Porto Velho (RO) domingo, 19 de janeiro de 2020
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Desafios das artes no Baixo Rio Madeira


Desafios das artes no Baixo Rio Madeira - Gente de Opinião

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A trupe cultural do Circulando Cultura viu o primeiro desafio à sua frente já no distrito de São Carlos do Jamari, as barrancas do Rio Madeira, isso mesmo, é um imenso desafio subir as barrancas de quase 30 metros que o povo ribeirinho é acostumado e acham simplesmente comum o sobe e desce na beira do rio, com escada feita na própria barranca que completam as de madeira feita pela comunidade.

Os coordenadores do projeto perceberam de perto a dificuldade de espaço cultural para o artista local em expressar e desenvolver o seu potencial, a carência de formação, a orientação musical, enfim, o ponto máximo que tem que vencer a própria adrenalina e oportunidade de subir num palco e expor o seu talento.

A artista Lu Silva e o poeta Eliseu Braga conduziram as crianças sãocarlense, em Nazaré e Calama sobre as estórias e peripécias locais, interagindo sempre com a galerinha que desenhavam e participavam contando suas próprias estórias. A galera também conheceu a exposição fotográfica “Queimadas em Rondônia” do fotógrafo rondoniense Luiz Brito que leva a importância do registro fotográfico como fator de conscientização através do registro fotográfico.

Durante as apresentações em São Carlos do Jamari antes da missa, a peça teatral “Os bichos também amam”, a criançada e o público prestigiaram e curtiram essa excelente apresentação teatral que traz consciência ambiental e social à todos. Depois da missa o primeiro a se apresentar foi o velho “Justino” que traz na sua apresentação versos do poeta Patativa do Assaré, interagindo com o público o humor com o misto de aplausos e gargalhadas.

Intercalando com o leilão de brindes na programação local de São Carlos, a turma do Circulando Cultura se apresentavam, como o Duo Pirarublue que apresentou músicas regionais de Laio e Binho cantores e compositores locais do Rio Madeira, precisamente de Calama. Compondo o cenário de fundo de todas as apresentações artísticas do projeto o “Lendas da Amazônia” feito pela artista plástica Lu Silva.

Na identificação de talentos regionais, foi a vez do jovem “Passarinho” conhecido de todos de São Carlos, que ao ser anunciado, o público ficou super surpreso pelo espaço cedido ao cantor regional. Corriam para prestigiar e curtir o jovem “Passarinho” que arrancou aplausos da galera.

Finalizando após o bingo local em São Carlos, o tecladista Polisherma juntamente com o Caribé deram um show com músicas variadas e regionais, onde o público pode acompanhar também as performances e perfeição dos passos da dupla de dançarino que compõe o Circulando Cultura.

Em Nazaré, não foi diferente a apresentação e interação com o público local com contação de estórias e causos feitas por moradores na terra da melancia no Baixo Madeira no espaço Armazém Club, cedido pelo proprietário Mário, em função dos temporais que circundam os distritos nessa época. Mais o Circulando Cultura não esfriou, sempre abrindo a programação com peça teatral, seguida do stand-up do velho “Justino”, Duo Pirarublue e instrumentalistas Vitor e Leleco, show artísticos com os dançarinos Irvin e Janaiara Santiago.

No distrito de Demarcação uma equipe se deslocou de voadeira juntamente com a presidente da Funcultural Jória Lima para identificar os talentos locais, visto que o Rio Machado está muito baixo para navegação de barco de grande porte. Foi realizado somente o cadastro de talentos locais como bordadeiras, artesão de cestas e cipós e músicos como o jovem e talentoso Ernandes que tem mais de 60 composições próprias e de seu avó Lelé com um repertório invejável de 200 músicas, na sua maioria são composições que misturam o regional e a devoção à fé do povo ribeirinho.

Em Calama a palhacinha Curta Amazônia fez a divulgação do Circulando Cultura pegando carona de moto único veículo motorizado local, anunciando a chegada da trupe cultural que se apresentaria em frente ao prédio da Administração de Calama.

O passeio e os encantos dos botos de Calama sob as águas barrentas do Rio Madeira, fora a recepção aos artistas e profissionais do Circulando Cultura, espetáculo de acordo com Sandro Barcelar com mais de 18 botos dando a boa vinda às apresentações da trupe cultural.

No dia das crianças em Calama, junto com a administradora local Princila Pantoja, a programação foi realizada intercalando com lanches e brinquedos distribuídos pela administração local às crianças e complementando com as apresentações da trupe do Circulando Cultura. Foi identificado na apresentação musical o pequeninho Paulo que cantou sucesso de Luan Santana à galerinha presente que vibraram e aplaudiram a apresentação e coragem desse pequeninho e talentoso cantor local.

Na avaliação da presidente Jória Lima e dos coordenadores Carlos Levy e Golda Barros a importância do projeto Circulando Cultura que é financiado pela Funcultural de Porto Velho, nessa etapa do Baixo Madeira foi fazer esse contato e identificar nesses distritos ribeirinhos a potencialidade cultural local, e como será feita daqui prá frente na parte terrestre. “Pretendemos também nos próximos editais contemplar a formação e qualificação desses talentos, oportunizando-os a novos conhecimentos e aperfeiçoamento de técnicas, para melhorar e aprimorar a sua arte, quer seja musical, artesanatos entre outras”, frisou satisfeita a presidente da Funcultural Jória Lima. Afirmou ainda “que a administração do prefeito Mauro Nazif está quebrando e vai quebrar muitos paradigmas nesse importante setor de desenvolvimento de nossa gente e nosso povo, através da inclusão cultural e acesso as artes”. 

Fonte: Ascom
 

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