Quarta-feira, 24 de abril de 2024 - 15h31
Depois de sete meses de trabalho
entre audições para escolha do elenco e montagem do espetáculo, Bizarrus
reestreia nesta quinta-feira, dia 25 de abril, às 19h, no Teatro Palácio das
Artes, em Porto Velho. A peça teatral que também dá nome a um projeto inovador
de ressocialização por meio da arte conta com o apoio do Tribunal de Justiça de
Rondônia desde que foi encenada pela primeira vez, em 1997, e novamente, por
meio do GMF- Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e de
Medidas Socioeducativas, incentiva e patrocina a iniciativa, como forma de
contribuir com alternativas mais eficientes de cumprimento de pena. Também são
parceiros no projeto a Acuda-Associação Cultural e de Desenvolvimento do
Apenado e Egresso, a Sejus- Secretaria da Justiça e o Ministério Público de
Rondônia.
A peça, montada a partir das
próprias histórias dos participantes, após passar por um intenso trabalho
iniciado em setembro de 2023, será finalmente apresentado ao público. A
apresentação acontece durante o Encontro Nacional de Secretários de Justiça,
que reunirá autoridades de todo o país. “Para nós é uma grande honra,
demonstrar um modelo exemplar de transformação de pessoas, conforme projeto já
demonstrou promover ao longo de todos esses anos”, declarou Marcelo Felice,
diretor geral do Espetáculo. Bizarrus ficou em cartaz por 16 anos, atingindo um
público de 150 mil pessoas, com destaque para um projeto de prevenção a
violência e a criminalidade entre crianças e adolescentes com exibição do
espetáculo e bate papo ao final, que atingiu 40 mil estudantes.
O Projeto passou a ser
referência na ‘reintegração da pessoa privada de liberdade’, circulando por
diversas cidades em Rondônia e algumas capitais brasileiras, inclusive
apresentando-se na ONU, no 12º Congresso das Nações Unidas sobre Prevenção ao
Crime e Justiça Criminal, em Salvador, Bahia. Além disso, Bizarrus ensejou a
própria criação da Acuda, hoje uma instituição consolidada com uma metodologia
eficaz e integrada de transformação das pessoas privadas de liberdade.
Processo
Apesar da Acuda estar em pleno
funcionamento, o espetáculo ficou sete anos desativado. Foi retomado em
setembro do 2023, contando com recursos advindos de penas pecuniárias, o que
tornou possível o financiamento da produção artística. A montagem da peça
começou cinco meses antes, com as audições dentro das próprias unidades
prisionais. A equipe técnica fez uma audição, na qual dezenas de reeducandos se
submeteram aos testes, em que foram analisados aspectos como aptidão corporal,
voz e jogos dramáticos. Na seleção a equipe chegou a 27 nomes, com resultados
surpreendentes. O grande mérito do projeto é tirar de quem está privado da
liberdade o talento e a disposição para encenar uma peça teatral. O processo
seguiu depois na Acuda, onde foi possível montar duas turmas, com possibilidade
de elenco substituto.
Acuda
Criada em 3 julho de 2001, a
Acuda- Associação Cultural e de Desenvolvimento do Apenado e Egresso desenvolve
um Programa inovador de redução de danos e de autoconhecimento transformador,
para as pessoas privadas de liberdade, sistema socioeducativo e seus egressos.
trabalha aplicando o Método Acuda de Integração das Oportunidades-MAIO, que se
tornou um êxito na reintegração social, baseada em três Pilares: Educação,
Assistência e Espiritualidade. Para isso usa processos terapêuticos com base na
PICs- Praticas Integrativas e Complementares, normatizadas pelo SUS-Sistema
Único de Saúde como o reike, a massagem ayurvédica, o cone chinês, a
aromoterapia, a geoterapia com ervas medicinais, a dança circular, o eneagrama,
a musicoterapia, a constelação familiar, entre outros e ainda, laborais como
cursos e oficinas de aprendizagem e apoio operacionais, todos voltados para o
autoconhecimento transformador e a iluminação interior. Já passaram pela Acuda
mas de 12 mil pessoas no cumprimento de pena, no regime fechado, aberto e
livramento condicional, dentre elas mais de mil pessoas privadas de liberdade,
que fizeram parte do espetáculo Bizarrus. Para a estreia de Bizarrus, os
ingressos estão sendo distribuídos gratuitamente pela própria Acuda, TJRO,
Sejus e MP.
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