Porto Velho (RO) quarta-feira, 14 de novembro de 2018
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Silvio Santos

Coluna Lenha na Fogueira e os 25 anos do Diário - Por Zekatraca

Neste 13 de setembro de 2018, o jornal Diário da Amazônia completa 25 anos de fundação.


Coluna Lenha na Fogueira e os 25 anos do Diário - Por Zekatraca - Gente de Opinião

“O Diário da Amazônia foi fundado em 13 de setembro de 1993, sustentado na visão empreendedora do empresário Assis Gurgacz e no espírito crítico do jornalista Emir Sfair, que promoveu uma revolução editorial e gráfica na imprensa rondoniense”.

Após alguns acertos e contratação de jornalistas e técnicos que passaram a fazer parte da empresa Diário da Amazônia como Carlão Esperança e Waldir Costa, do gráfico Anderson Padilha, do diagramador Natalino, fotografo Marcos Grutzmacher, além de profissionais de Porto Velho como a jornalista Ana Aranda os digitadores Marcelo Freire (hoje editor chefe) e Gerson Costa (hoje secretário municipal de esportes), o chargista João Zoghbi, mais os jornalistas Bosco Gouveia e Ildefonso Valentim entre outros. É claro que a empresa contou também com o pessoal do comercial e a turma da formatação e o pessoal da impressão e intercalação.

Naquele treze de setembro de 1993, o trecho da rua Joaquim Nabuco entre a Duque de Caxias e a Pinheiro Machado ficou literalmente lotado de pessoas curiosas, para “pegar” a primeira edição do jornal Diário da Amazônia, cuja inauguração e circulação da 1ª edição, estava marcada e aconteceu as 9 horas. Valdemar Camata atuou como mestre de cerimônia e convidou para cortar a fita de inauguração o governador Oswaldo Piana, seu Assis e seu Emir sob o olhar de Acir, Nair e os convidados especiais.

Enquanto a festa rolava nas dependências do prédio da Joaquim Nabuco, seu Emir convocou uma equipe para ir a procura do Sílvio M. Santos O Zekatraca - “Quero ele fazendo parte da nossa equipe”.

Essa busca durou exatamente oito meses após a inauguração do Diário, exatamente no dia 9 de maio de 1994, la estava o Sílvio Santos sendo entrevistado pelo seu Emir, a entrevista foi publicada no domingo dia 12 de maio, com o título: “Meu nome é Sílvio Santos, mais pode me chamar de Zekatraca”. A partir de então a identidade do Zekatraca que até aquele dia, pouca gente sabia, passou a ser conhecida do público em geral. “Saí da entrevista contratado pela empresa Diário da Amazônia”.

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Lenha na Fogueira

Durante quase um mês, ficamos elaborando a nova fórmula da coluna, pois até então, o conteúdo principal era sobre o carnaval das escolas de samba e seus eventos. A estreia no Diário da Amazônia foi marcada para o dia dos Namorados 12 de junho, véspera da festa de Santo Antônio. Lembro que antes a coluna se chamava “Esquentando os Tamborins” o que não tinha nada a ver com as festas juninas que começavam a época, justamente na véspera do dia de Santo Antônio. Foi então que o artista plástico e chargista João Zoghbi sugeriu o nome “Lenha na Fogueira” o que foi aprovado. No domingo dia 12 de junho de 1994, saiu a primeira coluna do Zekatraca no Diário da Amazônia e falava sobre os preparativos do Arraial Flor do Maracujá. Lembrando que a 1ª coluna saiu com o nome: “Tocando Fogo na Fogueira”. A fogueirinha criada pelo Zoghbi fez parte da publicação. Algumas colunas depois, passou para “Lenha na Fogueira” que orgulhosamente festeja na data de hoje, os 25 anos de fundação do jornal Diário da Amazônia. Parabéns pra nós!



A política no tempo que Rondônia
era Território Federal do Guaporé

Por Silvio M. Santos


Rondônia se ainda fosse Território Federal, estaria completando no dia de hoje 13 de setembro, 75 anos de criação.

Como não poderia deixar de ser, a política partidária, desde da criação do Território pelo presidente Getúlio Dorneles Vargas, faz parte do cotidiano das pessoas que passaram a se denominar como “Catega” (aquele que tem categoria para exercer um cargo público).

O grande cacique político da época, Coronel Aluízio Pinheiro Ferreira era respeitado até nos terreiros de macumba, que existiam na capital Porto Velho: “Batuque de Santa Bárbara” comandado pela Mãe Esperança Rita e o Batuque do “Samburucu” comandado pela dona Chica Macaxeira. Aluízio foi o primeiro governador (nomeado) do Território Federal do Guaporé assim como seu primeiro deputado federal eleito.

Por incrível que posso parecer, o poder a partir de 1946 passou a ser alternado, hora quem mandava era Aluízio ora era o Coronel Joaquim Vicente Rondon eleito deputado federal em 1954.



Coluna Lenha na Fogueira e os 25 anos do Diário - Por Zekatraca - Gente de Opinião

Cutubas e Pele Curtas

Na eleição de 1958 Aluízio Ferreira se candidatou a deputado federal tendo como suplente o Coronel Paulo Nunes Leal seu adversário, foi o médico Dr. Renato Medeiros que teve como suplente o empresário Miguel Chaquiam.

Em virtude da sofrível administração do Coronel Rondon entre 1954 e 1957, Aluízio voltou com a corda toda e foi aí, que surge na política de Rondônia as facções: Cutuba e Pele Curta.

Cutuba eram os correligionários de Aluízio Ferreira e Paulo Leal que receberam essa “alcunha”, por conta de uma “Estória” criada pelo jornalista Inácio Mendes que publicou em seu jornal, que o prefeito de Porto Velho indicado por Aluízio Ferreira, havia sido flagrado praticando “pederastia”. Inácio o denominou de “Cutuba” baseado na pesquisa que fez, sobre o nome da cidade paulista de Araçá Tuba que quer dizer: Araçá (espécie de goiaba) e Tuba (doce) então o leitor pode deduzir o qeu ele quis dizer apelidando o correligionário de Aluízio de CUTUBA.

Para não ficar por baixo, os aluizistas apelidaram os correligionários de Renato Medeiros de “Pele Curta”. A alcunha foi aplicada, em virtude do candidato a suplente de deputado federal de Renato Medeiros Miguel Chaquiam ser baixinho, dizem que não tinha nem um metro e meio.

Daí diziam os “cutubas”, que o nariz do suplente que havia sido prefeito de Porto Velho, era muito perto da bunda, daí o apelido “PELE CURTA”.

Bacana foi a apuração dos votos, que naquele tempo, era transmitido por um alto-falante instalado na praça Mal. Rondon em frente ao fórum Ruy Barbosa (hoje Fuad Darwiche). Aluízio Ferreira e Paulo Leal dispararam na frente. Por exemplo: era 20 X 1. Vinte votos para Aluízio e Paulo e um para Renato e Chaquiam.

O povo logo transformou a apuração em gozação: “Aliza o Pau” e “Renato Chateando”. Os Cutubas venceram de lavada aquela eleição. O troco veio na eleição de 1962 quando Renato Medeiros derrotou a chapa dos Cutubas liderada pelo Coronel Énio Pinheiro. Foi a eleição da “Caçambada Cutuba”.

Salve os 75 anos do Território Federal do Guaporé! 

Galeria de Imagens

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