Porto Velho (RO) terça-feira, 22 de junho de 2021
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Silvio Santos

Lenha na Fogueira com a morte de Cordeiro Júnior e o projeto da Mestra Maria Waldelice: A Tradição do Vale do Guaporé


Lenha na Fogueira com a morte de Cordeiro Júnior e o projeto da Mestra Maria Waldelice: A Tradição do Vale do Guaporé - Gente de Opinião

enha na Fogueira

 

Nosso querido “Nego Véio”, nos deixou e não foi de Covid. Estou me referindo ao Cordeiro Júnior. Aliás, ao artista cantor e compositor Cordeiro Júnior que entre tantas especialidades, também se destacou como excelente músico.

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Quem não se lembra da música “Vai Nego Véio” que fez o maior sucesso num Festival Aberto de Música do Sesc/FAM-SESC.

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Cordeiro Júnior fazia parte de uma família que muito se destacou na história recente de Porto Velho, Filho da Tereza e neto do famoso Guarda “Pau Seco” e sobrinho de um ótimo jogador de futebol, também chamado carinhosamente de “Pau Seco”, além de sobrinho do Waldir e irmão do Oduvaldo. Convivi quando criança, das merendas servidas por dona Marcelina avó do Cordeiro Júnior que morava numa das casas do seu Herculano dono de um casarão, justamente no terreno onde hoje existe o IARA HOTEL na General Osório.

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Com o tempo, encontro o Cordeiro Júnior envolvido nos movimentos culturais em especial, nos shows musicais.

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Daí para os festivais de música foi um pulo. Ultimamente quando ainda podiam acontecer os shows presenciais, Cordeiro atuou junto com o Heitor Almeida na produção do Projeto “Seresta Cultural” que acontecia às Quintas-feiras no Mercado Cultural.

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No 5º Cultural do BASA fez questão de me homenagear usando uma indumentária (minha) de Amo de Boi. Cordeiro era o único que sabia de cor e salteado, uma Toada Composta pelo Zezinho Maranhão em minha homenagem.

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Esse é o Cordeiro Júnior que quero que fique para sempre em minha lembrança; uma pessoa amiga, alegre e sempre passando positividades aos que o procuravam. Poucos sabiam dos problemas de saúde vividos por ele. Problemas que o levaram para o Reino do Senhor na tarde de ontem sexta feira 23 de abril. De acordo com a família, o velório será na funerária São Cristóvão entre as 8h30 e 10h30 de onde sairá para o Cemitério de Santo Antônio.

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SAUDADES ETERNAS!

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Tem um dito popular que diz: “Quem fala demais, dá bom dia a cavalo”. Não sei se essa expressão popular, cabe na situação na qual se encontra o prefeito de Porto Velho.

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Tudo porque em minha opinião, ele falou de mais quando descobriu que poderia adquiri 400 Mil doses de Vacinas contra a Covid 19, mesmo sem ter fechado o negócio, fato que só aconteceu vários dias depois dele ter divulgado, o prazo dado pela empresa responsável pela entrega da tal Vacina e então a conversa mudou.

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Pra confirmar o DITO POPULAR a Polícia do Rio de Janeiro em parceria com a de Pernambuco desencadeou uma operação contra os diretores da tal empresa que “vendeu” Vacina para várias prefeituras do Brasil.

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A sorte é que a grana depositada em conta especial no Banco do Brasil só seria repassada a empresa, após as VACINAS chegarem ao destino, em nosso caso em Porto Velho.

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Em minha opinião não existe golpe nenhum e até acredito, que o prefeito que viajou ao Rio de Janeiro pra tomar pé direitinho do andamento da Operação, vai voltar com a notícia, de que tudo não passou de um mal-entendido e que as VACINAS irão desembarcar em Porto Velho no início da segunda quinzena de MAIO.

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Aproveitando a deixa, o governador de Rondônia correu para a mídia e passou a divulgar que as DOSES de VACINA negociadas com o laboratório fabricante da SPUTINIK V a vacina da Rússia, assim que a ANVISA autorizar, em poucos dias desembarca em Porto Velho e serão UM MILHÃO DE DOSES.

