Porto Velho (RO) quarta-feira, 18 de setembro de 2019
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Gente de Opinião

Silvio Santos

Zekatraca - Lenha na Fogueira 30/11/10


 Fina Flor do Samba

A miscigenação do samba
se faz no Mercado Cultural

O samba daqui e o samba de lá é apresentado toda sexta no Mercado Cultural

Toda sexta feira, os sambistas portovelhenses e os que estão de passagem ou vieram trabalhar na capital rondoniense, seja nas usinas do madeira ou nas unidades das forças armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica), se encontram no Mercado Cultural durante a realização do projeto “A Fina Flor do Samba”. Zekatraca - Lenha na Fogueira 30/11/10 - Gente de Opinião

Tudo começou no mês de maio do ano passado (2009) logo depois da inauguração do Mercado Cultural “Acontece que o Mercado fechava as 19h00 e nós resolvemos reunir os sambistas na praça Getúlio Vargas a partir das 20h00” lembra Ernesto Melo. Na realidade Ernesto Melo num dia de muita inspiração convocou alguns sambistas para participarem de uma roda de samba na praça Getúlio Vargas tão logo o Zizi cerrou as portas de sua lanchonete naquela noite de sexta feira dia 22 de maio. Nascia ali o Projeto “A Fina Flor do Samba”. Os encontros passaram a acontecer sempre as sexta feiras. Ernesto levava um isopor cheio de cerveja e tira gosto e lá ficavam tocando samba, o próprio Ernesto ao cavaquinho, Mávilo Melo, Oscar Khigth, Silvio Santos, Enio Melo, Joãozinho Carteiro entre outros, as mulheres dos sambistas os acompanhavam e a reunião terminava sempre por volta da meia noite.

Após negociar com seu Zizi a permanência do Lanche aberto até 22h00 sob a direção da Vera as reuniões passaram a acontecer dentro do Mercado, ainda sem aparelhagem de som. “Era o famoso pagode de mesa”. No mês de janeiro desse ano as rodas de samba passaram a ser também ensaio carnavalescos, pois Ernesto resolveu abrir espaço para a execução de marchinhas carnavalescas principalmente dos blocos como Banda do Vai Quem Quer, Rio Kaiary, Galo da Meia Noite e Calixto & Cia entre outros.

 

Sambistas de outros estados

A Fina Flor do Samba que no inicio era reduto apenas dos sambistas tradicionais de Porto Velho, hoje reúne sambistas de todas as partes do Brasil em especial, os militares cariocas que estão prestando serviço no Exército ou na Base Aérea como é o caso do cavaquinista Walber (sargento na Base Aérea) e do banjista França também sargento na Base Aere de Porto Velho e Wilson Harmonia que presta serviço no Hospital de Guarnição do Exército, somam-se a esses, os maranhenses William e seu irmão Coimbra (voz) e Sergio Ramos (ganzá). O Mato-grossense Hudson Mamede (voz), o paraense Walber do Pandeiro e ainda os cariocas Cristóvão (cavaquinho) e Neguinho do Pagode (tan tan) que formam com os portovelhenses Ernesto Melo, Oscar Knight, Silvio Santos, Bainha, João Carteiro, Caratê (Rebolo), Beto Ramos, Áureo e Audizio o grupo que anima os sambistas toda sexta feira no Mercado Cultural. “Chego aqui antes das sete horas da noite com o intuito de segurar uma mesa para nossa turma”, disse o sambista Marcelo Rodrigues. A mesma atitude do Marcelo é seguida por dezenas de pessoas que transformaram a roda de samba em seus programas de lazer.

O Bar do Zizi que até bem pouco tempo reinava soberano na preferência dos freqüentadores da roda de samba, hoje tem como concorrente o Café com Arte da agitadora cultural Almira Lopes.

Atualmente a Fina Flor do Samba conta com o apoio da Fundação Iaripuna que dispobiliza a sonorização e a iluminação e dez vez em quando libera um cachê para os músicos. “Isso é muito raro”, confessa Ernesto Melo. O que se vê todas as sexta feiras, é o Oscar solicitando aos presentes, que colabore com o grupo adquirindo uma ficha (cover artístico) no Café com Arte. “Essa colaboração serve para a aquisição de corda para os cavaquinhos e violões além de peças de reposição dos demais instrumentos”, complementa Ernesto Melo.

De uns tempos para cá os coordenadores do Projeto resolveram colocar sempre a partir das 23h00, um show especial. Assim já se apresentaram especialmente os cantores José Luiz Torrado, Joãozinho Carteiro, Bainha, Silvio Santos, Beto Cezar e Carlinhos Maracanã. Até cantores de renome nacional como Chico da Silva, Dunga e Royce do Cavaco já se apresentaram na Fina Flor e ainda tem as pastoras Erenir, Rosa, Rose, Beth Maria, Úrsula e Ana Célia. “Na próxima sexta feira dia 3, teremos o show do Marquinhos PQD”, finaliza Ernesto Melo.


