006, e o Curioso matuto, de 2009. O primeiro filme de Jair é o ‘Viajante em presepada’, que foi gravado entre 1998 e 2003.Jair Rangel iniciou sua carreira de cineasta em 1998. Pistolino é um autodidata, fã de Chaplin e Mazzaropi. Durante as gravações de seus filmes, ele é o diretor, ator, roteirista, cinegrafista e inventor.

Durante a programação do cinema no bairro será exibido um filme produzido por ele, com a participação da comunidade de diversos bairros da capital.

O cenário desta nova produção do cineasta será um dos bairros da capital, Pistolino esta selecionando os atores que devem atuar no curta

"OFICINA FRUTOS" de 05 a 08 de novembro, das 14:30 às 17:30- Escola Municipal Joaquim Vicente Rondon, zona sul de Porto Velho.

 Cenógrafo, pintor e escultor Geraldo Cruz é autodidata, nasceu em Jumas-AM, um seringal às margens do Rio Madeira, mora em Porto Velho/RO, embora inspirado pelas coisas da Amazônia tem um olhar universal. Artista há quase quarenta anos, Cruz já foi várias vezes premiado e já realizou exposições por quase todas as capitais brasileiras.

A oficina intitulada “Frutos” foi concebida a partir da visão de que cada indivíduo é uma célula do coletivo, onde todo ser humano contribui com sua vivência, sua história, seus sentimentos, seu potencial. Ninguém está isolado, mesmo que assim o deseje. A consciência coletiva deve buscar a paz e a harmonia como fórmula para a manutenção da vida. Assim o compromisso com o planeta Terra, palco da história humana, deve permear todas as nossas ações em respeito às futuras gerações. A proposta artística dessa oficina é trabalhar com materiais recicláveis e conscientizar os participantes de que grande parte do que descartamos na natureza pode ser reaproveitado através da arte.

DEBATE: DIA 08 SEXTA-FEIRA AS 08:00 TEATRO BANZEIROS

É DE POESIA QUE O MUNDO PRECISA:

Definir o que é ou não poesia é tarefa que poucos ousariam encarar. É um eterno enigma a ser decifrado. Mas uma coisa é certo que ninguém duvida. É de poesia que o mundo precisa. O Festcineamazônia sabe disso. Nas edições do festival há sempre um espaço dedicado à poesia, com debates que acabam por se tornar um momento em que estudantes de Porto Velho, estimulados pelos debatedores, soltam a veia poética. Tem sido assim e assim será mais uma vez no dia 8 de novembro, às oito da manhã no Teatro Banzeiros.

Na edição 2013, os convidados são o músico e escritor Jorge Mautner, o poeta amazonense Dori Carvalho, o cantor e compositor Sergio Ricardo e Carlos Moreira, um dos mais conhecidos poetas de Rondônia.

É um debate livre. Cada um dos convidados terá um tempo de 15 a 20 minutos para explanar sobre o tema. Depois, conversarão entre si, num bate-papo solto, mediado pela professora  de Literatura Brasileira e Portuguesa Ana Maria Felipini Neves, da Universidade Federal de Rondônia.

O formato do debate já mostra que a poesia possui um alcance maior e mais amplo. Na carreira de Jorge Mautner, há tanto a dedicação a livros como o poético e contracultural ‘Narciso em Tarde Cinza’ como imersões em filmes alternativos e música pop que influenciou movimentos musicais diversos como o Tropicalismo e o Manguebeat. São dele canções como ‘O Vampiro’ e ‘ Maracatu Atômico’.      

 O amazonense Dori Carvalho é ator, diretor, professor de teatro, videomaker, cronista, produtor cultural e poeta. Fez parte de espetáculos como ‘Elogio da Preguiça’, de Márcio Souza e ‘Aquela Outra Face da Tribo’, de Aurélio Michiles. No cinema, participou dos filmes ‘A Cor dos Pássaros’ e ‘Bad Boy - Rennen am Aquator’ produções alemães do diretor austríaco Herbert Brödl. Participa também do elenco de ‘O Cineasta da Selva’ (1997), produção brasileira de Aurélio Michiles e do filme ‘Nas Asas do Condor’ (2007), dirigido por Cristiane Garcia e baseado no conto de Milton Hatoum.

