Porto Velho (RO) segunda-feira, 25 de março de 2019
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Silvio Santos

Lenha na fogueira: Preste atenção no que publica - Comerciantes da Jatuarana não querem ensaio de blocos - Cineasta negra e homossexual lança livro sobre angústias e superações


Lenha na fogueira: Preste atenção no que publica - Comerciantes da Jatuarana não querem ensaio de blocos - Cineasta negra e homossexual lança livro sobre angústias e superações - Gente de Opinião

Lenha na Fogueira


Preste atenção no que publica, para depois não ficar pedindo desculpa, pela má redação do texto publicado.

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É comum dizermos coisas não devidas, quando estamos no calor de uma discussão e até de uma reunião de trabalho. Existem aqueles que pensando que estão agradando o chefe, publicam por sua conta e imaginação o que nem chegou a ser ventilado durante a reunião.

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Isso foi o que deve ter acontecido, com o assessor escalado pelo Departamento de Comunicação da Prefeitura de Porto Velho, para cobrir a reunião entre o presidente da Funcultural Antônio Ocampo e os dirigentes de Seis Blocos de Trio Elétrico, ocorrida na última segunda feira dia 7.

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Já não bastasse o estresse, vivido pelos dirigentes das escolas de samba de Porto Velho, com as declarações do prefeito em não repassar recursos para as agremiações filiadas à Fesec.

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O assessor ou assessora que cobriu a dita reunião, fez publicar, que os dirigentes dos Blocos, procuraram o Ocampo para concordar com o não repasse de recursos para as escolas de samba.


Veja a nota publicada: Funcultural confirma que Porto Velho terá carnaval de rua

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Assim que a matéria foi postada nos sites de notícias, na manhã de ontem, os dirigentes das escolas de samba e da Fesec ficaram mais nervosos, afinal de contas, a direção da Federação – Fesec ainda busca uma solução junto a alguns políticos, no sentido do prefeito revogar sua decisão.

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Quando me refiro ao profissional escalado para cobrir a reunião na Funcultural, é porque dirigentes da Fesec me procuraram, para saber se realmente a direção da Banda do Vai Quem Quer havia declarado, como está na matéria, distribuída e publicada, que apoia o prefeito. Fui questionado porque sou o vice-presidente da Vai Quem Quer.

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De imediato liguei para a presidente Sicília Andrade solicitando uma explicação sobre a matéria, que “diz que a Banda e mais 5 blocos declararam apoio ao prefeito, quanto ao não repasse de recursos para as Escolas de Samba”

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A resposta veio através o Watts App – Siça Andrade: Sílvio emite uma nota em nome da Banda, inclusive, que após a reunião, eu falei pro Ocampo que estava “EXTREMAMENTE TRISTE” com o ocorrido, pois as escolas necessitam desse apoio. Em nenhum momento falamos em Escola de Samba. Nossa reunião foi pra pedir que ele se retratasse quando ao carnaval dos blocos, uma vez que a palavra CANCELADO estava nos prejudicando junto aos patrocinadores.

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A outra pauta era a questão dos blocos da Jatuarana. Depois dessas declarações, não precisa mais redigir outra nota a respeito do assunto. Está esclarecido que em menos de 48 horas, a assessoria do prefeito Hildon Chaves publicou duas matérias que podem ser consideradas Fake News.

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A primeira foi afirmando que o governador havia dito que não apoiaria o carnaval de Porto Velho, coisa que segundo o chefe da Secom não aconteceu.

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E ontem foi a matéria dizendo que os dirigentes de Blocos de Trio procuraram o presidente da Funcultural Ocampo Fernandes para declarar apoio, a decisão do prefeito em não repassar recursos para as escolas de samba.

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Inclusive essas postagens, não apenas prejudicam as Escolas de Samba, mas, também, a permanência do Ocampo a frente da Funcultural, pois dificilmente alguém vai acreditar que não foi ele quem aprovou a redação da Nota Publicada na mídia de um modo geral.

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Esse negócio de fake news está facilitando a vida de muitas autoridades, em especial, as lideranças políticas, pois se a repercussão da publicação for negativa aos seus propósitos, eles logo divulgam que não falaram nada daquilo e que “É tudo fake news”!


Comerciantes da Jatuarana não querem ensaio de blocos

Alguns dirigentes de blocos de trio elétrico de Porto Velho, procuraram o presidente da Funcultural de Porto Velho Antônio Ocampo Fernandes na tarde da última segunda feira dia 7, e solicitaram que o presidente convocasse uma coletiva com a imprensa e afirmasse, que os desfiles dos blocos de trio elétrico em 2019, estão confirmados e serão realizados de acordo com a programação elaborada pela prefeitura de Porto Velho através da Funcultural. “Durante a reunião nenhum dirigente de bloco comentou alguma coisa a respeito da decisão do prefeito em não repassar recursos para as escolas de samba”, disse a presidente da Banda do Vai Quem Quer Siça Andrade. Do mesmo jeito, o presidente da Funcultural Ocampo Fernandes declarou a nossa reportagem na manhã de ontem 08, via telefone, já que ele se encontrava em Rolim de Moura município da Zona da Mata: “Zekatraca realmente durante a reunião com os blocos, não foi ventilado nada sobre as escolas de samba”, disse Ocampo.

