Porto Velho (RO) sábado, 24 de outubro de 2020
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Gente de Opinião

Silvio Santos

ERRATA - O Surgimento de Porto Velho


Léia Leandro parece ter nascido predestinada a protagonizar fatos, considerados, se não escandalosos, pelo menos pitorescos. Assim aconteceu quando se candidatou pela primeira vez a deputada e como não conseguia espaço na grande mídia, resolveu, em sinal de protesto, durante um comício, mostrar o seios para o público. Foi o bastante, não conseguiu os votos que queria, mas, conseguiu o espaço desejado, só que os colegas da imprensa, levaram o que seria um protesto, para o lado pitoresco. Ainda envolvida com a política, entrou de mala e cuia na campanha que elegeu pela primeira vez o atual governador, como prêmio, ganhou um cargo na SETUR. Foi justamente na Setur onde eu também trabalhava, que ela começou a rascunhar, o que mais tarde se transformaria na peça de teatro infantil, "O Surgimento de Porto Velho". Seis meses depois, ela apresentou a peça no teatro do Instituto Maria Auxiliadora, justamente no dia 18 de outubro de 2003, o teatro ficou super lotado e a Léia empolgada anunciou que transformaria a peça em revista em quadrinhos. Passados quase quatro anos daquela apresentação no Maria Auxiliadora, Léia apresentou a revista em quadrinhos, no dia 27 de março no auditório do Senac durante uma festa considera das melhores por todos que lotaram o auditório. O sucesso do lançamento das revistas, quase foi ofuscado por uma pendenga envolvendo a captação de recursos, entre Léia e o ilustrador Cézar Cordovil. Esse episódio, passou a ser considerado "fichinha" frente ao que se seguiu no outro dia do lançamento. Acontece que na página 13 da revista que realmente conta a história do surgimento de Porto Velho, foi constatado erros gravíssimos, que não podem constar de uma publicação que tem como objetivo, contar a história da nossa cidade. O negócio tomou proporções inimagináveis, ao ponto de uma gama de historiadores, declararem a imprensa, que iriam solicitar providencias junto ao Ministério Público, inclusive para retirar a revista de circulação. Léia com os nervos a flor da pele chorava mais que menino com quebranto. Era historiador querendo "comer" o fígado da produtora cultural, teve até quem ameaçasse entrar com ação, para que os produtores da revista, devolvessem o dinheiro captado junto a algumas empresas.

De uma coisa temos certeza, os erros, detectados na revista, talvez sirvam para que os pesquisadores da nossa história, escritores, historiadores, curiosos e amantes da nossa cultura, decidam realizar um Seminário, onde serão esclarecidas as dúvidas sobre fatos que sempre estão sendo motivo de discussão nos meios culturais da cidade.

Qual a data da criação da cidade de Porto Velho, existiu mesmo o Velho Pimentel?

São perguntas que esperam uma resposta que caia na simpatia dos antigos moradores da cidade e dos historiadores de plantão.

Porto Velho precisa conhecer sua história o mais rápido possível.

Nessa entrevista, Léia Leandro assume os erros contidos na revista e promete corrigi-los o mais rápido possível.

E N T R E V I S T A

Zk – Quando surgiu a idéia da peça?

Léia Leandro – Surgiu quando fui trabalhar no Centro de Documentação do Estado de Rondônia e vi o estado de abandono no qual estavam os documentos que contam a nossa história. Era o monte de documento que ia do chão até o teto, além disso o prédio (do relógio) estava cheio de goteira. Justamos tudo aquilo, ordenamos e colocamos em caixa de arquivo como está até hoje. Cada papel que eu pegava me dava vontade de chorar.

Zk – Qual o motivo da emoção?

Léia Leandro – Por ter nascido em Porto Velho e morado na Casa 6, aquele estado de abandono, criou em mim um estado de revolta. Revolta pela falta de respeito das autoridades para com as pessoas que fizeram nossa história.

Zk – E a peça?

Léia Leandro – Foi lendo o livro "A Ferrovia do Diabo" de Manoel Rodrigues Ferreira e o livro "História Regional de Rondônia" 2ª Edição, dos historiadores Marcos Antônio Teixeira e Dante Ribeiro da Fonseca. Inclusive quem me apresentou o Dante e o Marcos foi o professor Doca que trabalha no Centro de Documentação. Foi também através do Doca que solicitei ao Marcos e ao Dante que revisassem o texto da peça teatral.