Com 16 discos na carreira, Sergio Ricardo é, para muitos, o participante de um festival de música que partiu o violão, em protesto contra as vaias recebidas durante a execução da música ‘Beto bom de Bola’. Na verdade, essa acaba por ser uma injustiça histórica. Sergio Ricardo faz parte dos primeiros times da Bossa Nova e depois, vivenciando o clima político dos anos 60, embrenhou-se também em canções engajadas. Fez, inclusive, a trilha sonora de ‘Deus e o Diabo na Terra do Sol’, clássico de Gláuber Rocha.

Carlos Moreira é poeta e compositor. Publicou “Evangelho Segundo Ninguém” e “Duas Palavras” pela Edufro, “Tetralogia do Nada” pelo Clube dos Autores e, recentemente,

“Cardume”, pela Editora Valer. Publicou também “Viagem de Cores e Sonhos”, comemorando uma década de Festcineamazônia e recentemente teve poemas seus publicados na revista Ciência e Cultura, da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. É autor de roteiros poéticos para filmes com Jurandir Costa e Fernanda Kopanakis, entre eles os premiados “Nada é Longe” e “Quilombagem”.

FILMES CONVIDADOS:

Os filmes convidados para a 11ª edição do FestCineamazônia serão exibidos a partir de Terça-Feira dia 05.

A mostra de Filmes convidados são produções cinematográficas de grande importância para o cinema nacional e mundial focados em temáticas ambientais e/ou anuais do Festival.

MAPINGUARI- A cada ano o Festcineamazônia abre espaço para animadores brasileiros projetarem suas criações, nesta 11º edição o filme de abertura é produzido pelo artista Marcelo Marão. O tema central traz o Mapinguari como personagem principal, considerando ser o prêmio máximo do festival. A animação será exibida todos os dias na abertura das atividades.

DAMOCRACY- Outro filme convidado que abre o festival na noite de terça feira (05), é Damocracy, um filme que, pela primeira vez, relaciona dois grandes desastres humanitários e ambientais em andamento, perpetrados por governos de dois países: no Brasil, a hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, Pará, e na Turquia a hidrelétrica de Ilisu, no rio Tigre.

Dirigido pelo premiado documentarista canadense Todd Southgate, narrado pela atriz Letícia Sabatella e produzido pela organização turca Doga Denergi, com apoio das ONGs International Rivers e Amazon Watch e do Movimento Xingu Vivo para Sempre, o filme traça paralelos sobre os impactos dos dois projetos nas populações locais e o meio ambiente, colocando em cheque o discurso que aponta a hidreletricidade como fonte de energia limpa.

BELO MONTE-O Documentário ´´Belo Monte, anúncio de uma guerra` direção André D’Elia é mais um convidado deste ano. O documentário com depoimentos e fatos reveladores sobre a maior e mais polêmica obra da atualidade no Brasil, que vem gerando diversas reações na sociedade nacional e internacional.

Belo Monte, tem 120 horas filmadas ao longo de 3 expedições ao Xingu, contendo depoimentos e fatos reveladores sobre a obra. O trabalho sério e investigativo escutou os vários lados da questão e ficou claro: Belo Monte está sendo imposta pelo governo sem que haja diálogo com os índios e com o resto da sociedade.
Mais do que um filme, este documentário é um ato político da sociedade, uma luta pelo acesso à informação e pelo direito de participar das decisões do país.

 

MUITO ALÉM DO PESO-Outro documentário convidado é  ´´Muito Além do Peso`` de Estela Renner Maria Farinha Filmes O documentário foi lançado em novembro de 2012, em um contexto de amplo debate sobre a qualidade da alimentação das nossas crianças e os efeitos da comunicação mercadológica de alimentos dirigida a elas. O filme é fruto de uma longa trajetória da Maria Farinha e do Instituto Alana na sensibilização e mobilização da sociedade sobre os problemas decorrentes do consumismo na infância.

