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Cine Memória e Verdade lotou audicine do Sesc


Cine Memória e Verdade lotou audicine do Sesc - Gente de Opinião

O ciclo de filmes Cine Memória e Verdade, promovido em todo o país pelo Ministério Público Federal, lotou o audicine do Sesc em Porto Velho. Realizado pelo MPF em Rondônia (MPF/RO) em parceria com o cineclube CineOca, as exibições cumpriram com o objetivo de trazer reflexões sobre as situações vivenciadas no momento histórico das ditaduras latino-americanas. Foram apresentados os documentários brasileiros ‘Sônia Morta e Viva’ e ‘Vala Comum’, na última quinta-feira, e o longametragem argentino A História Oficial, na sexta-feira.

Na primeira noite de exibição, o debate foi conduzido pelo procurador da República Ercias Rodrigues. Ele ressaltou que “é importante relembrar e refletir para que episódios como esses, as ditaduras na América Latina, jamais voltem a ocorrer”. Estudantes, ativistas dos Direitos Humanos, servidores públicos, profissionais liberais e outras pessoas discutiram sobre o acesso aos documentos daquele período histórico, a ausência de punições aos torturadores e a anistia.

Na sexta-feira, os 120 lugares do audicine do Sesc não foram suficientes para acomodar o público que compareceu para assistir A História Oficial e participar dos debates. A organização do evento disponibilizou cadeiras nas laterais e na parte de trás do audicine a fim de acomodar a todos. Alunos da Faculdade Católica e da Uniron, além de professores universitários e outras pessoas participaram ativamente dos debates. A jornalista Simone Norberto, do CineOca; o servidor do MPF/RO, Cássio Bruno; os professores Angelina Licório, Raimundo e Helena Zoraide, da Faculdade Católica, e o professor Pedro Lino, da Uniron, conduziram o debate. Alguns presentes relataram suas experiências vivenciadas nas décadas de 1960 e 1970.

Anistia

O MPF está engajado em fazer a sua parte para que o Estado brasileiro cumpra a decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos no caso Gomes/Lund (Guerrilha do Araguaia), de novembro de 2010.

A sentença condena o Brasil a uma série de ações com caráter imediato, visando à localização dos corpos ainda desaparecidos, à abertura de arquivos, assim como reparações às famílias das vítimas. Também exige do Estado tanto medidas judiciais efetivas para a responsabilização individual pelos crimes cometidos, como outras de caráter mais geral objetivando o resgate da Verdade Histórica sobre os fatos ocorridos.

Fonte: MPF/RO (www.prro.mpf.gov.br)
 

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