 

Sábado passado a escola de samba Acadêmicos do São João Batista deu a largada rumo ao título do carnaval de 2011.

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O presidente Paulo Manoel-Cibalena e sua diretoria entregaram à comunidade, o “Ninho da Águia”

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Ninho da Águia nada mais é que a sede da escola azul e branca do bairro São João Batista.

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O samba rolou desde o meio dia até a meia noite de sábado com integrantes de outras escolas de samba participando da roda.

 

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Principalmente a equipe da escola de samba Asfaltão que fez apresentação especial.

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A São João Batista vai apresentar no carnaval de 2011 um enredo que fala sobre o Mundo Infantil.

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O samba enredo é de autoria do compositor Mávilo Melo e segundo alguns expert no assunto está muito bom.

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A partir do próximo domingo o samba vai acontecer no Ninho da Águia durante o dia todo.

 

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Bacana foi à programação que a Santo Antônio Energia realizou no Mercado Cultural no final da semana passada.

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O Ecos do Madeira, realmente a Santo Antônio fez ecoar pelo centro histórico de Porto Velho o canto das comunidades ribeirinhas do baixo Rio Madeira.

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Não só o canto apreciamos também o trabalho dos artesãos de comunidades como Lago do Cuniã, Nazaré e Calama.

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Tino Alves foi o responsável pelo que aconteceu no Mercado Cultural sexta e sábado.

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Bacana mesmo foi a festa de encerramento quando se apresentaram os cantores Binho e Bado de Porto Velho e Tim Maia e Karibé do baixo Madeira.

 

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Foi a integração da música produzida nas comunidades ribeirinha com as produzidas na capital.

 

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As duas produções não ficam nada a dever uma a outra.

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Quem levantou mesmo a platéia com seus repentes foi o músico Karibé.

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O Mercado Cultural foi “invadido” por dezenas de gafanhotos um trabalho do artesão Amorim de 74 anos de idade em palha de babaçu.

 

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O pessoal do Lago do Cuniã apresentou a peça “Lenda do Boto Rosa” e foi bastante aplaudido.

 

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O Distrito de Nazaré como não poderia deixar de ser entre outras atrações trouxe o Grupo Minha Raízes.

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Agora na sexta feira quase a programação não acontece.

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Tudo por falta de coordenação de quem é responsável pelo espaço do Mercado Cultural.

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Cederam o espaço para dois eventos marcados para o mesmo horário.

 

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A exposição dos artesãos coordenados pelo Sebrae e o evento da Santo Antônio Energia.

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Na hora “H” foi difícil convencer um dos grupos a ceder para o outro se apresentar.

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Porém no fim, tudo deu certo e os dois eventos aconteceram.

 

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Os méritos da programação com as comunidades do baixo Madeira vão para o Tino. Cabra bom esse Tino!

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A turma da coordenação dos Pontos de Cultura da Secel está no interior justamente fiscalizando os Pontos de Cultura.

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José Monteiro e seus comandados começaram a fiscalização pelos Pontos do Cone Sul, seguiram para a Zona da Mata, Pontos da Zona Central do estado e vão até Guajará Mirim fiscalizar os Bois Malhadinho e Flor do Campo.

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São dez dias na Estrada a viagem começou no dia 24 e só termina no dia 3 de dezembro.

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Se o seu Ponto de Cultura ainda não recebeu a visita da equipe da Secel, fica esperto que a turma tá chegando. Ajeita a papelada.

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O Zekatraca de hoje foi feito em Machadinho do Oeste amanhã devo escrever de Ariquemes. Tô na estrada cambada!

 

 


MALHAÇÃO


Zekatraca - Lenha na Fogueira 30/11/10 - Gente de OpiniãoO dançarino da Fina Flor

Talvez ele seja o primeiro a chegar ao Mercado Cultura nas noites de sexta feira, quando da realização da Fina Flor do Samba. Estamos nos referindo ao Tenente PM Neves que é admirado por muitos porque dança do começo ao fim da programação. “Parece que ele não se cansa observa a pastora Rosemeire”. Na realidade Neves chama a atenção dos presentes não só porque dança sem parar a noite toda, mas, porque é considerado obeso e em conseqüência disso poderia se cansar facilmente. Questionado o porque passa a noite dançando, Neves informou a nossa reportagem que está cumprindo recomendação médica. “Acontece que meu médico me recomendou ou caminhar pelo menos três vezes por semana ou então procurar dançar bastante durante uma festa”. Segundo o dançarino a obediência as recomendações médias já fizeram com ele perdesse mais 20 quilos. “Já perdi 21 quilos só dançando aqui na Fina Flor do Samba”, confessa. Ao tempo que aproveita a roda de samba para perder peso, atua como segurança, pois sua formação militar o fez impedir que algumas confusões acontecessem durante a realização do projeto comandado pelo músico Ernesto Melo. “Se vejo alguém agindo errado chegou perto e dou a decisão. Aqui é lugar de família e não de aprontação” disse sorrindo e dançando o Tenente Neves
 

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 Fonte: Sílvio Santos - zekatracasantos@gmail.com  
 
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* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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