Quinta-feira, 26 de março de 2026 - 11h25

Sala
lotada, olhos atentos e uma noite marcada por depoimentos emocionantes. Assim
foi a apresentação especial do espetáculo “Das Raízes, Folhas e Flores
que Compõem a Minha Carne”, do Teatro Ruante (RO), voltada à comunidade
surda de Porto Velho.
A
professora Indira Simionatto Stedile, integrante da comunidade, compartilhou
sua primeira experiência com o teatro. Ela relembrou que, anteriormente, não se
sentiu confortável ao assistir a uma sessão voltada para ouvintes, pois não
conseguia compreender o que era dito em cena — um contraste com a vivência
atual, com mais acessibilidade, revelando um sentimento de pertencimento. “Eu
me senti incluída. Vocês nos incluem sempre, e de uma forma muito carinhosa,
tanto na divulgação quanto durante a apresentação”, destacou.
O
depoimento da professora Indira, assim como o de outros integrantes da
comunidade surda, reforça o compromisso do Teatro Ruante com práticas
inclusivas ao longo de sua trajetória e destaca a importância de iniciativas
acessíveis. Para a atriz Selma Pavanelli, esse diálogo é fundamental. “Essa é
uma curiosidade do Teatro Ruante, porque estamos aprendendo juntos”, afirmou.
O
ambiente acolhedor também favoreceu a integração entre público ouvinte e
comunidade surda. Antes e após o espetáculo, os participantes puderam desfrutar
de caldo de peixe, açaí e outras delícias oferecidas gratuitamente Associação
Peripécias, gestor do espaço Tenda dos Fundos.
Temporada
O espetáculo “Das Raízes, Folhas e Flores que Compõem a Minha Carne”
segue em temporada de 26 a 29 de março, no Espaço Cultural Tapiri. A
programação é gratuita, conta com acessibilidade em Libras e tem classificação
indicativa de 12 anos.
O
projeto, que foi contemplado no Edital nº 10/2024/SEJUCEL-SIEC – Fomento
para Produção de Artes Integradas Rondoniense com apresentações gratuitas.
Sinopse
O
espetáculo “Das Raízes, Folhas e Flores que Compõem a Minha Carne” dá voz às
experiências de mulheres brasileiras, evidenciando como gênero, raça e classe
moldam e atravessam as existências. Por meio de histórias sensíveis e
contundentes, a obra propõe uma reflexão sobre as dores de mulheres urbanas e
da floresta. Marcadas na carne, tais vivências revelam momentos de
florescimento e profundas feridas, resultado das violências e desigualdades que
acompanham o ser mulher em nossa sociedade. A programação conta com
acessibilidade em Libras e tem classificação indicativa de 12 anos.
Quinta-feira, 26 de março de 2026 | Porto Velho (RO)
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