Porto Velho (RO) sexta-feira, 24 de janeiro de 2020
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Silvio Santos

Nossa homenagem ao Radialista Miguel Silva


Nossa homenagem ao Radialista Miguel Silva - Gente de Opinião

Na madrugada desta quinta-feira dia 9 de janeiro, por coincidência o Dia do Fico, deixamos de contar (no meio físico do nosso convívio) com a presença do particular amigo, Miguel Silva. Desportista e carnavalesco por excelência, Miguel e sua companheira há mais de 50 anos, a queridíssima professora Nazaré Silva muito fizeram e fazem pelo esporte e pela cultura do nosso estado.

Para homenageá-lo, reproduzimos a entrevista que gravamos com Miguel Silva no mês de setembro do ano de 2017.

A saudade é grande do amigo que acaba de partir. Aproveito para registrar nossas (minha e da Ana) à família de Nazaré Silva.

 

ENTREVISTA

Miguel Souza da Silva

O comentarista de futebol e outros carnavais

 

 

Houve um tempo que as ruas de Porto Velho eram cheias de “volante”, carro cujos proprietário (geralmente radialistas) colocavam algumas cornetas em cima da capota e saiam fazendo propaganda de lojas do nosso comércio. Assim o já famoso comentarista de futebol da equipe da Rádio Caiari e TV Rondônia Miguel Silva foi abordado pelo Babá, Silvio Santos e Bainha que o intimaram a levar seu fusquinha azul com as cornetas de som, para servir de carro de som do bloco que iria desfilar pela primeira vez no carnaval de Porto Velho era a Banda do Vai Quem Quer. Assim Miguel e seus colegas de rádio entraram para a história do carnaval de rua de Porto Velho como sendo os donos do primeiro carro de som da Banda do Só Vai Quem Quer. Outro feito na vida desse jovem de 71 anos, foi ser o responsável pela sonorização do 1º Arraial Flor do Maracujá que aconteceu no mês de junho de 1983 no espaço ao lado do Ginásio Cláudio Coutinho a equipe contava com o apresentador Antônio Roque, Julinho e Pedrão na técnica de som e tinha também o Volnei Alonso. “Uma das coordenadoras do Arraial era a Nazaré minha esposa. Fizemos o som do Maracujá até quando ele saiu do Claudio Coutinho em 1990”.

Conversar com Miguel Silva é ficar conhecendo melhor a história de Porto Velho.

 

ENTREVISTA

 

 

 

 

Zk – Você nasceu aonde?

Miguel Silva – Meu nome é Miguel Souza da Silva. Nasci em Oriximiná oeste do estado do Pará que fica no baixo Amazonas. Cedo fui morar em Belém onde passei a trabalhar como chefe de escritório na transportadora “Estrela do Norte”. Em 1972 a empresa me designou para vir gerenciar o escritório de Porto Velho. Quando cheguei aqui ainda era Território Federal de Rondônia e então pude acompanhar todo o trabalho de preparação para sua transformação em estado o que aconteceu em 1981 no governo do Coronel Jorge Teixeira.

 

Zk – Como foi que você passou a se envolver com transmissão de jogo futebol e outros esportes?

Miguel Silva – Isso começou em Belém onde tinha bom relacionamento com a equipe da Rádio Clube e do Jornal O Liberal. Quando aqui cheguei o pessoal ficou sabendo e o José Wilton Guedes me convidou para fazer parte da equipe esportiva da Rádio Caiari.

 

Zk – Qual o primeiro jogo que você comentou?

Miguel Silva – Foi um jogo que aconteceu no estádio Paulo Saldanha que também era conhecido como Campo do Ypiranga entre Flamengo X Moto Clube decisão do campeonato de 1972 e o Moto se sagrou campeão.

 

Zk – Além da rádio Caiari?

Miguel Silva – Somos pioneiros da TV Rondônia. Acontece que o João Dalmo que fazia parte da equipe da Caiari foi convidado para comandar o esporte na TV Rondônia que estava sendo implantada e nós fomos junto com ele. A sede da TV Rondônia ficava na rua Gonçalves Dias bem ao lado da prefeitura de Porto Velho. Outra investida nossa no rádio portovelhense, foi fazer parte da inauguração da rádio Parecis FM que era agregada à rádio Caiari. Na Parecis tínhamos um programa onde só tocava samba. Esse programa era levado ao ar à boca da noite e o pessoal se reunia no Bar “Capivara” que ficava na Joaquim Nabuco com a Almirante Barroso e depois fiou conhecido como Bar do Casemiro, para tomar umas e outras ouvindo o nosso programa. Ali por muito tempo, foi considerado o reduto dos sambistas, pois era lá que se encontravam todos os dias Silvio Santos, Bainha, Babá, Jorge Andrade a nata do samba de Porto Velho.

 

Zk – Seus filhos todos passaram a praticar natação e até se destacaram nacional e internacionalmente. Por um acaso eles herdaram esse amor pela natação de algum parente?