Na realidade, prosseguiu Ocampo, entre outros assuntos inerentes aos desfiles dos blocos, tratamos de transmitir e discutir o que o Ministério Público nos solicitou que foi, apresentar uma proposta plausível, que atenda a solicitação feita pelos comerciantes da Zona Sul.

Acontece que os comerciantes da Zona Sul, fizeram um abaixo-assinado ao MP para que as ruas daquela região, não sejam fechadas para os ensaios dos blocos Jatuarana Sul, Furacão e Leva Eu. “Deixando claro que os comerciantes não são contra a realização dos desfiles nos dias programados pela prefeitura, eles apenas não concordam com o fechamento da avenida para o pré-carnaval”, acentuou o presidente da Funcultural.


Alternativa

Para solucionar a questão dos ensaios (pré-carnaval), a Funcultural deu duas opções de espaço: o Parque dos Tanques e o Mercado Cultural. A maioria optou pelo Mercado Cultural, que já tem estrutura, é no centro da cidade e a área é cercada por grades. “Esta foi a melhor decisão adotada por eles”, declarou o presidente.


Comerciantes – MP

Na reunião, foram discutidas ainda questões referentes às reclamações feitas ao Ministério Público do Estado (MP), por parte dos comerciantes e moradores dos corredores onde desfilam os blocos do Areal, do Mocambo, da Pinheiro Machado e da zona Sul. Eles (comerciantes) querem que a festa encerre mais cedo, por volta das 3h da manhã. Alguns blocos chegam a amanhecer o dia. O MP está ouvindo empresários e representantes dos blocos para chegar a um acordo.

Além da administração da Funcultural, participaram da reunião os blocos Areal Folia, Até que a Noite Vire Dia, Vai e Volta, Banda do Vai Quem Quer, Murupi e Jatuarana Sul.


SIL AZEVEDO


Cineasta negra e homossexual lança livro sobre angústias e superações

Crescida na periferia de Japeri, no Estado do Rio de Janeiro, uma jovem, de família bem humilde, aos 15 anos de idade, perderia, de um dia para o outro, sua mãe e absolutamente tudo que tinha. Todos os seus pertences, sua casa, seu irmão, sua vida, tudo, como em um passe de mágica, se desmaterializou. A partir deste dia, nasceria o medo de admitir a solidão, o que a levou a se esconder de si e de todos, alimentando diariamente um silêncio que se perpetuou por 28 anos.

A menina negra, que conseguiu acolhimento em nova família, se descobriu homossexual a partir de um amor da juventude e, frente ao preconceito e à homofobia tão viris e caras a nossa sociedade, fez da introspecção e do silêncio seus maiores conjugues, como também combustível para a criação literária. Assim nasceu “Filho de Prostituta”, coletânea de 28 poemas escritos pela autora e cineasta carioca Sil Azevedo, um texto por ano, que ganha, após esse longo período de autocamuflagem, o formato de livro.

Escritos em um pequeno caderno dos seus 15 aos 42 anos de vida, os poemas foram a maneira que a autora encontrou ao longo da vida de registrar fatos e sentimentos, pois faltava-lhe a coragem de compartilhar com qualquer outra pessoa. E mais: o receio de que seus escritos fossem descobertos a levou se utilizar de metáforas, escondendo-se ainda mais dentro do próprio esconderijo. Para contextualizar, em cada poema, a autora inseriu narrativas sobre os episódios, facilitando o entendimento do leitor e da obra como um todo. Já adulta e cineasta premiada, reencontrou a menina por quem foi apaixonada durante toda a vida - e que lhe ofereceu a chance de retornar para o mundo que havia perdido – o que marcou sua decisão de resgatar os escritos e torná-los públicos, encerrando de vez o hábito de se esconder em linhas daquele caderno. “Vinte e oito anos depois eu finalmente me convenci a confrontar meu medo, me libertar da fantasia, me despedir das vidas que não me pertenciam e assumir definitivamente quem eu realmente era, afinal de contas, a vida não deixou de acontecer só porque eu não queria participar dela e os anos visíveis nas marcas em meu rosto, me mostram todos os dias que se eu insistisse em continuar me escondendo, em breve, não haveria mais tempo para que eu pudesse ser absolutamente mais ninguém”, revela Sil Azevedo.

Como um instrumento de sobrevivência, a literatura foi um escape para Sil, assim como para uma geração de pessoas que viviam em situação de pobreza. “Nós não tínhamos acesso a nenhuma forma de lazer que não fosse as viagens imaginativas que os livros nos proporcionavam”, comenta a autora, que descobriu a magia das letras em sua primeira visita à Biblioteca Nacional, no centro do Rio, ao se deparar com a poesia de Camões.

Ao se aceitar enquanto uma mulher homossexual, negra e de origem humilde, Sil Azevedo traz à tona a discussão elementar dos direitos sociais e individuais, e propõe, através da publicação de suas revelações mais íntimas, questionar os padrões que incitam o preconceito e a negação das diferenças. (Cezanne Comunicação - Assessoria de Imprensa em Cultura e Arte)

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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