CONVERSAS DO MUNDO-A outra produção convidada  ´´ Conversas do Mundo` documentário com direção de Luis Carlos Nascimento. O Filme coloca frente a frente homens ou mulheres que, nas mais diversas partes do mundo, e a partir de diferentes lugares de enunciação, partilham a luta pela dignidade humana e a reflexão sobre um outro mundo possível, necessário e urgente. Com as Conversas do Mundo pretende-se promover a valorização e a partilha da infinita diversidade do mundo. Esta Conversa do Mundo, entre Leonardo Boff e Boaventura de Sousa Santos decorreu a 9 de Outubro de 2012, em Araras, Rio de Janeiro (Brasil).

PATINHA-  ´´Pastinha,uma vida pela capoeira `` conta a história do lendário Mestre Pastinha, Poeta e o Guardião da Capoeira Angola. Foi filmado no Rio de Janeiro, Salvador e Nova Yorque.
Conta com a participação dos Mestres Pastinha, João Grande, João Pequeno, Curió, Gildo Alfinete, Neco Pelourinho, Ângelo Decâneo, e ainda de Jorge Amado, Carybé, Pierre Verger, Ildásio Tavares, Reynivaldo Brito, Muniz Sodré, e da viúva de Mestre Pastinha, D. Romélia.
Rodado em 16mm e Hi-8mm, este vídeo representa uma rara oportunidade de se conhecer os fundamentos da Capoeira Angola e a vida de seu maior mestre, Pastinha! E é mais uma obra convidada.

NOEL ROSA-O filme que conta a historia de Noel Rosa, também faz parte da programação, o filme conta a história de um homem que mudou a história da música popular brasileira, Aos 17 anos Noel Rosa é um jovem engraçado, que possui um defeito no queixo, estuda medicina  e toca numa banda regional. Gosta da companhia de operários, negros favelados e prostitutas, com quem rapidamente faz amizade. Até que um dia conhece Ismael Silva, compositor que o desafia a compôr um samba. Noel usa uma paródia ao hino nacional para compôr Com que roupa?, que faz grande sucesso nas rádios de todo Brasil. A partir daí, Noel se dedica de vez ao mundo do samba, tornando-se um dos mais populares compositores brasileiros. No elenco,Rafael Raposo .... Noel Rosa, Camila Pintaga ,Lidiane Borges, Mario Broder, Carol Bezzera, Supla, Otto entre outros.

FESTCINEAMAZÔNIA – GREEN

Festcineamazônia passa a fazer parte da organização Green Film Network (GFN), a rede cinematográfica com os festivais ambientais mais importantes do mundo.

Ser o único festival ambiental da Amazônia, com uma trajetória de amadurecimento e ter uma história recente positiva de integração cultural na América do Sul e outros países de língua portuguesa a partir da itinerância do festival, deram ao Festcineamazônia a possibilidade de se tornar membro da organização Green Film Network (GFN), a rede cinematográfica com os festivais ambientais mais importantes do mundo.

“É mais um passo que o Festcineamazônia dá no sentido de que de agora em diante, está associado aos mais importantes festivais do planeta, o que facilitará o intercâmbio cultural, troca de conteúdo e difusão da mensagem ambiental que sempre almejamos passar”, diz Jurandir Costa, um dos organizadores do Festcineamazônia.

O GFN reúne alguns dos maiores festivais de cinema que ocorrem anualmente em todo o mundo com foco em questões ambientais. O objetivo da rede é coordenar os festivais associados, promover e distribuir filmes mundialmente, além de incentivar iniciativas e projetos que possam ajudar pessoas refletir sobre o meio ambiente.

“É um ponto de encontro, onde todos os festivais associados podem trocar e compartilhar informações, as experiências cinematográficas e serviços de todo o mundo”, esclarece Jurandir Costa. A intenção é criar uma rede internacional que promova uma cultura pró- meio ambiente através do cinema.

A GFN dá os melhores filmes apresentados em cada um dos vários festivais a oportunidade de ser escolhido pelos outros membros e circular entre diferentes festivais e países garantindo maior visibilidade.

Festivais do mundo inteiro fazem parte da Rede. Países como Portugal, Itália, México, índia, Rússia, Estados Unidos, Canadá, Coréia, Bélgica, Alemanha e Romênia, por exemplo, possuem festivais de cinema ligados a questões ambientais e que fazem parte da GFN. Agora o Festcineamazonia também faz parte dessa rede.

Fonte:
Amanda Dias Bú

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