Zk – Essa revisão foi feita solicitada a mais alguém?

Léia Leandro – Sim! A professora Yadda Bozarcov também corrigiu, Veja bem, estou me referindo ao texto da peça teatral e não ao texto da revista em quadrinhos. Bom! Inclusive a professora Yedda colocou num papel o seguinte: "parabéns ao autor pela iniciativa, quero conhece-lo" e assinou Yedda Bozarcov. Esse papel está guardado como um troféu, pois não é toda hora que se recebe um elogio de uma pessoa tão importante. Inclusive nos a homenageamos no dia d lançamento da peça que aconteceu no dia 18 de setembro de 2003 no auditório do Colégio Maria Auxiliadora, onde também o escritor Vítor Hugo recebeu sua última homenagem em vida. Agora mesmo, por ocasião da revista em quadrinhos, homenageamos a professora Yadda pelos renomados trabalhos por ela prestado em prol da nossa cultura.

Zk – Acontece que ela declarou numa emissora de rádio, que não tem nada a ver com a revisão da revista e que você não estavam autorizados a colocar o nome dela como "Supervisão Pedagógica". Quer falar sobre isso?

Léia Leandro – Acontece que o estúdio "A" Avicena Estúdio", responsável pela adaptação e criação da figura, o cartunista Cézar Cordovil, acredito eu, que ele quis homenagea-la ou até enriquecer a revista, já que realmente ela fez a "Supervisão da Revista", ela apenas corrigiu o texto original que diz respeito a peça teatral e que na Revista vai da Página 22 a 60.

Zk – Antes de entrarmos no assunto você já falou sobre. Acontece que antes você apresentava apenas a peça de teatro o que a fez decidir em publicar uma revista em quadrinhos?

Léia Leandro – A minha vontade era levar informações as crianças e chamar a atenção da população e das autoridades, até porque, o dever e a obrigação da preservação do nosso Patrimônio Histórico Cultural são do Governo Federal, Estadual, Municipal e todos nós, inclusive de você Zekatraca. E mais, era o meu sonho fazer essa revista. Jamais pensei que a publicação da mesma iria causar essa polêmica toda. Sei que erre, mas, foi tentando acertar.

Zk – Por falar em erro. Onde estão os erros na publicação?

Léia Leandro – Por exemplo, na página 13 encontramos o erro mais questionado que é quanto a data da assinatura da Lei 41 que criou o Estado de Rondônia e data da e o local da assinatura da Constituição Estadual e o termo que classifica o Governador Jorge Teixeira como Administrador do Território.

Zk – Vamos falar de como vai ficar a "bendita" página 13, após a revisão, que aliás foi sugerida pelo jornalista Lúcio Albuquerque.

Léia Leandro – Primeiramente quero agradecer ao Lúcio Albuquerque a preocupação pela preservação da nossa história e até pela correção. Após a revisão o texto da página 13 vai ficar assim: A Lei Complementar n.º 41 que cria o Estado de Rondônia, foi assinada no Palácio da Alvorada pelo Presidente da República João Baptista de Figueiredo. Enquanto a Constituição do Estado de Rondônia foi promulgada pelo deputado estadual José de Abreu Bianco, presidente da Assembléia Estadual Constituinte, no dia 6 de agosto em cerimônia que aconteceu no Ginásio Cláudio Coutinho. Quem nomeou o Coronel Jorge Teixeira como primeiro governador do Estado de Rondônia foi o representante do Presidente da República na cerimônia Ministro da Justiça advogado Ibrahim

Abi-Ackel. O Ministro do Interior no caso o Coronel de Exército Mário Andreazza realmente esteve em Porto Velho participando da cerimônia, porém como mero convidado de Jorge Teixeira.

Zk – A correção é apenas nessa página?

Léia Leandro – Não, na página 4 da Revista em Quadrinhos para Colorir: Onde se lê, "Locomotiva Coronel Church trazida para Porto Velho em 1878 pela Companhia Inglesa... Leia-se Companhia Americana P.T. & Collins. Outras correções vão acontecer na grafia das duas revistas, para isso estamos contratando uma revisora formada em Letras Português. Outra falha foi o crédito dos autores que não consta da revista para colorir assim como o nome do autor do hino de Porto Velho Cláudio Batista Feitosa que foi omitido.

Zk – A quem você atribui tantos erros?

