Porto Velho (RO) quarta-feira, 8 de julho de 2020
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Silvio Santos

Daniela Spielmann e Sheila Zagury revisitam a obra de Jacob do Bandolim + Lenha na Fogueira e a Lei Aldir Blanc


Daniela Spielmann e Sheila Zagury revisitam a obra de Jacob do Bandolim +  Lenha na Fogueira e a Lei Aldir Blanc - Gente de Opinião

Lenha na Fogueira

 

O Senado aprovou por unanimidade, na tarde/noite de ontem dia 04 de junho, a Lei da Emergência Cultural Aldir Blanc.

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Foram 76 Sim, contra nenhum Não. Agora vamos ficar na expectativa de que o presidente Jair Bolsonaro sancione do jeitinho que foi aprovada, ou seja, sem nenhum veto.

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Mais de 5 milhões de artistas serão beneficiados com a Lei Aldir Blanc. Para o artista poder usufruir dos benefícios é necessário estar cadastrado, pelo estado ou município com tal.

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Em Rondônia o Conselho Estadual de Cultura através do presidente Chicão Santos, saiu na frente e está MAPEANDO os profissionais que atuam nas várias áreas da cultural e das artes em nosso estado.

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Se você ainda não se cadastrou, procura se cadastrar o mais urgente possível. Entra na página do Conselho no face book e faz teu cadastro.

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Por falar em cadastro! O pau está quebrando entre os cientistas da Unir. Veja matéria distribuída na tarde de ontem, a respeito do assunto:

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Os cientistas das diversas áreas do conhecimento se uniram para manifestar discordância pela alteração abrupta no edital que visa ao financiamento dos projetos de pesquisa submetidos ao Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC).

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Os quase 100 grupos de pesquisa enviaram uma carta aberta à Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PROPESQ) contra o novo critério de análise, que praticamente exclui a possibilidade dos estudantes das ciências humanas serem contemplados com as bolsas.


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O ponto anterior prezava pela "Relevância do projeto para o alcance dos objetivos do Programa de Iniciação Científica".

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A redação atual diz que os projetos serão avaliados pelo "Grau de aderência a uma das Áreas Prioritárias do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (estabelecidas na Portaria MCTIC nº 1.122/2020)", de 19 de março de 2020.

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Para tentar conter o problema, outras universidades federais, como a de São Paulo e de Pelotas, fizeram reservas da cota interna da instituição para as humanidades, algo que a UNIR praticamente impossibilita ao alterar justamente o critério de julgamento.

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Os projetos de pesquisa destas áreas podem sequer atingir uma pontuação qualificada para isso, competindo com igualdade.

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A errata com as modificações foi publicada em 19 de maio de 2020, após o período de recurso ao edital finalizado dois meses antes, em 22 março de 2020, impossibilitando qualquer questionamento.

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As mudanças aconteceram sem consulta ao comitê científico, responsável pela aprovação do edital e da seleção. As ciências exatas e da vida, além do PIBIC, possuem bolsas praticamente exclusivas, em virtude da natureza do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI), destinado ao "desenvolvimento e transferência de novas tecnologias e inovação", segundo o próprio edital.

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"Fato que desconsidera ainda a trajetória dos Grupos de Pesquisas e dos projetos em andamento, os quais poderão ser interrompidos por tais restrições. (...) que além de impor limites à produção científica das humanidades, comprometendo a qualidade dos cursos de graduação e pós-graduação, muitos estudantes serão negativamente afetados com tal política", diz a carta assinada por quase 100 grupos de pesquisa da UNIR.

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A decisão da UNIR regride um século de avanço científico, com valorização apenas das ciências exatas e da saúde, quando as humanidades precisavam adequar até os seus métodos de produção do conhecimento. (Fonte: Grupos de Pesquisa da UNIR).


Daniela Spielmann e Sheila Zagury revisitam a obra de Jacob do Bandolim +  Lenha na Fogueira e a Lei Aldir Blanc - Gente de Opinião

Daniela Spielmann e Sheila Zagury revisitam a obra de Jacob do Bandolim em novo CD

 

Amigas de longa data e parceiras musicais há 20 anos, a saxofonista Daniela Spielmann e a pianista Sheila Zagury debruçaram-se sobre a extensa obra de Jacob do Bandolim, juntas a um invejável time de músicos, imprimindo frescor e contemporaneidade. O disco “Entre mil..Você!” (gravadora Kuarup) chega em formato de CD físico e digital, com participações especiais de Almir Côrtes (bandolim),Soraya Ravenle (voz), Catherine Bent (violoncelo), Clarice Magalhães (pandeiro, caixa de fósforo), Roberta Valente (pandeiro), Rodrigo Villa (baixo acústico e elétrico) e Xande Figueiredo (bateria).

Instrumentistas refinadas e experientes,  a dupla aproxima a brejeirice, a virtuose e a dolência do choro com a liberdade criativa do jazz e a acuidade da música de câmara, além de prover uma delicada e sensível feminilidade que abraça por completo, inclusive, a própria trajetória do homenageado – lembrando que foi a mãe de Jacob do Bandolim, Raquel Pick, quem lhe deu o primeiro bandolim; sua esposa Adylia administrava seu arquivo e Elena, sua filha, foi a fundadora e 1ª presidente do Instituto que leva o seu nome, além do fato de, aos 18 anos, ter descoberto a maior cantora do Brasil, Elizete Cardoso, com quem gravou marcantes LP´s.

