Porto Velho (RO) terça-feira, 20 de agosto de 2019
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Silvio Santos

Lenha na Fogueira - Começa hoje Festival Cultural do Distrito de Nazaré do Madeira - Acadêmicos da Zona Leste e Workshop de Carnaval


Lenha na Fogueira - Começa hoje Festival Cultural  do Distrito de Nazaré do Madeira - Acadêmicos da Zona Leste e Workshop de Carnaval - Gente de Opinião


Lenha na Fogueira 

De hoje a oito dias, começa a 38ª Edição do Arraial Flor do Maracujá. Na realidade, quem está completando 38 anos de existência, é a Mostra de Quadrilhas e Bois Bumbás, que aconteceu pela primeira vez (com esse nome), em junho de 1982, na quadra de esportes do Colégio Rio Branco no bairro Nossa Senhora das Graças.

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O Arraial Flor do Maracujá só aconteceu no ano seguinte, ou seja, em 1983, justamente ao lado do Ginásio Claudio Coutinho no bairro Caiari.

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Como o brasileiro tem a mania de reduzir o nome dos eventos, o que nasceu como Mostra de Quadrilhas e Bois Bumbás passou a ser chamado de Arraial Flor do Maracujá.

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Este ano, sem que a maioria dos envolvidos no evento perceba, a festa está sendo dividida entre duas entidades.

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Sejucel e Federon – A Sejucel é a responsável pela realização do Arraial Flor do Maracujá enquanto a Federon é a responsável pela Mostra de Quadrilhas e Bois Bumbás.

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Acontece que tudo que diz respeito à montagem e organização das Barracas, Parque de Diversão e Estacionamento, está sob a coordenação da equipe da Sejucel que tem a frente o superintendente Jobson Bandeira.

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Já a organização das apresentações que fazem parte da Mostra de Quadrilhas e Bois Bumbás, tais como Regulamento das apresentações dos grupos folclóricos, tipo coordenação de Concentração, Apresentação na Arena, Dispersão, e retirada das alegorias e cenários, está sob a responsabilidade da Federon, inclusive, a seleção das pessoas que vão atuar como JULGADORES das apresentações.

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Podemos dizer, que a Mostra de Quadrilhas e Bois Bumbás passou a acontecer desde 1983, no Arraial Flor do Maracujá.

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Ao contrário do que está acontecendo este ano, por alguns anos o Arraial Flor do Maracujá foi administrado por uma entidade que tinha CNPJ próprio no caso, a Associação dos Funcionários da Secet – Secretaria de Cultura Esporte e Turismo. Que podia comercializar os espaços para montagem das barracas, parque de diversão e exclusividade da marca de cerveja que por alguns anos foi da Cerpa.

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Este ano, sem querer, as coisas se inverteram, pois, a Sejucel ficou com a parte da administração do Arraial Flor do Maracujá e a Federon com a organização da Mostra de Quadrilhas e Bois Bumbás.

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É complicado, mas, é assim que está acontecendo. É como diz o dito popular: “Dois bicudos não se beijam!”.

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As duas entidades estão realizando uma festa, que daqui a oito (8) dias, vai acontecer num mesmo espaço e local porém, cada uma fica pro seu lado.

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Espero que na hora “H”, não baixe o “Piti” entre os responsáveis pelas duas festas em uma.

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O mais legal disso tudo, é que pelo visto, tanto a Mostra de Quadrilhas e Bois Bumbás como Arraial Flor do Maracujá serão sucesso.;

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Para isso o governo estadual não está medindo esforços. A publicidade sobre o evento está ótima.

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Outra coisa que vai garantir o sucesso da festa, é que os grupos folclóricos, tanto de Quadrilhas e Bois estão fazendo das tripas, coração, pelo visual de suas indumentárias e alegorias.

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Quem frequenta os bastidores dos grupos folclóricos (como a gente), pode ver que o visual das apresentações vai ser das melhores dos últimos tempos.

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Até curso para JULGADORES está sendo ministrado pela FEDERON. O responsável pela formação dos julgadores, é, nada mais, nada menos que o catedrático e respeitadíssimo professor Marco Teixeira.

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Pra não ficar apenas no folclore. Hoje a escola de samba Acadêmicos da Zona Leste realiza Workshop – Escola de Samba: Tradição, Planejamento e Gestão Pública a partir das 15 horas no Teatro Banzeiros.


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FESTEJO

Começa hoje Festival Cultural do Distrito de Nazaré do Madeira 

De barco motor, rabeta, motor de popa e até de canoa, a população do baixo e médio rio Madeira e de Porto Velho se encontra nesta sexta feira 19 e amanhã sábado 20, da 53ª  edição do Festival Cultural do Distrito Nazaré, localizado entre os Distritos de São Carlos e Calama.

Desde o inicio da semana, os chamados barcos de recreio e lanchas expressas, transportam amantes da cultura regional rumo a Nazaré. Hoje o Festival conta com a coordenação do Instituo Minhas Raízes dirigido pelos músicos produtores culturais Teimar, Tim Maia e Túlio. A programação conta com show musicais, exibição de documentários, apresentações folclóricas e forró. “Nazaré é a capital cultural do baixo e médio rio Madeira”, disse a blogueira Luciana Oliveira.

