Porto Velho (RO) quinta-feira, 6 de agosto de 2020
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Gente de Opinião

Fabiano Barros

Anima: Coletive Umdenós


Fotos: Raissa Dourado - Gente de Opinião
Fotos: Raissa Dourado

A pesquisa, a experimentação e a ressignificação dos conceitos estéticos formais, são hoje, processos importantes no caminho de construção de obras artísticas, que possibilitam um novo olhar sobretudo, no que é pensado e feito no universo das artes na atualidade.

Assim, desde sua origem, o Projeto Sesc Amazônia das Artes, busca garantir o espaço de diálogo e reflexão, para todas a obras que são criadas sob essa ótica, principalmente no campo da investigação e dos balbucios acadêmicos, que por sua vez tornam-se referências de cunhos teóricos ou práticos, apresentados por trabalhos de conclusão de mestrados e/ou doutorados.

Criado em 2015, por Rosangela Colares, Leo Barbosa e Matheus Soares, o Coletive Umdenós, nasceu do objetivo de criar uma dança contemporânea caracterizada por uma divisa de relação entre a arte e vida. Como também, experimentar experiências estéticas dentro do que é proposto por essa linguagem.

Em 2017, a Cia de dança se amplia com a chegada de Andrea Apolinário, Glenda Britor e Caio Bandeira, aumentando o repertorio do grupo que já participou de vários projetos nacionais, seminários, festivais e mostras.

O espetáculo de dança Anima, do grupo paraense Coletive Umdenós, é criado sob um conceito híbrido, onde junta artes plásticas, dança, teatro e narrativas literárias. Um emaranhado de linguagens, que é facilmente absorvido pelo público, já que a proposta estética nos aproxima de uma ideia de tecer os fios das memórias de mulheres fortes que são apresentadas, hora nas narrações, hora no corpo dos bailarinos. Estabelecendo assim, um diálogo honesto com todos os elementos colocados em cena.

As memórias tornam-se sensoriais, uma vez que a narração das mesmas, são bem conduzidas durante todo espetáculo, a costura dos elementos e as intensões apresentadas, criam uma zona confortável para quem nunca teve contato com espetáculos de dança contemporânea. Alcançando com sucesso o sentimento ou entendimento do que é apresentado.

A ideia não é desatar os nós, e sim emaranhar as estórias nas vidas do espectador, uma vez que o principal objeto do grupo é fundir a ideia de arte e vida.

Galeria de Imagens

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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