Miguel Silva – Temos seis filhos, quatro rondonienses e dois paraenses, chegamos ficamos e só vamos embora daqui quando Deus nos chamar. A questão da natação é muito simples de explicar, os meninos foram crescendo e a natação é um dos esportes adequados para o período de crescimento da criançada, para completar, fui um dos fundadores da Federação Aquática de Rondônia, levei as crianças para aprender a nadar no Ferroviário, cresceram, depois fomos para o Ypiranga. Em 1997 disputando o campeonato brasileiro em São José do Rio Preto o técnico do clube Pinheiros que até hoje é referencia na natação brasileira, levou dois dos nossos filhos para São Paulo. Na realidade todos os seis se destacaram na natação nacional e internacional, o Bira foi o primeiro atleta que saiu daqui para fazer curso nos Estados Unidos da América – USA o Júnior foi pra Rosário na Argentina, a Simone esteve na Austrália e Europa foi durante 4 anos a melhor nadadora brasileira na categoria Máster; o Guto foi pra Venezuela na cidade de São Felipe como integrante mais jovem da seleção brasileira junto com Gustavo Borges e o Xuxa os grandes nomes da natação brasileira, o Fábio foi campeão da  copa Latinoamereicana em Portugal e hoje está nos Estados Unidos a Soraya foi a  1ª nadadora de Rondônia a participar de uma final de brasileiro.

 

Zk – Fala sobre a equipe esportiva de vocês. Quem era quem?

Miguel Silva – Na rádio Caiari quem comandava era o José Wilton Guedes, João Dalmo que foi convidado para dirigir o Departamento de Esportes da TV Rondônia e levou toda a equipe e eu era o comentarista. Na Rádio Eldorado já foi com o José Ribamar o melhor narrador de futebol que já apareceu por aqui, hoje ele esta em Natal no Rio Grande do Norte. Inclusive fizemos parte da criação do Copão da Amazônia com a equipe da rádio Caiari e acompanhamos as edições que aconteceram em Macapá (AP) e em Boa Vista (RR). Moto Clube foi bi campeão e o Ferroviário também venceu o torneio que foi criado pelo jornalista Vinicius Danin.

 

Zk – Há quem diga que o futebol amador daquele tempo era mais profissional que o profissional de hoje. Você concorda?

Miguel Silva – Naquele tempo os atletas jogadores recebiam uma gratificação (bicho) por vitória, porém o mais interessante, era que os dirigentes quando se interessavam por um jogador, ofereciam um contrato de emprego em suas empresas ou nos órgãos do governo. Seu Dudu presidente do Flamengo era pessoa influente no governo do Território e arranjava emprego para seus craques ou no governo territorial ou na prefeitura. O seu Joaquim Pereira da Rocha junto com seus filhos Rochinha, Rochilmer e Aderbal comandavam o Moto Clube e ainda tinha a família Mourão dona da famosa Casa Mourão & Irmãos que empregava alguns jogadores. Pelo lado do Ypiranga tinha o seu Abiguar de Miranda, seu Queiroz o Albertino que eram pessoas influentes do no governo e no comércio e o Ferroviário tinha a Madeira Mamoré e depois o 5º BEC e assim, eles conseguiam trazer craques de outros estados, em especial de São Paulo (caso do Moto Clube). O Botafogo era comandado pelo José Camacho grande empresário do comercio e do setor hoteleiro e com isso nosso campeonato pegava fogo. Dava gosto de ver o estádio Aluizio Ferreira super lotado de torcedores com suas charangas e muita disputa.

 

Zk – Agora vamos falar do Miguel folião de carnaval?

Miguel Silva – O folião veio do berço, brincava em Belém e quando vim pra cá, passei a freqüentar os blocos e escolas de samba da cidade. Em parceria com outros foliões criamos o Bloco Cacique de Rondônia no estilo do bloco carioca Cacique de Ramos. Antes do Cacique brinquei no Bloco da Chuva. Agora quanto à escola de samba não me envolvi com uma em especial. Em Belém torço pelo “Rancho Não Posso me Amofinar” – (cantando - Quem é do Rancho tem amor não se amofina, já dizia vovó desde os tempos de meninas). No Rio de Janeiro sou Flamengo e Mangueira.

 

 

 

Zk – Como foi que você conheceu a professora Nazaré Figueiredo da Silva?

Miguel Silva – É uma história simples, mas, que tem as bênçãos de Deus. Sou de Oriximiná e a Nazaré é de Chaves uma cidade da Ilha do Marajó e foi morar em Belém na casa de uma família que era amiga da minha tia onde eu morava. Ela tinha 14 anos de idade olhei pra ela, ela me olhou e começamos a namorar exatamente no dia que ela completou 15 anos. Já estamos trabalhando nos preparativos da nossa festa de Bodas de Ouro (50 anos de casados) que vai ser no dia 25 de maio de 2018. Por falar nisso estou com essa cara de quarenta, mais tenho 71 anos de idade.

 

Zk – Um grande administrador?

Miguel Silva – Cito dois: Jorge Teixeira e Chiquilito Erse. O Chiquilito enquanto prefeito da cidade, um dia parou em frente da nossa casa, ele era muito amigo do meu filho Guto e viu a precariedade que era nossa rua, ele mandou asfaltar e não sei se pela amizade, o asfalto que colocaram naquele tempo, tá lá até hoje e é considerado o melhor das ruas de Porto Velho.

Zk – Para encerrar. O que você tem a dizer aos candidatos a prefeito de Porto Velho?

 

Miguel Silva – Que se preparem para administrar a cidade com competência. Queremos um gestor que faça um trabalho que nos orgulhe em dizer que somos porto-velhenses.

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* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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