Cavaquinista e diretor do Instituto Jacob do Bandolim, Sérgio Prata, que assina o texto primoroso do encarte do CD, resume com maestria o repértório: “Entre mil...Você!, choro que dá nome ao disco, recebe aqui um elegante arranjo com ares bossanovisticos. Receita de Samba e Ginga do Mané, esse dedicado a Mané Garrincha, ganham um frescor com o bandolim de Almir Cortes, desaguando o primeiro em um criativo arranjo e o segundo, em um delicioso ragtime.

Quem achava que depois de gravados centenas de vezes, VibraçõesMigalhas de Amor e Doce de Coco não teriam mais o que revelar, precisa ouvir esse comovente encontro entre os sopros de Dani, as teclas de Sheila e as cordas de Catherine Bent. Enquanto Bole Bole vai “bolindo” com nossa alegria, o incansável O Vôo da Mosca dá asas ao virtuosismo dessa dupla genial, que ganha repouso nas lindas Modinha e Naquela Mesa, ambas de autoria de Sergio Bittencourt, filho de Jacob, aqui delicadamente apresentadas por Soraya Ravenle.

Finalizando, a valsa Santa Morena surge em ambiente oriental, que vai transbordando em uma vibrante atmosfera flamenca, sem perder, porém, a sua característica original. De arrepiar”.


Daniela Spielmann - Saxofonista, flautista, compositora, arranjadora, pesquisadora e professora, tem como grandes trunfos a força interpretativa somada à criatividade de suas composições e arranjos.

Em 2001, lançou seu primeiro CD solo - BRAZILIAN BREATH, indicado ao Grammy Latino em 2002. Fez parte da banda "Altas Horas" do programa homônimo, comandado pelo apresentador Serginho Groisman, do ano 2000 à 2014 na TV Globo elaborando arranjos semanais. Já lançou doze Cds de carreira em grupos como Rabo de Lagartixa, Mulheres em Pixinguinha e o último em 2018, “Afinidades", inteiramente autoral. Em 2019,  foi convidada para tocar no primeiro Rio Montreux Festival.

Frequentemente convidada para dar oficinas, workshops e seminários no Brasil e no mundo, Daniela Spielmann desenvolve uma intensa carreira nacional e internacional, já se apresentando com artistas de porte do cenário da MPB,como Sivuca, Zé Menezes, Zé da Velha e Silvério Pontes, Anat Cohen, Aurea Martins, Moyseis Marques, Zélia Duncan, dentre outros. Em 2008, concluiu a dissertação de mestrado, na UNI-RIO, sobre a performance de Paulo Moura, obtendo o título de mestre em Música. Concluiu seu doutorado em Musicologia em 2017, sobre as Gafieiras no Rio de Janeiro, recebendo menção de louvor. Atualmente, é professora de Música do Cefet-RJ Maracanã e participa de pesquisas na area da Musicologia. Recebeu moções honrosas da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro e São Paulo, prêmios e menções de destaque em diversas áreas em que atua.

 

Sheila Zagury - Pianista de formação eclética, com passagem na música erudita e no jazz, já atuou com vários artistas e grupos de renome como Eduardo Dussek, Ângela Rorô, Rio Jazz Orchestra, UFRJazz, Neti Szpilman, Áurea Martins, Marianna Leporace e em numerosos espetáculos de teatro e shows em todo o Brasil e no exterior. Com a saxofonista Daniela Spielmann,lançou, em 2007, o CD intitulado “Brasileirinhas”. Mantém também um duo com José Staneck,há 20 anos, participando da gravação do CD do gaitista, “A Poética de uma Harmônica Brasileira”, Em 2010, o duo se juntou ao violoncelista Ricardo Santoro, formando o Harmonitango, trio dedicado à obra de Astor Piazzolla, apresentando-se em várias cidades pelo Brasil, lançando seu primeiro CD em 2017. Além de participações em outros discos -  como o CD de Edu Kneip, “Da Boca prá Dentro” –a pianista é integrante de grupos como a Cyclophonica, Orquestra Lunar e Orquestra de Gafieira, esta exclusivamente composta por mulheres, cujo CD de estreia, de 2007, foi indicado ao Premio Tim de Música em 2008.

É professora da Escola de Música da UFRJ. Ela também atua na área de pesquisa em música, participando de vários congressos de pesquisa em música no Brasil e no exterior, como a ANPPOM e a IASPM. Terminou em 2014 seu Doutorado em Música na UNICAMP, defendendo tese sobre choro nos anos 1990 no Rio de Janeiro.

Serviço

 

CD “Entre mil...Você!” (gravadora Kuarup) 

Daniela Spielmann e Sheila Zagury

Preço médio: R$25,00

Ouvir o CD online nas plataformas digitais - https://orcd.co/j22movj

Daniela Spielmann e Sheila Zagury revisitam a obra de Jacob do Bandolim +  Lenha na Fogueira e a Lei Aldir Blanc - Gente de Opinião

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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