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Viriato Moura

Viriato Moura: ciência, arte e reflexão humanista


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Viriato Moura

Viriato Moura é um poeta brasileiro contemporâneo cuja trajetória se constrói a partir da confluência entre ciência, arte e reflexão humanista. Médico de formação, escritor por vocação e comunicação por prática constante, desenvolveu ao longo de décadas uma obra marcada pela observação sensível da condição humana, pelo gosto pelas formas breves e pela crença na palavra como instrumento de consciência, catarse e autoconhecimento. 

 

Nascido e radicado na Região Norte do Brasil, especialmente em Rondônia, Viriato construiu sua carreira literária fora do eixo tradicional Rio-São Paulo, o que imprime à sua trajetória um caráter significativo: o de afirmação da poética brasileira em territórios historicamente marginalizados no circuito editorial e acadêmico nacional. Sua atuação como poeta, cronista, colunista cultural e participante ativo de instituições literárias regionais fez dele uma figura de referência no cenário cultural nortista. 

 

Sua obra percorre a poesia, o aforismo, o haicai, o nanoconto e a reflexão ensaística. Há em sua escrita uma busca deliberada pela concisão: versos curtos, imagens rápidas, pensamentos condensados. Essa economia verbal não é mero exercício formal, mas parte de um projeto estético que entende a poesia como síntese da experiência, mais próxima do relampejo reflexivo que da grandiloquência lírica. Em muitos de seus livros, a poesia se aproxima da máxima filosófica, do fragmento existencial e da escrita terapêutica — reflexo direto de sua formação médica e de sua atenção às fragilidades emocionais do ser humano. 

 

Ao longo dos anos, Viriato Moura publicou numerosos livros e manteve a produção regular, dialogando com leitores, jornais e espaços culturais. Essa circunstância o transformou menos em um poeta de ruptura e mais em um poeta de permanência: alguém que sustenta o fazer poético como prática cotidiana, acessível e reflexiva, sem a pretensão de reinventar a linguagem, mas com compromisso de mantê-la viva. 

 

Fonte: opoetaeapoesiaacv, o poeta e a poesia -56º,  Rio de Janeiro 

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