Léia Leandro – Temos que assumir. Os erros são de todos nós que assinamos como autores das publicações. Apesar de no texto original que é assinado pelo Cido Pereira e pela Léia Leandro, não existe tais erros. Os erros acontecem a partir da adaptação para as Revistas em Quadrinhos feitas pelo senhor Cézar Cordovil que não nos passou a "boneca" (prova) da revista após a conclusão da adaptação, foi direto para a gráfica e nós confiamos.

Zk – E como foi que Cézar surgiu na parceria?

Léia Leandro – Através de uma matéria publicada na página do Zekatraca onde ele divulgava a revista em quadrinhos "Justine". Na realidade, o primeiro cartunista que procuramos foi o artista João Zoghbi acontece que ele estava muito ocupado e não tinha tempo para assumir o compromisso. Foi quando lendo o Diário da Amazônia encontrei na página do Zekatraca o Cézar. Fiz contato, mostrei trabalho, ele cobrou 5 mil reais para fazer os desenhos só que nós não tínhamos o dinheiro pra pagar, então ofereci 30% dos direitos autorais e ele não aceitou ele queria 50% e o negócio terminou sendo fechado em 40 % de direito autoral, Esse contrato está registrado em cartório. Mesmo assim, ele se apossou do trabalho e não quis nos dar mais satisfação o que gerou uma série de polêmica, já que tínhamos compromissos com os patrocinadores. Inclusive, usando de má fé, ele omitiu nossos nomes na Revista "O Surgimento de Porto Velho para Colorir". Além disso ele ainda rouba a nossa idéia ao se auto-colocar como autor da revista "O Surgimento de Rondônia em Quadrinhos", essa idéia também é nossa, minha e do meu marido Cido Pereira.

Zk – Para encerrar. Quando realmente as revistas em Quadrinhos, "O Surgimento de Porto Velho" estarão a disposição do público totalmente corrigidas?

Léia Leandro – Creio que no máximo em um mês (30 dias), as revistas já estejam sendo distribuídas.

Zk –Tem preço?

Léia Leandro – Não! As revistas em quadrinhos dessa série não podem ser vendidas. Elas têm como patrocinador a Eletronorte através da Lei Rouanet e em conseqüência não podem ser vendidas. As revistas, volta a dizer, serão distribuídas gratuitamente.

Zk – E peça de teatro "O Surgimento de Porto Velho", também tem que ser encenada gratuitamente?

Léia Leandro – A peça não. O patrocínio ou o Projeto aprovado pelo Ministério da Cultura através da Lei Rouanet diz respeito apenas as Revistas. A peça tem um custo. Tem cachê dos atores, tem o transporte, tem os cenários, o figurino, maquilagem, assistente de direção enfim... Quem quiser que a [peça seja montada em seus colégios, clubes, praça, residência, festa de aniversário Tc...É só ligar para 9902-3061 falar com a Léia Leandro.

Zk – Você tem algum agradecimento a fazer?

Léia Leandro – Primeiro a Deus o meu Senhor Jesus. Aos historiadores que fizeram com que o "Surgimento de Porto Velho", se transformasse nessa polêmica, em virtude disso, todo mundo tá querendo ver, ler espiar e revista. Isso deu uma grande repercussão e serviu de alerta para todos nós envolvidos com a história da nossa cidade. Daqui pra frente, temos certeza, que quem se propor a escrever qualquer fato histórico sobre nossa cidade ou Estado, vai pensar duas vezes, vai tomar mais cuidado para que não aconteça o que aconteceu comigo. Quero agradecer o Silvio Santos por liberar a música de sua autoria "Porto, Velho Porto" que é usada como tema da peça. Agradecer os secretário de cultura do Estado e do Município, Jucelis Freitas e Júlio Yriarte que posso dizer, foram verdadeiro pai pra mim. Ao sistema Gurgacz de Comunicação que sempre me apoiou. As professora Yadda Bozarcov, ao historiador (bombeiro) Esron de Menezes e ao Francisco Matias e principalmente a todos os amigos que me fecharam as portas, foi através deles que reuni forças para lutar.

Zk – Mais alguma coisa?

Léia Leandro – Gostaria de deixar umas frases aos seus leitores: "Nunca deixe de sonhar, pois amanhã será um novo dia". "Se você quer escalar uma montanha e não tem como escalar, por mais alta que ela seja, procure construir uma corda porque com certeza você vai chegar lá". "Só os covardes desistem"

Fonte: Sílvio Santos

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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