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Quem assistiu as entrevistas do mandatário maior do nosso estado, aos vários canais de Televisão do nosso estado, ouviu muito bem ele tripudiar em cima do nosso prefeito, ao dizer: Não negociamos com intermediários. “Nossas vacinas foram negociadas diretamente com o governo Russo”.

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Há quem aposte que esse episódio das VACINAS, seja usado como a LARGADA DA CAMPANHA PARA O GOVERNO DE RONDÔNIA cuja eleição deve acontecer no próximo ano.

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Depois não repita aquela outra frase daninha: “Conheço um ladrão em questão de segundo”, mais ou menos por aí.

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Vem aí a campanha cujo mote principal será: “Yes eu tenho vacina pra dar e vender”.


Mestra Maria Waldelice: A Tradição do Vale do Guaporé

Lenha na Fogueira com a morte de Cordeiro Júnior e o projeto da Mestra Maria Waldelice: A Tradição do Vale do Guaporé - Gente de Opinião

A Mestra Maria Waldelice da Silva, também conhecida como Vovozona é de Guajará-Mirim e traz em suas veias ancestrais conhecimentos ligados aos rituais, festas tradicionais, cantos e danças na cidade de Guajará-Mirim – RO/Brasil e Guayaramerín do departamento do Bêni, na Bolívia, no Vale do Guaporé.

Valorizar esses saberes faz parte do projeto “Mestra Maria Waldelice: da Chicha ao Sagrado”, contemplado com o Edital n.º 81/2020/SEJUCEL-CODEC - 1ª EDIÇÃO MESTRE ALUÍZIO GUEDES DO EDITAL DE PREMIAÇÃO PARA MESTRES E MESTRAS DA CULTURA POPULAR DE RONDÔNIA, NO EIXO I – TABELA B, através da Lei Federal 14017/2020 - Lei Aldir Blanc, Governo do Estado de Rondônia, FEDEC/RO e Governo Federal

Maria Waldelice, a chicha e o sagrado

Maria Waldelice é conhecida por produzir a chicha, bebida fermentada de origem indígena, há mais de cinco décadas. É celebrada também por sua devoção e o empenho no festejo em homenagem a festa de São Benedito, o Santo Negro, que já é tradição no município, idealizado por ela e pela comunidade de negros remanescentes do vale do Guaporé e Vila Bela da Santíssima Trindade.

A festa expressa e valoriza a cultura negra na amazônica, contribuindo, também, para a valorização da dança, especialmente do rasqueado, que é a atividade que encerra a festa do santo, durante toda a festa é servida a chicha, bebida oficial dos festejos em homenagem ao santo.

A Chicha é confeccionada a partir do milho e é servido como refresco, vendido em garrafas pets de 2 litros, para pessoas da cidade e de fora, na própria casa da Maria Waldelice. 

Quem é Maria Waldelice?

Uma mulher negra, religiosa e devota de São Benedito e do Divino Espirito Santo. Assim é Maria Waldelice, uma guerreira e uma mestra na confecção da Chicha e na organização do festejo a São Benedito, o Santo dos Pretos, no Bairro de Santo Antônio, na Cidade de Guajará-Mirim, no Estado de Rondônia. Nasceu em Vila Bela da Santíssima Trindade, no Mato Grosso, em 06 de março de 1949, vindo para Guajará-Mirim, ainda criança, na década de 50.

“Quando estou dançando rasqueado tudo passa e tudo para, não há ansiedade, não há dor de cabeça e não há problemas... tudo é alegria e tudo é festa”.

Generosa e contadora das histórias ancestrais, reúne ao seu redor homens e mulheres que buscam saber mais sobre suas origens, sendo de vital importância para a transmissão de saberes em sua comunidade.

Serviço

Mestra Maria Waldelice: “Da Chicha ao Sagrado no Guaporé”

Data: 29 de Abril

Horário: 19 horas

Transmissão: https://www.facebook.com/maria.waldelice.52 e https://www.youtube.com/channel/UCtSsgqN_kwn2fOLzsrik0Yg

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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