Porto Velho (RO) sábado, 21 de setembro de 2019
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Silvio Santos

Zekatraca - Lenha na Fogueira 21/09/10




Deixo-me falar com o coração

Por Edneide Arruda (*)
 

Zekatraca - Lenha na Fogueira 21/09/10 - Gente de OpiniãoNeste momento, de forte calor no Cerrado, sinto frio. Uma imensa tristeza me abate e torna sem graça tudo que vejo. O falecimento da jornalista Fátima Alves, ocorrido na última quarta-feira, em Porto Velho(RO), vitimada de um câncer, fere-me de morte. Perco uma irmã-companheira e uma parceira de lutas e de sonhos. E não é tão fácil. Conheci Fátima Alves no vigor de nossas juventudes, no início da década de 80 (1980). Éramos duas jovens sonhadoras, livres e estudiosas, que, oriundas do sertão da Paraíba, fazíamos o mesmo curso - Comunicação Social -, na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e descobríamos o mundo.

Moramos juntas, por seis anos, na Residência Universitária Feminina de João Pessoa(PB), moradia estudantil onde conviviam cerca de 200 pessoas, todas vindas do interior do Estado. Corpo sempre, aparentemente frágil, mas mulher de uma coragem impressionante, Fátima Alves ou ‘Fatinha’, como a chamávamos, logo conquistou a atenção e o carinho de todas nós, jovens garotas que caminhavam “contra o vento, sem lenço, sem documento”, em busca de nossas verdades, sonhos, ideologias.

Neste caminhar, vivemos aventuras, próprias desta fase da vida. Era um tempo de regime ditatorial no país, e o movimento estudantil efervescente daquele momento, engrossava a luta pela redemocratização. Vieram as fervorosas manifestações pelas Diretas Já, colorindo as praças e avenidas do nosso país, e lá estávamos nós, verdes na política, mas empunhando as bandeira de liberdades e democracia.

Com sua serenidade, Fátima Alves foi escolhida por nós, presidente da diretoria da Residência Universitária Feminina da Paraíba, pois a víamos como uma pessoa capaz de ser a nossa voz, suave e firme, para reivindicar nossos pleitos junto à Reitoria da UFPB.

Como dirigente da Residência Universitária, Fátima Alves negociou emandas e assumiu com determinação um projeto de visibilidade daquele espaço juvenil, até então, discriminado e jogado às traças, pelos administradores da coisa pública, no âmbito da educação superior. Juntas, elaboramos um projeto cultural chamado “Gralha Canalha”, que visava reafirmar a cultura nordestina e se constituir em um espaço para a promoção da produção artístico-cultural do mundo universitário daquele tempo.

Terminamos o curso em 1986, eu a convidei para vir a Rondônia, Estado novo da federação, onde minha família buscava sobrevivência, depois de migrar do Nordeste. O que era uma visita se tornou uma vida. Em Porto Velho, da mesma forma de outrora, Fatinha também conquistou simpatias, fez amigos e amores. Mas nestas bancas, antes que eu esperasse, ela ancorou porto. Fez família e fez história. Uma história composta de alegrias e dores, vendavais e calmarias. Enfrentando obstáculos mil, tocou seu projeto de vida, sendo uma guerreira-lutadora, da primeira à última hora.

Profissional competente, Fátima Alves sempre buscou cumprir com seus deveres e imprimir ética à profissão. Como militante política, foi coerente e buscou sempre o consenso em vez do grito. Como mãe, doou-se ao extremo. Como amiga, se deu por inteiro.

Falar sobre Fátima Alves, hoje, só me é possível com o coração, que tomado de saudades e tristezas, não avista lugar para razões nem espaços para poesias. Assim, ainda incrédula diante de sua breve passagem sobre minha vida, esperarei o tempo seguir seu curso, para eu crer que ela se foi e que está entre os espíritos bons na outra dimensão. Só posso dizer que Fatinha merece minha eterna lembrança e respeito. Só sei que dói muito perdê-la. Com saudades e tristezas.

(*) Edneide Arruda é jornalista.

 



 

Palestra – Amanhã o professor Ronildo violonista dos bons vai proferir na Casa da Cultura Ivan Marrocos a palestra.

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Inteligência musical aplicada

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Amigos da Cultura, ouvir Ronildo ao violão é um grande privilégio. Ouvi-lo falando é edificante. Palavras do artista plástico Geraldo Cruz.

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A palestra versa sobre a musicalidade e o homem, uma parceria que transcende a própria consciência humana.

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Participar de um momento impar como esse e ainda mais contribuir para que a poesia de Flávio Carneiro possa passear entre nós, é simplesmente indescritível.

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Sabem por que o Flávio Carneiro entra nessa?

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Acontece que uma turma de amigos do poeta Flávio Carneiro que esta convalescendo de uma doença há mais de cinco anos, resolveu atender um dos anseios do criador do Arraial Flor do Maracujá patrocinando a publicação de seu livro. “Diga-se de Passagem”.

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A dupla Sandro Bacelar e Gioconda coordenam o show que vai acontecer no dia do lançamento do livro.