O idealizador do festival foi o pioneiro professor, Manoel Maciel Nunes pai dos criadores do Instituto Minhas Raízes.

HISTÓRIA DE NAZARÉ

Transcorria o ano de 1916, quando subiu as barrancas do Rio Madeira em uma erma localidade do Baixo Madeira, um rico cearense à procura de aventura e riquezas. Este aventureiro chamava-se Eduardo Costa, que logo adquiriu terras em torno de um grande seringal, que mais tarde seria chamado de Seringal Nazaré e estava localizado cerca de dez quilômetros da margem direita do rio Madeira. Para facilitar o escoamento da produção de Seringa e Sorgo, o já seringalista Eduardo Costa começou a abrir um canal que ia da margem do Rio Madeira até o primeiro lago que é chamado de Lago do Peixe Boi.
Deu muito trabalho para concluir o canal, que levou o nome de “Boca do Furo” e levou mais de 9 anos para se chegar ao Rio Madeira e segundo a lenda, isto só foi possível depois de Eduardo Costa fazer uma promessa, de que após a conclusão da obra, ele construiria uma Igreja em homenagem á Nossa Senhora de Nazaré. A igrejinha ficou pronta em 1951.
Acometido por uma forte malária o Sr. Eduardo Costa faleceu no final de 1956 e o seu primogênito Eduardo Costa Filho assumiu o controle dos negócios do pai. Conhecido pelo carinhoso apelido de seu Nanã, começou a ter problemas no seringal devido a brusca queda de preço do Sorgo e Seringa e começou a dispensar os funcionários e estes ficaram em torno do Barracão de seu Nanã e da Igreja, depois de um certo tempo, já tinha aproximadamente 15 famílias no local e assim surgiu a Vila de Nazaré do Rio Madeira.

MACIEL

Em 1966 apareceu na Vila, um seminarista chamado de Manoel Maciel Nunes, que aos poucos foi se tornando um grande líder, professor e uma espécie de clérigo religioso.

Seu Maciel foi o grande incentivador e formatador da Cultura do Baixo Madeira, compunha letras e músicas, ensinava também a fazer artesanatos e peças de barro.

Chamou um antigo companheiro o Sr Artêmio Áquila Ribeiro, hoje conhecido por seu Artêmis, para dividir o ensino das aulas para os alunos da Comunidade, eram ministradas aulas de português, matemática, ciências, história e geografia e em dois turnos; manhã e a tarde.

Seu Artêmio encerrou suas atividades como professor em 2002 e se orgulha em dizer que deu aulas pra mais de 900 alunos.

O grande diferencial de Nazaré do Rio Madeira está na sua Cultura e movimentos artísticos e o grande responsável foi Seu Maciel, que trouxe para a Comunidade a tradição da Dança do Seringandô, oriunda do Lago Uiruapiara, estado do Amazonas.
Outro pioneiro da Comunidade, excelente torrador de farinha de mandioca; Venâncio Ferreira Brandão, que criou o famoso Boi Curumim, disse que no início de 1987 os festejos eram realizados no mês de junho, ele que carregava o boi e organizava toda a garotada.

Todos os anos, na Abertura do Festival Folclórico de Nazaré, o Trio Filhos de Nazaré, ou a Velha Guarda de Nazaré, composta dos antigos pioneiros: Artêmis, Venâncio e Getúlio com suas afinadíssimas vozes, abrilhantam os Festejos.

O seu Artêmis sempre fala: “Venha Conhecer Nazaré do Rio Madeira, o Nosso Paraíso....”


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Acadêmicos da Zona Leste, Workshop de Carnaval 


A comunidade carnavalesca de Porto Velho, tem a oportunidade de aprimorar seus conhecimentos, na tarde desta sexta feira 19, ao participar do Workshop de Carnaval – “Escolas de Samba: Tradição, Planejamento e Gestão Pública”. Que será realizado pela escola de samba Acadêmicos da Zona Leste, no Teatro Banzeiro a partir das 15 horas.

Vários especialistas estarão proferindo palestra sobre os seguintes temas: História do Carnaval no Brasil (Professor Uilian Nogueira); Carnaval – Bailes, Blocos e Escolas de Samba em Porto Velho (Professor Ítalo de Lima Moura); Planejamento e Organização do Desfile das Escola de Samba (Hudson Mamedes); Enredos e Narrativas nos Aspectos Identitários das Escolas de Samba (Professor Marco Teixeira); Mesa Redonda: O Papel do Poder Público na Construção do Desfile das Escolas de Samba (Gestores Culturais – Cândida Bebel e Fabiano Barros).

Também será exibido o Documentário: Marileide Gonçalves: Vida, Fé, Cultura e Arte em Forma de Mulher (Professor Carnavalesco Cliuson Torres). O encerramento será no Pub Querubim com o show de Samba com o grupo Camafeu.

O evento é gratuito, o credenciamento será realizado na portaria do teatro |Banzeiros a partir das 14 horas.

SERVIÇO

Dia: 19/07/2019

Hora: 15h às 20h

Local: Teatro Banzeiros

Roda de Samba: 20h Querubim Pub

Quaisquer dúvidas e informações: (69) 9 9376-7694. 

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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