Segunda-feira, 13 de junho de 2022 - 13h54

Com plateia composta, na maioria, por pessoas pretas, a Mostra Um Canto Negro encerra a primeira edição com emoção e valorização da música negra brasileira. Durante três dias de evento gratuito, o público, que esteve presente no Teatro Guaporé ou on-line pelas redes sociais, acompanhou um panorama da música preta no Brasil.
No palco, os cantores Aldenira Azevedo, Ricardo Martins, Maísa Luz, Diogo Rodrigues, A Black Z e Martha Braga interpretaram canções de Caetano Veloso, Tony Tornado, Chico César, Emicida entre outros nomes da música popular brasileira. O espetáculo uniu também textos históricos e contextualizou as músicas com as épocas em que foram compostas.
Para o advogado Wilson Guilherme, que acompanhou o último dia de programações, a Mostra Um Canto Negro foi emocionante. “Foi surreal, um espaço artístico e político de luta e visibilidade de cantores negros, fiquei arrepiado do início ao fim, no processo de me identificar com as canções com as performances dos cantores. É preciso lembrar que quando o holofote é branco, pessoas negras infelizmente costumam ficar sob o manto da invisibilidade, e precisamos tirar esse manto, enegrecendo os palcos e os espaços”.
Emoção também sentida por Maria Alice, funcionária pública, que acompanhou dois dias das apresentações. “A mostra foi emocionante. Um show de representatividade, gritos de luta, um abraço quente em tempos frios, sombrios. Um Canto Negro é mais que necessário. É imperativo que tenhamos esse lugar, essa entrega, essa troca. Que venham mais edições, mais emoções e descobertas”, encerra.
A Mostra um Canto Negro,
aconteceu em Porto Velho nos dias 10, 11 e 12 de junho e contou com tradução
simultânea em LIBRAS. O projeto foi contemplado pelo Edital nº
32/2021/SEJUCEL-CODEC, 2ª edição Pacaás Novos Prêmio Para Difusão De Festivais,
Mostras e Feiras Artístico-Culturais. Eixo II - Mostra Cultural Categoria – N
Música. Lei 14.017/2020, Lei Aldir Blanc.
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