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Voltando à palestra do Ronildo.

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Colaborando com a irrisória quantia de R$ 20,00.

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Além de assistir a palestra do Ronildo vai colaborar com a edição do livro “Diga-se de Passagem”.

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Vamos ajudar a publicar o livro de Flávio Carneiro, se você não pode contribuir, Vai assistir à palestra assim mesmo e desfrute desses presentes.

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Falar de Flávio Carneiro é fácil e difícil ao mesmo tempo.

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Torna-se fácil, pois além de grande amigo e grande poeta, ele era incansável na defesa da cultura.

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Torna-se difícil quando temos que falar muito em poucas palavras.
 

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Local: Casa da Cultura Ivan Marrocos. Horário: 19h30 Dia: 22 de setembro de 2010

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CONVITE

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Familiares da jornalista Fátima Alves convidam para uma missa de sétimo dia de falecimento que será celebrada nesta quarta-feira (22/9), às 18h, na Catedral Sagrado Coração de Jesus, em Porto Velho. A família antecipadamente agradece.

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Por falar em Fatinha o jornalista Zé Carlos no seu blog Banzeiros, conta duas ótimas historias da jornalista que deixou saudades.

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Acessa via site Gente de Opinião o blog Banzeiros.

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Enquanto isso no Claudio Coutinho a Rádio Farol realizou mais um “Quadrilhão”

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Os vencedores foram: categoria adulto; 1º lugar A Roça é Nossa; 2º lugar Matutos do Triângulo Lascando o Cano; 3ª lugar Girassol das Três Marias; 4º lugar Arrasta Pé de Matutos e 5º lugar Nação Caipira.

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Na categoria mirim o resultado foi o seguinte:

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1º lugar Rodopio do Nacional; 2º ligar A Roça é Nossa; 3º Matutinhos da Princesa e 4º lugar Matutinhos do Triangulo Lascando o Cano.

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Apesar do temporal que inclusive levou algumas telhas de zinco o ginásio Claudio Coutinho ficou repleto de torcedores das quadrilhas que participaram de mais esse evento coordenado pela quadrilha Os Caipiras do Rádio farol.

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Parabéns a equipe do Severino pela organização.

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A noite preocupante registrada no evento.

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Foi a falta de criatividade de um dos grupos que não teve o que fazer, distribui entre seus brincantes bisnagas de Bom Ar

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E na hora que a música falava sobre exalar perfume, os dançarinos da quadrilha começavam a soltar spray de bom ar

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Em conseqüência da falta de orientação, muitos começaram a espirrar.

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Esse negócio de spray de bom ar, é prejudicial à saúde de muita gente.

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O cidadão que se diz criador de coreografia e de efeitos especiais deveria saber disso. Nota Zero.

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Fora essa mancada da “biba” de Candeias o Festival merece nota Dez.

 




 

PALCO GIRATÓRIO

Histórias de um mundo
e seres fantásticos


O Festival do Sesc prossegue encantando a criançada na manhã de hoje
O Festival Palco Giratório que está sendo apresentado sob a coordenação de cultua do Sesc/RO unidade Esplanada em Porto Velho, apresenta as 10h00 de hoje 21, no Teatro Um o espetáculo “Teatro Imaginário” voltado para o público infantil. “As peças que são apresentadas pela manhã e a tarde, tem como alvo os estudantes do ensino fundamental”, informa Fabiano Tertuliano. Teatro Imaginário é o quarto espetáculo apresentado pelo grupo de Teatro Mevitevendo/SP no Festival do Sesc/Ro.

Sinopse

Num lugar bem longe daqui, há muitos e muitos, existia um castelo abandonado, onde viviam dois solitários bufões. Contam que quando o vento da guerra soprou as bandeiras do palácio, o rei e a rainha fugiram apressados, deixando para trás aqueles que um dia lhes trouxeram tanta alegria.

Neste castelo, eles tinham agora pouca coisa além de um cachorro magro e um trono vazio, mas guardavam muitas lembranças e misteriosas histórias. Dizem que com isso, inventaram um mundo de coisas e seres fantásticos. E gostavam de pensar que, um dia, seus antigos reis voltariam para buscá-los. Construindo um universo de cabeça para baixo, entre bonecos e esperanças, eles criaram um teatro imaginário feito caixa de segredos - desses que se abre pouco a pouco, como um quintal mágico, guardador de surpresas e encantos.


Serviço

Idéia original e texto: Cleber Laguna
Direção Cleber Laguna e Márcia Fernandes
Criação de bonecos, máscaras e cenário Cleber Laguna
Criação de figurinos Cleber Laguna e Márcia Fernandes
Pesquisa sonora Márcia Fernandes
Confecção plástica Cia. Mevitevendo
Operação de luz e som Tarcísio Brum
Preparação corporal Adriana Patias
Ânima-atores Márcia Fernandes e Cleber Laguna
Técnica de animação Bonecos mistos e máscaras


 

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 Fonte: Sílvio Santos - zekatracasantos@gmail.com  
 
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